Aborto é uma questão de saúde pública, e saúde pública não é legal
“Hey! Olá gente, tudo bem? Como vocês estão? Bem, eu estava refletindo sobre algumas coisas, e em um dia próximo, me perguntaram sobre a minha opinião sobre a “Legalização do Aborto”! Eu sempre fui e continuo sendo a favor dessa legalização, por vários motivos, mas como tudo que eu faço, procuro expressar nas palavras, então se formou esse texto, sobre a minha opinião e o porquê dela. Mas ainda gostaria de deixar evidente o fato de que, sou um garoto, não tenho possessão desse tema, é um tipo de assunto que se quiser, se aprofundar, é inevitável que tenha que procurar uma mana. Eu, um menino, jamais seria capaz de falar de “Legalização do Aborto”, mas posso falar sobre! Levo muito a sério a fala do Mario Sergio Cortella entre a diferença de falar “sobre” e falar “de”. E só uma mulher pode falar de “Legalização do Aborto”. Caso eu tenho infligido algum lugar de fala ou espaço de discurso que não pertence a mim, gostaria de deixar minhas sinceras desculpas, e se necessário apago o conteúdo. Obrigado pela atenção!” – Gentilmente Efe.
Aborto é uma questão de saúde pública, e saúde pública não é legal
Quando tratamos de saúde pública, disseminação de conhecimentos ou procedimentos (médicos ou não) que ajudam na organização de sistemas e a prevenção de consequências contra aos adventos, descuidos humanos, doenças ou epidemias e a favor puramente da saúde, não pensamos em atribuir aborto como uma problemática a ser tratada dessa forma, porém necessariamente me parece inevitável. É descuidado da minha posição, atribuir tanta possessão pelo tema aqui tratado, já que não possuo quaisquer experiência ou noção aproximada do que significa uma gravidez ou situações que já não dependem tanto da ação humana individual, como uma mulher teria nesse caso, porém insisto em argumentar cuidadosamente sobre, incluindo a tentativa de uma noção coletiva maior possível. Se fosse apontar algum culpado pelos índices de gravidez indesejadas crescerem, seria a desigualdade, se tivéssemos todos no mesmo patamar seria mais facilitário encontrar uma maneira de prevenção ou conscientização sobre uma gravidez e segurança contra crimes como estupros, porém como não me habituo a uma visão tão ingênua (para não dizer estupida), prefiro tratar tudo com a mais fria e crua realidade. É indispensável a ideia de que existem inúmeros fatores que gera uma impossibilidade em ignorar a legalização do aborto, logo ao interferirmos na legalização, praticamos um desserviço social. Fora que não possuímos nenhum controle da situação para exigir algo assim.
A desinformação, falta de acessibilidade e descuido com a qualidade de vida, reina, infelizmente, e embora seja surpreendente para alguns, há fatores condicionais sobre a necessidade da legalização do abordo, uma delas é a falta de informação e acessibilidade sobre elas para com a grande massa vulnerável socialmente, não existe uma maneira de conscientizar um número grande sobre o significado de uma gravidez e meios preservativos, se a maioria vive em condições miserais com sequer tempo ou possui meio para essa comunicação ou intervenção. Chega a ser insuficiente desejar que todos tenham o mesmo nível de interação suficiente para qualquer conceito passar a todos da sociedade.
Outra necessária abordagem com o tema, é o fato de meios preservativos falharem, como alguns sabem, todo meio preservativo não possui garantia 100% sobre a prevenção de uma gravidez, logo isso se funde em uma condição sob o controle humano, não teríamos como prever ou saber dessas circunstâncias, ainda mais em casos como em de Stealthing, em que o parceiro na relação sexual retira o preservativo na hora da transa sem o consentimento alheio.
E não teríamos como utilizar desses argumentos sem, fundamentar o aspecto quase essencial em todos os parâmetros, a posse das decisões corpóreas serem destinadas ao possuidor do corpo. Dentro disso, basicamente se uma mulher deseja abortar, a decisão é propriamente dela e apenas dela, o que não interferiria na vida de qualquer pessoa para que se tenha opiniões ou contrapostos sobre essa decisão. Culturalmente a necessidade da mulher é apagada, e uma gravidez se dá mais que apenas manter a geração de um feto até o possível nascimento, envolve fundamentos psicológicos e físicos que se caso a mesma não se sentir propriamente capacitada para tal, deve sim ter a sua decisão levada a sério e cuidada com absolutamente todos os procedimentos corretos e eficientes, politicamente e socialmente, o estado deve proporcionar a saúde de absolutamente todos os cidadãos e isso não se desqualifica nesses casos.
Com tudo isso, ainda possuímos as taxas de abortos clandestinos, é gigantesco e assustador estatisticamente o número de mortes por aborto em países que não o legalizam em relação aos que permitem legalmente, como demonstra um artigo da Huffpost, logo a necessidade de uma mudança enquanto as questões sobre o aborto é exclusivamente necessária, para melhor atendimento para as mulheres da sociedade, e garantia de suas vidas.
Assim, é notável o como a desigualdade, falta de segurança, e desinformação interfere em tudo isso, porém como isso requer um fator de remediação por longo prazo, e cada vez mais mulheres morrem ou colocam suas vidas em risco, vitalmente precisamos exigir ou providenciar a legalização do aborto e colocá-lo como uma necessidade de saúde pública. A sociedade, as mulheres, precisam ter suas escolhas, precisam ter a opção, principalmente em caso de estupro. É um serviço que garante vidas, em todos os âmbitos e possibilidades.






















