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“– É a minha metade da senha. Linda. Não conseguia pensar em nada, aí olhei para você e digitei a primeira coisa que me veio à cabeça – sorri.”
“Estava olhando para ele naquela fatídica noite em que ele, acidentalmente, me filmou. Olhando para ele e tentando decidir o que colocar na minha metade da senha. Holt me ofereceu um sorriso pernóstico e eu digitei a palavra “imbecil” sem pensar duas vezes.”
(O gif original foi encontrado no Google, eu apenas coloquei o texto)
Eu vi esse gif e não consegui pensar em outra coisa hahah viva a Dom e seu Muay Thai!
Alguns Anos.

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“Mas mais do que tudo, eu adorava que ela tivesse me deixado um beijo e dito que me amava. As pessoas geralmente acabam uma carta com um dos dois. Mesmo uma carta romântica. Deveria ser “um beijo” e uma assinatura. Ou “te amo” e uma assinatura. Mas ela tinha deixado os dois. Eu precisava dos dois. Precisava de um beijo e precisava saber que ela me amava. E não precisava de uma assinatura.”
como seria uma conversa por mensagem entre... dom e greg?
Conheci ela no trabalho. Essa frase pode parecer romântica se você imaginar alguém trocando olhares numa sala sóbria de empresa. Mas o trabalho em questão era o de advogar. Ela é advogada. Eu sou advogado. Eu ia todos os dias trabalhar e ela estava lá. Fechada. Nunca vou me esquecer: Dominique era uma vadia infernal. Enquanto todos se enchiam de formalidades, ela falava o que pensava. Quando todos falavam mal do seu jeito, esquecendo os próprios defeitos, ela simplesmente era o que era e não se desculpava. Quando duvidavam de suas capacidades, ela fazia todos se arrependerem de terem aberto a boca. Os olhos, sempre intensos e hipnotizantes, deixavam claro que ela sabia muito bem o que estava fazendo. Foi antipatia à primeira vista. Pra nós dois, tenho certeza. Passamos vários meses discutindo fervorosamente. Depois, acidentalmente, a gravei se masturbando - pensando em mim, diga-se de passagem. E aí eu a chantageei e a fiz passar suas férias comigo, na minha nova casa, em outra cidade. Começamos a namorar depois de um milhão de tentativas de negação, jogos de provocação e brigas acaloradas. Jogamos todos os games. Alguns várias vezes, com alguns roubos incluídos. Fizemos amor em todas as partes de nossa casa - e fora de casa também. Vimos muitos filmes e, enquanto ela ria por eu gostar de terror antigo e mal feito, eu descobri que o preferido dela é "E o Vento Levou". Conversamos sobre ela ficar comigo ou voltar pra sua casa, bem longe de mim. Decidimos juntos que ela ficaria, ajudamos um ao outro em questões cruciais (como traumas e bloqueios), ambos achamos alguém a quem podíamos confiar nossos medos e nossas vidas. Fizemos alguns amigos na vizinhança e, por incrível que pareça, Dominique meio que fazia parte de um grupo com eles. Algo relacionado a biscoitos, sei lá. Tivemos mais de 50 confusões só nos primeiros meses — acabei de contar e tenho certeza que esqueci de várias. Sofremos com as separações, rimos com os retornos. Derrubamos nossas barreiras dividindo o amor. Dos meus dez sonhos românticos, sete foram ela que realizou. Os outros três ela criou sozinha; nunca pensei que ia me apaixonar mais ainda quando visse minha namorada toda molhada dando banho no cachorro ou algo assim. Aprendi o que era feminismo e também o que era ser forte, independente e dono de mim. Dominique era assim. Um fenômeno lindo da natureza que brilhava sua própria excelência e não podia ser controlado. Um dia, ela foi embora. E não foi fácil. Eu não sabia porque e tinha uma pessoa tóxica que me enchia a mente de porcarias que acabei por acreditar. Que tolo sou eu, Dom estava certa quando me xingava. Chorei mais do que achei que seria possível e depois soube que ela também. Até hoje, não tem um dia em que eu não me arrependa de não ter corrido atrás dela. Ela também parece arrependida de não ter ficado. Mas nenhum de nós tem culpa, mesmo que a gente sinta dessa maneira. Parecia que, pra nós, o mundo tinha sumido, o amor tinha acabado e nada seria como antes. E aí ela apareceu. Sete anos depois, com meu filho Tyler e uma história cortante. Minha Dom tinha sofrido tanto. Mas eu já disse antes que ela é forte, não disse? Minha Dom sempre vence. O amor sempre vence também e nós conseguimos reestruturar nossas vidas e escrever mais um capítulo na nossa história, mesmo depois de alguns anos. Porém, é óbvio, a gente não fez tudo voltar assim, na paz. Foi tudo depois de muitas brigas, intrigas, beijos, arrependimentos, sexo, perdão, mais um pouco de briga. A gente ama brigar. Tanto quanto ama um ao outro. Essa semana, pela vigésima vez, vi as fotos que tirei dela na última viagem que fizemos - algumas espontâneas, algumas com a Dominique fazendo cara feia, enjoada de tanta fotografia (e ainda assim linda demais). Não achei que pudesse me apaixonar tudo de novo. Mas faço isso todas as noites, quando ela reclama de dormir agarrada comigo e todos os dias quando vejo seu sorriso brilhante. E até quando ela começa a advogar coisas bobas, como a cor das paredes, eu sinto a alegria de viver um grande amor todos os dias na minha vida. E de ter esse amor documentado em fotos, vídeos, áudios, memórias e, principalmente, na minha alma. Não falta nada. Só a Dominique parar de me chamar de frouxo.
Gregory Holt