E foi assim: um mês depois de chorar todos os dias um pouquinho por ter sido enganada pela mesma velha pessoa de sempre, eu conheci alguém. Eu lembro do primeiro drink e da nossa conversa sobre “eu está precisando de uma bebida forte para tirar aquela cara de quem odiava o mundo”. Eu não odiava o mundo, mas naquela noite em especial, já tinha passado por tantas pessoas que eu nem sabia o nome que o desânimo às 2h da manhã, era evidente. Lembro de alguns beijos e lembro, principalmente, de achar que ele seria só mais um. Assim como tantos tinham sido naquele mês. Apenas uma breve tentativa de esquecer um grande amor. Mas não foi isso que aconteceu. Uma semana depois, encontrei você em um cafezinho da vida. Não havia probalidade de acontecer isso, mas aconteceu. Depois da troca de números, lembro dos primeiros sorrisos com as suas notificações, das saídas que com o tempo, ficaram mais frequentes. Lembro de quando um lugar tinha mais graça se eu sabia que você estaria lá, e das minhas amigas começarem a falar que estava perdendo a solteira mais convicta do grupo.
Eu negava. Mas estavam. E foi assim...
Devagarinho. Sem muita perspectiva de algo sério que tudo se tornou tão sério e intenso. Pra você e pra mim. Acertamos sem nem querer acertar. De repente, quando me dei conta, não havia mais um coração partido, nem a necessidade de esquecer desesperadamente alguém. Porque foi você, só você, quem me fez ver o quão bom um amor leve pode ser.
















