Segurar as expressões de deboche e tédio em frente a encenação de famílias irritantemente felizes era uma tarefa difícil de se executar sem o auxílio de entorpecentes. Por isso, Dulce cedeu aos caprichos de um martíni seco e com duas azeitonas em menos de meia hora de presença na comemoração. Sendo otimista, estaria suficientemente feliz com mais quatro taças daquelas. Com a taça recém servida em mãos e as linhas de expressão já aliviadas pela intenção de se embebedar, a empresária se dirigiu de volta ao grupo de vizinhos com quem conversava anteriormente, porém não esperava pela pedra que surgiu em seu caminho — que, na verdade, era uma criança forte o bastante para fazê-la derrubar o drink, devido ao empurrão que levou. O diabinho seguiu correndo como se nada tivesse acontecido e Dulce, incrédula, via seus sonhos por uma noite feliz se espatifarem no chão do terraço. — Por que os pais não controlam essas pestes? — Disse alto o suficiente para algumas pessoas ao redor ouvirem. — I mean, disciplina não está na moda, mas constrói o caráter de um cidadão americano.











