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Flohio

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SPF - FLOHIO
2022
LGBTQ and Nigerian: Yetide Badaki, Joy Oladokun, David Uzochukwu, Arlo Parks, Chika, Flohio, Annahstasia Enuke, Tunde Olaniran and Candice Iloh
Track of the day // Flohio - SPF
From the album Out Of Heart, due October 7th via AWAL Recordings.
Something I drew last year that I’m not sure I posted! (If I did post it you can see it again I guess lol)
A wolfy Flower and Hio inspired by Fukigen Waltz by OSTER Project!
(They are female and male here and use she/her and he/him respectively)
I love this wolfy Flower honestly jdjfejxj I like masc girls a lot

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FLOHIO
FLOHIO - Wild Yout EP (2018)
O disco de hoje (aguardado e aclamado por uma admiração pessoal da artista e sua elevação visceral e natural) é uma chuva de míssil.
Nascida e crescida até os 6 anos de idade em Lagos, Funmi Ohiosuma a.k.a FLOHIO deixou ainda cedo as terras da capital nigeriana e foi desembocar na boca do mundo: Londres. Ou melhor, pra ser mais exato; Grande Londres, Bermondsey, região suburbana no sul da capital inglesa. E dentro dessa circunstância de adaptação aos novos sons, personagens e cenários, a jovem Funmi foi se mimetizando aos poucos e criando suas concepções, aguçando percepções, suas ideias de mundo e de vida.
Hoje, no auge dos seus 25 anos, a MC Flohio anda bem requisitada pelos becos esfumaçados do underground britânico. Ano passado, 2 de Novembro de 2018, a jovem rapper lançou “Wild Yout” nas pistas do mundaréu, marcando seu segundo EP. Com 4 faixas sinistras de muita rima braba, FLO fala de guetos, rua, preconceito, e outras paradas que são muito comum dentro do rap, mas as rimas que mais se destacam são as com um teor emocional maior, ou ainda sobre os que ela trata de como a cidade fermenta suas emoções, vivências e etc. As várias punchiline dentro de um EP com apenas 12 minutos também é um bom destaque a se ratificar.
Dentre mil influencias e referências, que entraram e saíram de sua massa cinzenta até chegar as texturas que sua arte tem hoje, foram muitos os processos e etapas. Melhorias adquiridas, habilidades mais afiadas. A começar pelo seu “flow iansã”, trovoando no beat com muita verdade e uma métrica cabulosa. As mensagens, cada vez mais bem trabalhadas dentro da levada e também da nuance do instrumental, e mais a construção de rima... tudo isso, em síntese, demonstra um estudo - e inclusive (ou pelo menos) apreço e admiração - pela cultura de rua de Londres. Mostra também que andou se mimetizando muito bem nesses quase 20 anos entre ruas, sububios, rodas de rima e slams. Até então entrar no coletivo TruLuvCru e lançar seu primeiro EP em Junho de 2016, intitulado “Nowhere Near”.
Do lançamento do debut até sair “Wild Yout”, muitos singles foram lançados e logo a nigeriana radicada em londres conseguiu um certo hype dentro da cena hip-hop local. Mesmo não tão badalada no cenário nacional quanto as novas sensações conterrâneas; as incríveis Ray BLK, Trillary Banks e a nossa amada IAMDDB. Funmi não titubeia um segundo sobre o que falar, pra quem falar, como fazer... sabe bem o público e o som que quer cultivar em sua horta. Mira em suas vontades sem se extender além do seu gosto e dote artístico pra garfar o sucesso. Afinal o sucesso é - me permitindo brevemente entrar um pouco no mundo da botânica para uma marota analogia - uma semente na carreira de qualquer pessoa, que naturalmente vai crescendo e se tornando uma bela árvore, até o momento de colher os frutos, e o famoso ciclo se e reproduzir (e talvez perpetuar), solidificando a passagem daquele corpo arbóreo na terra. E sinto que Funmi entende isso - da sua própria maneira e/ou clarividência, é claro.
Mas os anos passam e do ano de Xangô pro de Ogum, o tempo andou colocando os grandes em seu lugar, e a rapper entra nessa gama de gigantes, como a baobá que é, indo para além do subúrbio de Southwark.
Primeiro uma apresentação no A COLORS SHOW, com a iradíssima “Bands”, depois foi selecionada na campanha da Nike por nada menos que Naomi Campbell entre “as 10 mulheres que mudariam o futuro”, a gora entrou no quadro dscvr vevo. Tá pouco? A semente já germinou. E daí surgiu o “Wild Yout”..
Unida com seu parceiro e produtor HelloMyNameiSRA - munido sempre de seus “bate cabeça type beat” - a rapper traz um clima levemente fúnebre e agressivo, longe desses habituais sons que o público tá acostumado a ouvir, ecoando verdades em levadas furiosas no meio dum gravão sinistro
Os instrumentais, que foram todos assinados por HMNSRA, dão uma pisa quando o assunto é fortalecer as rodinhas punk e elevar as energias. Com seus beats 808 slide e BPM lá em cima, o beatmaker/produtor transita entre o grime, o drill britânico e o trap, fazendo a trilha perfeita, com a batida pesada e hats secos, muitos efeitos especiais, já mesclando com a música eletrônica.
No mais, e para além de hip-hop e mais ainda de hype, aulas são dadas nesse EP. Toda vitalidade que é trazida em sua música, assim como a sinceridade e necessidade de provocar alguma emoção e impacto, estão presentes não só nas palavras, mas também no veículo que as transporta. A voz feroz de FLOHIO e as batidas nervosas, conseguem trazer em 12 minutos o clima acinzentado e caótico de um metrô londrino na hora do rush.
É isso rapa, se quiser sacar o trampo dessa mina incrível por streaming, já fica aí o fortalecimento também. Um grande salve e até a próxima!
DAZZ FLO FLO!
MUSIC MONDAY PLAYLIST: Matt’s Picks
I’ve recently found my Spotify playlists experiencing something that I imagine would have our Founding Fathers turning over in their graves: a British Invasion. That’s right, lately I’ve been inundated by a constant stream of UK-bred talent. And to be perfectly honest, I’m not even mad in the slightest.
There’s some amazing music being made by our friends across the pond these days. That rings true across all genres too, from the smooth jazz of Oscar Jerome to bass-thumping rhymes of drill Queen Flohio.
I recommend listening to this playlist in order for continuity but feel free to jam out however you please! Hell, break out the tea and biscuits if you’re really feeling it!
Happy Monday :)
- Matt Singer