A música é meu remédio. O rock é meu estilo de vida. E o skate meu companheiro.
Isabela Lazzarote via (frail-care)
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A música é meu remédio. O rock é meu estilo de vida. E o skate meu companheiro.
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O câncer Ă© um estereĂłtipo, quase um clichĂŞ, assim como a vida. O ensaio publicado por Ă‚ngelo Merendino em homenagem Ă batalha que sua esposa travou diante de um câncer de mama Ă© retratada em fotos contundentes, afetivas e impactantes, que tem como propĂłsito a busca por um olhar menos preconceituoso e temeroso sobre quem vive esse diagnĂłstico. Um olhar ingĂŞnuo diria que sĂŁo fotos em cronologia, desde o inĂcio do relacionamento do casal atĂ© o inĂcio do tratamento quimioterápico culminando com a morte de Jennifer, sua esposa. PorĂ©m, esse ensaio Ă© muito mais do que isso. O objetivo de Ă‚ngelo foi fazer com que as pessoas conhecessem mais sobre a doença, fizessem um exercĂcio de empatia e, mais do que tudo, ele queria mostrar que o apoio e a vontade de viver do paciente Ă© fundamental. Nas imagens podem-se perceber detalhes importantes. É marcante em muitas delas o olhar dos outros frente Ă esposa. Olhares de surpresa, de compadecimento, de incompreensĂŁo. As pessoas tem muita dificuldade em enxergar sua prĂłpria finitude diante de seus olhos. Somos uma sociedade embriagada de uma ilusĂŁo de imortalidade que sĂł Ă© rompida – quando o Ă© – por situações como essa, por pessoas que decidem se expor e mostrar suas fragilidades para que as pessoas possam sensibilizar-se e pensar tambĂ©m sobre como vem vivendo suas prĂłprias vidas e como elas prĂłprias agiriam caso se vissem diante de um desafio como o que Ă‚ngelo e Jennifer enfrentaram. Ouse olhar cuidadosamente para essas lindas imagens. NĂŁo porque a morte seja linda, porque sabemos que nĂŁo Ă©, mas porque a vida Ă© linda, e precisamos constantemente lembrar que nĂŁo Ă© eterna, que nĂŁo somos imbatĂveis. Por vezes, a melhor forma de curar uma dor – como a de perder uma jovem esposa para uma doença ainda tĂŁo incompreensĂvel como o câncer – pode ser torna-la concreta e palpável, mesmo que atravĂ©s de imagens, para digeri-la com menos sofrimento e para mostrar a outras pessoas que Ă© preciso estar-se atento ao prĂłprio corpo, atento Ă prĂłpria vida, para que nĂŁo a percamos mesmo quando ainda temos saĂşde. Esse ensaio Ă© o retrato de uma batalha de 5 longos anos. Se valeram a pena? Ele afirma que nĂŁo trocaria esses 5 anos que viveu com ela por nada no mundo. Link das fotos: http://imageshack.us/g/24/cancer2600x398.jpg
Site via (Literatura)
Depoimento de quem vivi a Leucemia. A um tempo atrás estava louca para começar minha faculdade de Medicina. Mas a partir de um tempo pra cá, comecei a odiar um lugar chamado hospital. No dia 20/05/13 acabei descobrindo que estou com Câncer, a Leucemia. Primeiro, começou com algumas manchas roxas pelas minhas costas e logo em seguida dores fortes. Logo achei que fosse pela academia ou algo do tipo, atĂ© eu ir pro hospital e acabar descobrindo. Agora, mais do que nunca estou dando valor a minha vida, amigos e famĂlia. NĂŁo sei o que seria de mim sem eles e sĂŁo nessas horas que sabemos quem está conosmo, pra ajudar, te levantar e acompanhar suas lágrimas. E obrigada por todos que estĂŁo me ajudando a superar tudo isso. Tenho fĂ©, tenho axĂ© no meu coração. Meu senhor, meu Deus, meus Orixás vĂŁo me ajudar a superar tudo isso o que eu estou passando, Ă© apenas uma fase. Ver meus amigos logo no primeiro dia em que eu estava hospitalizada me trazendo flores, chocolates, ursos de pelĂşcia, bixigas. Tudo isso foi maravilhoso. Foi sim. Acho que uma das piores partes disso tudo Ă© ver seus amigos e famĂlia chorarem e dizer “vai ficar tudo bem”. Quando voce sabe que nĂŁo Ă© bem assim. Que tem milhares de cirurgias, agulhadas, raspar o cabelo, vomitar e chorar sangue, desmaiar, fisioterapia entre outras milhões de coisas. E pensando sobre a morte, caso eu venha um dia eu morrer, quero que saibam que eu acolhi a morte como uma amiga.
Isabela Lazzarote via (frail-care)