Correção na fic: Camila e Luan sĂŁo amigos a quase trĂȘs anos, porĂ©m ela Ă© fĂŁ tambĂ©m, e o acompanha a 5 anos.

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Correção na fic: Camila e Luan sĂŁo amigos a quase trĂȘs anos, porĂ©m ela Ă© fĂŁ tambĂ©m, e o acompanha a 5 anos.

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CapĂtulo 36 -
Bruna mandou um olhar feio para Luan que retribuiu encolhendo os ombros e eu apenas fiquei encarando minhas mĂŁos com vergonha.
___ Bom, aĂ estĂŁo vocĂȘs. NĂłs estĂĄvamos preocupados. â Tia Mari falou chegando junto com o resto do pessoal
___ Eu resolvi vim dar um abraço no Luan, tava com saudade. â Sorri tĂmida pra eles
___Ta tudo bem. â Minha mĂŁe disse
___ A gente bem que podia fazer um programinha hein? Bora? â Malu propĂŽs animada
___ Eu topo. â Carol disse na hora
___ Eu tambĂ©m to dentro. â Bruna continuou
___ JĂĄ ta meio tarde, nĂŁo acham? â Seu amarildo falou
___ Ah nem ta, pai. NĂŁo atrapalha, somos todos bem grandinhos aqui. â Luan disse sorrindo
___ Ok, desculpem. â Ele disse pondo as mĂŁos pra cima como modo de defesa
___ VocĂȘ topa ou nĂŁo, Bianca? Tu nĂŁo sabe mais falar nĂŁo Ă©? â Malu disse me chamando a atenção. Eu tava prestando atenção na conversa, porĂ©m a tensĂŁo entre mim e Luan me revirava o estomogo e a minha vontade era de o agarrar ali mesmo, na frente de todos.
___ Topo, claro. A Sofi tambĂ©m vai nĂ©? Ah Luan, nĂŁo te apresentei nĂ©? Essa Ă© a Sofia, ela Ă© minha amiga e divide o apĂȘ comigo. â Falei sorrindo pra ela
___ Oi, Ă© um prazer te conhecer. â Ela disse tĂmida estendendo a mĂŁo pra ele
___ O prazer Ă© meu. â Ele apertou a mĂŁo dela e deu aquele sorriso tĂpico do Luan que deixava qualquer mulher constrangida devido a tanta beleza.
___ EntĂŁo, vocĂȘs vĂŁo pra onde? â Minha mĂŁe perguntou
___ VocĂȘs podiam ficar todos lĂĄ em casa, o que acham? Bom que amanhĂŁ jĂĄ estĂŁo todos lĂĄ pro almoço. â Dona Marizete falou sendo retribuida com um olhar feio de Bruna
___ MĂŁe! A Bia ainda nĂŁo sabe da casa. â Ela disse
___ Vish, Ă© mesmo. â Marizete disse como se tivesse se lembrado
___ Na verdade jĂĄ to por dentro do assunto. O Luan me contou. â Sorri feliz
___ Luan e sua boca grande, affs. â Bruna falou olhando feio pra ele
___ Mas acho que ela ainda nĂŁo sabe de tudo, ou sabe? â Malu disse abrindo um sorriso misterioso
___ O que? â Perguntei
___ NĂŁo Ă© sĂł a familia do Luan que vai se mudar pra cĂĄ, eu to vindo junto. â Ela disse animada
___ SĂ©rio? Ai meu Deus, Malu! Porque vocĂȘ nĂŁo me contou? â Falei lhe abraçando entusiasmada
___ NĂŁo queria estragar a surpresa que foi estragada. â Ela tambĂ©m olhou feio pra Luan que mostrou a lĂngua
___ NĂŁo acredito que todos vocĂȘs vĂŁo se mudar pra cĂĄ. Malu, Bruuuna â a abracei tambĂ©m - Luan e ainda os tios mais lindos do universo! Ai que tudo! â Falei batendo palma e pulando igual uma criança inocente
___ E eu vou ficar sozinha em Londrina. â Carol disse triste
___ Por que não vem também?
___ NĂŁo dĂĄ, Bia. Tenho minhas coisas pra terminar lĂĄ.
___ Ah, mas vocĂȘ tem outras amigas lĂĄ e sem contar que o Gabriel tambĂ©m fica o tempo todo com vocĂȘ. â Bruna falou
___ Ă. â Ela sorriu apaixonada. Dava pra acreditar que os dois ainda estavam juntos? Depois de tanto tempo e eles lĂĄ, mais apaixonados que nunca. SĂł de pensar que tudo começou por causa daquele dia na chĂĄcara... Talvez se nĂŁo fosse por causa de BĂĄrbara eu e Luan tambĂ©m podiamos estar nessa situação. Suspiro ao imaginar.
___ Ok, entĂŁo vocĂȘs vĂŁo pra casa da Mari? â Minha mĂŁe perguntou e eu amava essa amizade das duas.
___ Vamos vai gente! â Bruna implorou
___ Por mim tudo bem. â Malu disse e assim todos concordamos.
Fomos todos pra casa de Luan, menos meu pai que foi pra casa dele e Sofia que preferiu nĂŁo ir inventando desculpa que tinha trabalhos da faculdade pra fazer. Eu sabia que na verdade ela nĂŁo se sentiu a vontade pra aceitar o convite, talvez por se sentir meio deslocada ou por nĂŁo querer atrapalhar. De qualquer modo respeitei a atitude dela e partimos pra nova casa deles logo depois de eu passar no meu apartamento e pegar algumas coisinhas que eu precisaria.
A casa nĂŁo era uma casa. A casa era uma completa mansĂŁo super perfeita. Na verdade eu nĂŁo parei pra ver tudo hoje, jĂĄ que Bruna prometeu nos apresentar tudo pela manhĂŁ, entĂŁo minha mĂŁe ficou na cozinha conversando com Dona Marizete e Seu Amarildo, Luan foi pra seu quarto se trocar e eu e as meninas fomos pro quarto de Bruna aonde dormiriamos.
___ EntĂŁo, o que a gente vai fazer? â Malu disse se jogando na cama de Bruna
___ Assistir um filme, fazer um brigadeiro e comer uma pipoca? â Falei como se fosse Ăłbvio
___ SĂ©rio? A nossa primeira noite em SĂŁo Paulo todas juntas e nĂŁo vamos nem curtir a noite? â Ela falou como se fosse absurdo
___ Eu apoio a idĂ©ia da Malu. Eu vou embora amanhĂŁ, a gente devia aproveitar pra matar a saudade das nossas baladinhas. â Carol disse animada e eu olhei pra Bruna com esperança de que pelo menos ela estivesse do meu lado.
___ Ah, atĂ© que nĂŁo Ă© mĂĄ ideia. â Ela assentiu
___ SĂ©rio? â Disse desanimada
___ Porque nĂŁo? Vou avisar meus pais que a gente vai sair, Ă© pra chamar o Luan? â Bruna falou
___ Por mim. â Dei de ombros
___ Eu vou lĂĄ falar com os senhores pais, vocĂȘ avisa o Luan e pergunta se ele quer ir. Aproveita que ta em cima da hora e ve se arranja algum camarote pra nĂłs, porque dois famosos numa pista nĂŁo vai dar certo. â Bruna disse e eu concordei.
Fui até o quarto que Bruna disse ser o do Luan e bati na porta. Ninguém respondeu, então tentei abrir e tava aberta. Entrei e ouvi o barulho do chuveiro, ele tava no banho.
___ Luan? â Gritei pela porta do banheiro
___ O que? â Ele gritou
___ Ă a Bia, vocĂȘ vai demorar? â Perguntei
___ NĂŁo, jĂĄ to quase acabando.
___ Ok, vou te esperar aqui. â Gritei de volta e voltei minha atenção pro quarto dele.
Aproveitei o tempo livre e mandei uma mensagem pra Cadu perguntando se tinha como ele me arranjar 5 passes pro camarote da boate dele hoje. Cadu era um amigo meu, dono de uma das danceterias mais badaladas de São Paulo e sempre que eu precisava podia contar com ele, jå que ele também era louco comigo e louco pra ficar comigo.
Recebi uma ligação dele como resposta e atendi explicando a situação, ele falou que avisaria aos seguranças pra deixarem a gente entrar e assenti agradecida. Quando desliguei, Luan acabava de sair do banheiro.
___ AtĂ© que enfim. â Falei revirando os olhos e o encarando. Meu Deus, ele tava sĂł de toalha que permanecia enrolada em sua cintura deixando a mostra metade do seu corpo totalmente gostoso. Mordi os lĂĄbios por extinto, mas logo voltei a realidade.
___ O que vocĂȘ quer? â Ele perguntou
___ Eu e as meninas vamos sair, vim perguntar se vocĂȘ tambĂ©m que ir. â Falei fingindo arrumar alguma coisa na minha unha e evitando olhar pra ele. Aposto que ele tinha feito aquilo de propĂłsito, sĂł pra me provocar. Caramba, tava difĂcil me controlar.
___ Uai, partiu. â Ele topou na hora e eu sai o mais rĂĄpido possĂvel do quarto dele me abanando com um fogo que nĂŁo era meu.
Voltei pro quarto de Bruna aonde todas nos arrumamos e depois de mais ou menos uma hora jå eståvamos no carro indo rumo a boate. Fui na frente com Luan que tava dirigindo e o guiando até o lugar que realmente estava lotado. Quando chegamos encontramos com Cadu que tava na entrada e logo deixou a gente entrar, fomos pro camarote depois de Luan atender algumas fãs que ele encontrou por lå.
Logo depois de algum tempo que jĂĄ estĂĄvamos lĂĄ, Lucas chegou pra se tornar a Ășnica companhia masculina de Luan.
___ Lucas. â Bruna disse sorrindo pra ele que retribuiu de forma apaixonante. Na hora jĂĄ saquei tudo. Eles estavam se pegando.
___ Danada. â Sussurrei pra ela que deu uma risadinha pra mim
___ AtĂ© que enfim, cara. Eu jĂĄ nĂŁo aguentava mais ficar sozinho com essas mulher, elas sĂł sabem falar de homem. â Luan disse com cara de nojo
___ E tem coisa melhor? â O provoquei sorrindo
___ Na verdade sim. â Ele falou retribuindo o sorriso
___ Bora pegar umas bebidas? â Lucas sugeriu e todos aceitaram o ĂĄlcool, menos Carol que preferiu ficar sĂł no refrigerante, afinal ela tava namorando.
Logo começou os shows que teriam e o da noite era Naldo. Nunca gostei de funk, mas nĂŁo dava pra ficar parada com os toques contagiantes que as mĂșsicas dele tinham. EntĂŁo eu e as meninas nos jogamos na pista e dançamos iguais loucas, relembrando os velhos tempos. A gente ainda fazia isso, quando me dei conta que Bruna estava ficando com Lucas. Luan que tambĂ©m dançava parou na hora e olhou pra lĂĄ chocado, ameaçou ir atĂ© lĂĄ, mas o parei com a mĂŁo.
___ Luan, nĂŁo. â Falei sĂ©ria
___ Ă a minha irmĂŁ! O Lucas ta se agarrando com a minha irmĂŁ, Bia! â Ele falou como se fosse um absurdo
 ___ Ela jĂĄ tem quase 19 anos, Luan. Ta na hora de parar com esses ciuminhos bestas, nĂŁo acha? â Ele nĂŁo falou nada por algum tempo tentando achar algum argumento, mas por fim desistiu.
___ Ok, mas eu nĂŁo vou ficar aqui na seca nĂŁo. JĂĄ que Ă© assim, vem aqui curtir comigo vem? â Ele disse me puxando pela cintura e me deixando bem perto dele.
___ O que vocĂȘ quer dizer com isso? â Falei fingindo inocĂȘncia e ele sorriu irĂŽnico
___ To afim de beijar tua boca. â Ele sussurrou com voz rouca no meu ouvido. Ai meu Deus, meu coração acelerou na hora e eu automaticamente o beijei.
AĂ sim hein?? Ui Ui! Uheueheu, desculpem o atraso? Amo vocĂȘs. Nos vemos no sĂĄbado, eu acho. Beijos e nĂŁo se esqueçam de comentar \o/
CapĂtulo 25 -
___ Luan! â Gritei
___ Oi. â Ele falou depois que o alcancei
___ Oi, seu casaco. â Falei lhe entregando
___ Ah sim, obrigado. â Ele disse pegando
___ Eu que agradeço. â Respondi
___ VocĂȘ ta melhor? â Ele disse passando dois daqueles dedos gordos na minha bochecha
___ AtĂ© que sim. Pelo menos nĂŁo sou a Ășnica sabendo lĂĄ de casa.
___ EntĂŁo vocĂȘ contou?
___ Sim.
___ Fez certo. â Ele falou e começamos a andar. Hoje seria vĂŽlei misto, com meninos e meninas entĂŁo fomos pra quadra nos reunir com os outros.
Quem dividiu os times foi o professor e acabei num com Luan, Caio, Malu, Eduardo, FĂĄbio, Marcelo, Juliana, Roberta e Marina.
O professor iniciou a partida e iniciamos o jogo vencendo, mas o time adversårio também era bom e a vitória do final foi por causa de 2 pontos de diferença para o nosso time. Reparei que ele apitara dando fim a partida um pouco cedo de mais e tive minhas suspeitas provadas quando ele chamou a turma pra um aviso.
___ EntĂŁo pessoal, o negĂłcio Ă© o seguinte... Todo mundo aqui sabe que o campeonato da cidade ta chegando, certo? â Ele se referia a um campeonato que acontecia todo ano, revezando o tipo de jogo, aonde uma escola enfrentava a outra, e no final apenas uma vencia.
Todos concordaram e entĂŁo ele continuou.
___ Nesse ano o tipo de jogo Ă© o VĂŽlei, e avaliei hoje os melhores da sala pra representar a sala do 3Âș ano no time da nossa escola e tenho aqui uma lista de nomes. Vou dizer e quem tiver entre eles e querer participar, Ă© sĂł concordar. NinguĂ©m Ă© obrigado a nada. â Ele falou e em seguida continuou â primeiro o time feminino.
___ Tenho certeza que serei escolhida. â BĂĄrbara disse animada antes de o professor citar os nomes.
___ Marina, Gabriela, Maria LuĂza e Bianca. â Ele falou e pude ver o Ăłdio de BĂĄrbara aparecer nos olhos dela.
___ Deve ter algo errado... VocĂȘ ta me dizendo que essas duas idiotas foram escolhidas e eu nĂŁo? â Ela falou se referindo a mim e Malu. Rimos disfarçadamente, mas nos mantivemos calada.
___ Oh, BĂĄrbara... VocĂȘ ta me dizendo que queria ter sido escolhida? VocĂȘ mal joga vĂŽlei por medo de quebrar as unhas! â Ele disse
___ Tem razĂŁo, minhas unhas sĂŁo muito perfeitas pra esse esportizinho sem graça. â Ela disse e saiu rebolando com nariz em pĂ©.
Eu tinha sido escolhida e nĂŁo sabia o que fazer, nĂŁo tava afim de entrar num campeonato agora, atĂ© porque Ă© muita responsabilidade e nĂŁo queria correr o risco de decepcionar minha escola com algum erro estĂșpido.
___ Vai entrar? â Malu perguntou enquanto trocĂĄvamos de roupa jĂĄ no vestiĂĄrio.
___ Acho que nĂŁo, e vocĂȘ? â Perguntei de volta
___ NĂŁo sei, vou pensar na hipĂłtese. â Ela respondeu
Voltamos pra sala e terminamos a aula atĂ© o recreio que finalmente chegou. Eu saia do banheiro quando esbarrei com ela e sua turminha. Â
___ Olhem se nĂŁo Ă© a traidora... Como sua âamigaâ Ă© burra, nĂŁo? Como ela pĂŽde te perdoar depois do chifre que vocĂȘ colocou naquele cabeção dela? â BĂĄrbara disse e logo em seguida riu
___ Isso nĂŁo Ă© da sua conta. â Falei tentando sair, mas ela impediu ficando na minha frente
___ O que o resto da escola acharia se soubesse que boa amiga vocĂȘ Ă©? â Ela disse sĂ©ria
___ VocĂȘ nĂŁo ta pensando em espalhar aquela histĂłria... Ta? â Falei
___ Claro que nĂŁo, sĂł tava pensando na hipĂłtese... AtĂ© porque acidentes acontecem. â Ela sorriu
___ E vocĂȘ, como pode ser tĂŁo baixa? O que eu te fiz pra vocĂȘ me odiar tanto, afinal? O que acontece entre mim e minhas amizades nĂŁo tĂȘm nada a ver com vocĂȘ. Mantenha seu dedo fora dessa histĂłria ou eu vou entrar no seu joguinho e começar a jogar tambĂ©m. VocĂȘ pode fazer o que quiser contra mim, mas expor a Carol jĂĄ Ă© outra situação. Se quer me prejudicar, aja contra mim e nĂŁo contra ela. E sĂł pra avisar, convivi tanto com vocĂȘ que aprendi a ser pior. NĂŁo brinque comigo, BĂĄrbara. â Falei com voz de ameaça, tentando fazĂȘ-la desistir da ideia e sai, ouvindo ela bufar de raiva.
Depois da aula fui pra casa de Malu, aonde decidimos as duas participar do campeonato, até porque eu precisava esquecer um pouco dos meus problemas e a melhor solução era arranjar outros que necessitem de mais atenção.
*Algumas semanas depois*
Os dias se passaram råpido e quando percebemos jå eståvamos na final do campeonato feminino de vÎlei. Nosso time começou perdendo, mas no final conseguimos virar e levamos a taça. Eu e Malu comemoråvamos junto com o resto do time no vestiårio quando meu celular apitou, Bårbara havia me marcado em uma publicação.
âE aĂ, queridinha... Curtindo muito a vitĂłria? Sabe como Ă© nĂ©, consciĂȘncia pesada Ă s vezes pode atrapalhar. Se bem que depois de curtir com a cara da Carol e pegado o namorado dela, vocĂȘs ainda continuam conversando. Ai meu Deus, como aquela menina Ă© ingĂȘnua! SerĂĄ que ela nĂŁo percebe a sua falsidade? Aposto que vocĂȘ e Luan ainda andam se pegando.. Ops, falei! Haha, parabĂ©ns pela vitĂłria. Beijos, amiga! â - Li e meu coração gelou. NĂŁo, nĂŁo era possĂvel... A BĂĄrbara nĂŁo podia ter feito isso! Droga, o pior Ă© que ela fez! Agora a histĂłria se espalharia e eu nĂŁo seria a Ășnica exposta, Carol e Gabriel sofreriam ainda mais com isso. Nossa vida se tornaria um inferno, todos pensariam que eu era uma amiga falsa e medĂocre e o pior Ă© que eu nĂŁo sei se eles teriam razĂŁo, o pior Ă© que eu ainda me sinto indiferente com tudo que aconteceu. Luan sairia como traidor e eu nĂŁo queria que todos soubessem disso tudo. Isso Ă© uma coisa pessoal, a BĂĄrbara nĂŁo tinha o direito de botar o dedo no meio e estragar tudo. E lĂĄ estĂĄ ela, estragando tudo sĂł pra variar um pouco! Porque ela me odeia tanto, afinal? O que ela tem contra mim? Isso Ă© tudo o que eu gostaria de saber! Ela nĂŁo tem nem um motivo que preste pra ferrar com a minha vida, ela faz isso por puro prazer e eu a odeio por isso!Â
Dooois capĂtulos de uma vez sĂł hein? E ae, o que tĂŁo achando? A Ășnica coisa que tenho a dizer Ă© que essa publicação da BĂĄrbara vai mudar a vida da Bianca e do Luan. Muitas coisas estĂŁo por vir, a gente se ver na quarta nĂ©? Mandem comentĂĄrios sobre o que tĂŁo achando, espero nĂŁo ta decepcionando... Beijos <3Â
CapĂtulo 22 -
___ Essa oferta Ă© meio difĂcil de recusar... â Falei enquanto bocejava
___ EntĂŁo nĂŁo recuse. Na sua casa tem piscina, certo senhorita riquinha? â Ela disse.
___ Tem sim, mas prefiro clube. LĂĄ em casa as coisas nĂŁo vĂŁo muito bem, problemas no casamento dos meus pais.
___ Por mim tudo bem. Avise a Malu, vocĂȘs duas passam aqui as 14 horas em ponto. Beijos. â Ela desligou sem ao mesmo me deixar responder.
 ___ Beijos. â Respondi ao celular, jĂĄ que nĂŁo havia mais ninguĂ©m na linha.
Acordei Malu que topou na hora o clube, tomamos cafĂ© e ficamos mais um tempo conversando. Quando deu meio dia, fomos pra minha casa. Ăamos direto de lĂĄ pra casa de Carol de onde Ăamos pro clube.
Escolhi um biquĂni tomara que caia amarelo, coloquei uma saĂda de praia soltinha e peguei meus Ăłculos escuro. Eram 13:30 quando saĂmos de minha casa. Nos encontramos com Carol na casa dela e de lĂĄ fomos pra um Ăłtimo clube que tinha na cidade.
___ Como foi o aniversĂĄrio do seu irmĂŁo ontem, Malu? O Caio nĂŁo apareceu, aposto. â Carol disse enquanto estacionava o carro.
___ NĂŁo, ele nĂŁo apareceu. â Ela falou
___ VocĂȘs namoram ou nĂŁo? Eu nunca vejo vocĂȘs dois juntos. â Falou Carol
___ Sim, a gente namora. Mas Ă© que o Caio sempre ta muito ocupado e tal, fica difĂcil pra gente se ver...
___ Ocupado com o que? â Carol perguntou
___ Ah, com as coisas dele...
___ VocĂȘ nĂŁo acha que isso Ă© apenas desculpa nĂŁo? Sei lĂĄ, eu nunca gostei do Caio. Pra mim ele ta aprontando. â Falei pela primeira vez entrando na conversa
 ___ Isso tudo Ă© implicĂąncia sua. Quer saber? VocĂȘs me deram uma Ăłtima ideia. Vou ligar pra ele e pedir pra que ele nos encontre aqui, pode ser? â Malu falou procurando o celular em sua bolsa.
___ Se ele nĂŁo tiver ocupado com as coisas dele ta tudo bem. â Respondi jĂĄ me preparando pra sair do carro. JĂĄ nos encontrĂĄvamos dentro do vestiĂĄrio nos trocando quando Malu desligou o celular decepcionada.
___ Ele vem? â Carol perguntou
___ NĂŁo. â Ela disse
___ O que ele disse? â Perguntei
___ Que jĂĄ tem compromisso pra hoje.
___ NĂŁo falou o que era?
___ Disse que tinha um aniversĂĄrio na casa da tia dele. Talvez vocĂȘs estejam certas, preciso rever meu relacionamento com Caio. Mas melhor assim, tarde das garotas. Bora nos divertir, gatas! â Malu falou e a abracei.
___ Ă isso aĂ! â Exclamei entrando no clima
Nos trocamos e fomos pra piscina. A tarde foi maravilhosa, nĂŁo nos divertĂamos assim fazia tempo. Eu e Carol nem tocamos no assunto âGabriel e Luanâ e estĂĄvamos realmente bem. JĂĄ escurecia quando cheguei em casa.
Ao entrar, encontrei a casa vazia. Fui direto pro banho e meia hora depois quando sai, encontrei Léo no quarto dele. Fui até lå.
___ Toc, toc. â Falei da porta
___ E aĂ, Bia. â Ele disse
___ Como vai as coisas? â Falei me sentando ao lado dele
___ Confusas. O que ta acontecendo com o relacionamento dos nossos pais? VocĂȘ faz alguma ideia? â Pensei se nĂŁo era hora de contar tudo pra ele. LĂ©o poderia me ajudar em pensar o que fazer, ele Ă© tĂŁo filho quanto eu, merece saber a verdade.
___ Na verdade... Sim, eu sei. â Falei logo apĂłs um longo suspiro
___ E o que Ă©? Diga-me.
___ Parece que... O papai ta traindo a mamĂŁe. â Disse de uma vez
___ O que? â Ele falou surpreso
___ Uma vez a mamĂŁe ouviu ele no telefone e desconfiou. Os dois brigaram, mas ele nunca assumiu. EntĂŁo decidi seguir o papai depois do trabalho pra ver se descobriria algo.
___ E porque vocĂȘ nĂŁo pediu minha ajuda? Porque me contou isso sĂł agora? E o que vocĂȘ descobriu? â Ele falou agora jĂĄ nervoso
___ Eu nĂŁo te falei antes porque nĂŁo tinha certeza. Eu vi ele realmente com uma mulher, o pior Ă© que... â Comecei
___ Que...?
___ O pior é que a mulher era a Rebeca, Léo.
___ O que? â Ele disse sem acreditar
___ Eu vi nosso pai aos beijos com a nossa tia. A melhor amiga da nossa mĂŁe com o marido dela.
___ VocĂȘ tem certeza que era ela? â Ele continuou ainda sem acreditar
___ Sim, eu tenho. Tirei algumas fotos como prova, pode ver. â Falei lhe entregando meu celular. Ele viu as fotos e me devolveu indignado.
___ Como o papai pĂŽde fazer isso? A mamĂŁe jĂĄ sabe?
___ NĂŁo, ainda nĂŁo. Eu pretendia contar pra ela hoje, depois que ela chegar do trabalho. Mas tava pensando, nĂŁo Ă© melhor a gente contar pro papai que descobrimos tudo e pedir pra que ele mesmo conte? â Sugeri
___ Talvez seja melhor a gente falar com ele primeiro mesmo.
___ Ele chegarĂĄ antes da mamĂŁe hoje, assim que ele chegar falaremos com ele. Ou ele conta, ou a gente conta.
___ Como aquela vadia teve coragem? Ainda fica se fazendo de amiga... Ela tem que ta aqui quando a mamĂŁe descobrir. â LĂ©o falou pensativo e nervoso ao mesmo tempo
___ Em que vocĂȘ ta pensando?
___ Traremos nossa querida titia pra cĂĄ.
___ E como faremos isso? â Perguntei
___ Esperamos o papai chegar pra ter certeza que quando enviarmos a mensagem pra ela, eles nĂŁo estejam juntos. Arranjamos um jeito de pegar o celular do papai e enviamos uma mensagem a convidando. Pensaremos em algo. â LĂ©o respondeu
___ Ok, vocĂȘ ta certo. Rebeca tem que estar aqui quando a mamĂŁe descobrir. â Falei e fui dar uma volta pelo condomĂnio, eu precisava pensar no que fazer.
Quando cheguei encontrei meu pai e Léo na sala.
___ Demorou, filha. Tava pensando em jantar com vocĂȘ e seu irmĂŁo hoje, estĂĄvamos te esperando. â Meu pai falou e troquei um olhar com meu irmĂŁo.
___ Eu ainda nĂŁo terminei o macarrĂŁo, por que nĂŁo vai tomar um banho, pai? â Meu irmĂŁo sugeriu
___ Ok, Ă© melhor mesmo. â Meu pai respondeu e saiu subindo as escadas.
Esperei ele estar fora de vista e peguei o celular que tava no bolso de seu paletĂł.
___ âPreciso falar com vocĂȘ, to sozinho em casa. Me encontre aqui em exatamente 15 minutos, beijos.â Enviar. â Falei enquanto digitava
Peguei meu celular e liguei pra minha mĂŁe. Perguntei quanto tempo ela demoraria pra chegar em casa hoje e fui respondida com um âNĂŁo passo das 22:30, o movimento hoje ta pequeno.â
Meu pai ainda tava no banho quando a campainha tocou.
___ Oi, titia! â Falei ao atender e ver Rebeca do outro lado da portaÂ
AMOOOORES, bom venho por meio desse preparar vocĂȘs. Sei que no momento to focando na situação dos pais da Bia, o que Ă© uma histĂłria bem complicada e coisa e tal, mas os prĂłximos capĂtulos prometem. JĂĄ escrevi atĂ© o capĂtulo 35 e sinceramente? Nem eu to acreditando em algumas descobertas... PorĂ©m, nĂŁo vou falar mais nada. Espero que realmente vocĂȘs estejam gostando, pois se escrevo Ă© pra vocĂȘs, se tenho essa fic Ă© por causa de vocĂȘs, queridos leitores. Pode parecer atĂ© que nĂŁo me importo, mas fico mega feliz e orgulhosa quando leio algum comentĂĄrio bom sobre o que eu prĂłpria escrevi, o que eu prĂłpria criei. Continuem mandando suas opiniĂ”es, eu gosto de saber o que tĂŁo achando. Quero tambĂ©m desejar um feliz dia da mulher pra todas as leitoras e tambĂ©m para todas as luanetes desse universo. A gente se ver na Quarta, nĂ©? Beijos.
CapĂtulo 20 -
___ Moça, vocĂȘ vai querer fazer seu pedido ou nĂŁo? â O garçom que estava me fazendo a mesma pergunta por minutos voltou a me chamar atenção.
___ Ah, oi. Ă... Traz sĂł uma ĂĄgua, por favor. â Falei sem tirar os olhos da mesa aonde se encontrava meu pai e... Rebeca! NĂŁo, nĂŁo pode ser. Meu pai estĂĄ traindo minha mĂŁe com a irmĂŁ dela? Mas isso Ă© muito pior do que pensei. Como eles puderam fazer uma coisa dessas? A MELHOR AMIGA DA MINHA MĂE, A MELHOR! Ă impossĂvel, eu sĂł posso ter entendido tudo errado. Eles nĂŁo poderiam ta fazendo isso... Mas calma, Ă© claro que poderiam! Se nĂŁo eles nĂŁo estariam se beijando agora mesmo. Uma raiva fora do normal se apossou de mim, eu chorava sem parar e sem poder acreditar. Meu pai com minha tia, e ela ainda se fingindo de amiga com minha mĂŁe. Aposto que a coitada deve ter contado da traição pra ela, e ela com toda certeza fingiu que se importava. Fingiu que estava do lado de minha mĂŁe. Falsa. EntĂŁo era esse o compromisso que ela tinha hoje? NĂŁo dava pra acreditar.
Tentei me controlar, mas era impossĂvel. Se eu nĂŁo saĂsse dali, nĂŁo demoraria pra chamar atenção deles, e nĂŁo conseguiria me controlar. Acabaria indo lĂĄ e falando verdades na cara dos dois, xingando dos piores nomes. Tudo o que eu nĂŁo precisava agora era de um barraco.
___ VocĂȘ estĂĄ bem? â O garçom perguntou, logo apĂłs por a ĂĄgua na minha frente.
___ NĂŁo, nĂŁo estou bem. Mas obrigada por se importar, jĂĄ estou de saĂda. â Tomei metade da ĂĄgua, puis uma nota pra pagar em cima da mesa e sai do restaurante. Foi aĂ que percebi que estava chovendo. EntĂŁo percebi tambĂ©m que havia esquecido minha blusa de frio na mesa, desanimada pra voltar segui sem ela.
Estava sem rumo, sem acreditar. Minha tia e meu pai se beijando num restaurante. A melhor amiga de minha mãe. A irmã de minha mãe. A responsåvel pelo fim do casamento deles. A melhor tia do mundo, em minha opinião agora se tornara uma completa estranha. Não sabia pra onde ir. O que fazer. Não poderia ir pra casa, pois Léo estaria lå e não queria explicar nada a ninguém agora. Não poderia ir pra casa de Malu, pois ela estaria ocupada certamente enchendo balÔes com mais vårias pessoas em volta. Então apenas continuei andando, pela calçada com a chuva caindo sobre mim.
Estava a aproximadamente 40 minutos andando quando ouvi alguém gritando meu nome. Me virei e o encontrei na porta de uma casa, me chamando. Fui até lå.
___ Bianca? â Luan falou
___ Ă o que parece. â Respondi
___ O que vocĂȘ ta fazendo nessa chuva? Quer ficar doente? Ta maluca? Entra. â Ele disse tirando seu casaco e pondo por cima de meus ombros
___ Eu descobri algumas coisas e... eu nĂŁo sei, eu nĂŁo tinha pra onde ir. â Respondi
___ VocĂȘ estĂĄ bem? Parece que esteve chorando... Vem, eu vou cuidar de vocĂȘ. â Ele falou me guiando atĂ© a sala. A casa dele era pequena, porĂ©m muito bem arrumada.
___ Ă aqui que vocĂȘ mora? â Perguntei
___ Ă. VocĂȘ nĂŁo quer tirar essas roupas molhadas? Eu posso pedir minha irmĂŁ algumas emprestadas e se quiser tomar um banho eu pego uma toalha pra vocĂȘ... â Ele falou todo atencioso e pude perceber como ele se preocupava comigo. Foi inevitĂĄvel sorrir.
___ EstĂĄ tudo bem, Luan. VocĂȘ ta sozinho? â Falei
___ Minha irmĂŁ ta na casa de alguma amiga e meus pais saĂram.
___ VocĂȘ nunca disse que tinha irmĂŁ.
___ Ă, eu tenho. Bruna. Ela Ă© adorĂĄvel quando quer, vocĂȘs se dariam bem.
___ Ela nĂŁo estuda na nossa escola?
___ Sim, sĂł que Ă tarde.
___ Ata.
___ Vou fazer um chocolate quente pra gente, que tal? Bom pra esquentar o corpo. â Ele falou
___ NĂŁo precisa, eu estou bem.
___ Eu quero fazer, Bia. Deixa de ser marrentinha e vĂȘ se aceita. â Ri
Luan foi pra cozinha e fiquei na sala olhando uns portas retratos enquanto o esperava. Depois de um tempo ele voltou com duas xĂcaras de chocolate quente. Estendeu uma pra mim e peguei.
___ Obrigada. â Respondi me sentando no sofĂĄ
___ EntĂŁo, vocĂȘ estĂĄ bem? â Ele disse se sentando ao meu lado
___ Na verdade... NĂŁo.
___ O que houve? Pode confiar em mim. â Ele disse e fiquei alguns segundos pensando e bebendo meu leite, sem dizer nada.
___ Ai Luan, eu estou destruĂda. â Voltei a chorar desesperadamente â Eu descobri que meu pai trai minha mĂŁe com a irmĂŁ dela, com a melhor amiga dela! Com a minha tia que sempre amei e confiei... O casamento deles jĂĄ nĂŁo Ă© mais o mesmo faz tempo, e nĂŁo posso fazer nada pra ajudar! Eu nĂŁo sei o que devo fazer, eu to sem rumo, sem direção, eu nem sei se consigo olhar mais na cara daquela vadia da Rebeca e meu pai... Eu nĂŁo sei como ele teve coragem! â Falei entre lĂĄgrimas e soluços
___ Vai tudo dar certo, vai tudo se acertar... Calma. â Ele falou enquanto secava as lĂĄgrimas de meu rosto com uma mĂŁo
___ NĂŁo, Luan. NĂŁo vai... Eu nunca tive decepção maior, imagine quando minha mĂŁe ficar sabendo? Ela vai sofrer mais ainda, ela vai ser infeliz, ela vai pirar e eu nĂŁo aguento vĂȘ-la assim! Eu nĂŁo aguento! â Desabei em outro choro e sĂł depois que senti a mĂŁo de Luan me fazendo cafunĂ© Ă© que percebi que estava deitada no ombro dele enquanto desabafava.
___ Ei, calma... Eu to aqui, certo? VocĂȘ fez o que precisava ser feito, sua mĂŁe vai ficar grata quando souber que vocĂȘ correu atrĂĄs por ela. Tudo vai se acertar por sua causa, pense nisso. â Ele disse me abraçando forte com um dos braços
___ VocĂȘ acha que eu deva contar? â Disse engolindo o choro e me acalmando um pouco
___ Se fosse eu no seu lugar, sim eu faria isso. VocĂȘ precisa de uma ĂĄgua, jĂĄ volto. â Ele falou se levantando, tentei ao mĂĄximo me acalmar e consegui parar de chorar. Alguns instantes depois Luan voltou com um copo dâĂĄgua.
___ Obrigada. â Falei me preparando pra beber um gole.
___ VocĂȘ sabe que pode contar sempre comigo, nĂ©? â Ele disse
___ Por quĂȘ? â Perguntei
___ O que?
___ Por que vocĂȘ Ă© tĂŁo legal comigo? â Falei o deixando sem graça.
___ Eu nĂŁo sei, nĂŁo deveria ser? â Ele se sentou ao meu lado novamente
___ Normalmente poucos pessoas que conheço são tão gentis em troca de nada.
___ VocĂȘ acha que eu quero algo em troca? â Ele olhava nos meus olhos
___ Eu nĂŁo sei. â Olhei pra baixo
___ Olha pra mim, Bia. Eu to aqui. â Ele falou levantando meu rosto com uma das mĂŁos. â VocĂȘ Ă© tĂŁo linda... Mesmo chorando, como consegue?
___ Eu nĂŁo me acho linda. â Sorri
___ AĂ sim, prefiro assim. Meninas como vocĂȘ nĂŁo deveriam chorar.
___Como assim, meninas como eu?
___ Meigas, puras, inocentes. â Ele disse agora acariciando minha bochecha com seus dedos gordos
___ NĂŁo tenho certeza se sou tudo isso.
___ VocĂȘ Ă©, da pra ver apenas pelos seus olhos. â Ele falou agora se aproximando
___ Luan... â Sussurrei
___ Eu estou aqui, Bia. Sempre estarei. â Ele sussurrou no meu ouvido
___ Obrigada. â Sussurrei de volta, com os olhos fechados. Ele foi se aproximando de minha boca e quando estĂĄvamos quase nos beijando, ouvimos a porta se abrindo.Â
Bora comentar o que tĂŁo achando? Mais coisas estĂŁo por vir, a gente se ver na Quarta \o/ BjsÂ

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CapĂtulo 16 -
___ NĂŁo, claro que nĂŁo. - Por um instante pensei em responder que sim, mas isso nĂŁo Ă© verdade. Ou serĂĄ que Ă©?
___ EntĂŁo como explica o fato de nĂŁo conseguir resistir a ele?
___ Eu nĂŁo sei, esse Ă© o problema. Foi sĂł uma vez, nĂŁo vai acontecer de novo... Na verdade, rolou um beijo hoje mais cedo, mas nĂŁo vai passar disso! â Falei
___ Um beijo hoje cedo? Por favor, me responda uma coisa... De quem foi a iniciativa?
___ De ontem foi ele.
___ E de hoje?
___ Eu nĂŁo sei... Eu nĂŁo me lembro...
___ E de hoje, Bianca?
___ Ta, foi minha. Eu o beijei. O que vocĂȘ acha? â Olhei pra baixo, com vergonha.
___ Eu acho que isso Ă© sĂł o inĂcio de uma longa histĂłria. â Ela suspirou
___ O que ta querendo dizer com isso?
___ Que se vocĂȘ nĂŁo consegue resisti-lo, acha mesmo que vai ser a Ășltima vez?
___ Sim, claro que sim! Eu nĂŁo posso, de maneira nenhuma, fazer isso com Carol. Ela Ă© minha amiga, eu nĂŁo sou assim.
___ Mas a questĂŁo nĂŁo Ă© essa, Bia. A questĂŁo aqui Ă© vocĂȘ e ele... Me diz, gostou?
___ Do que? â Me fiz de desentendida
___ Da noite que passou a sĂłs com ele... Â â Ela deu uma risadinha
___Pior que sim! Acho que foi a noite mais quente de toda a minha vida. â Ri
Logo depois de terminarmos esse papo, contei pra Malu sobre meus pais.
___VocĂȘ acha que o seu pai ta traindo sua mĂŁe? â Ela perguntou surpresa
___Aham, Ă© o que parece. Acho que Ă© o fim do casamento deles, Malu. â Falei
___ E o que vocĂȘ vai fazer?
___ Vou tentar descobrir o que ta realmente acontecendo, e depois que eu fizer isso vou contar tudo para minha mĂŁe. Ela nĂŁo merece isso, amiga.
___ Entendo, mas como vai fazer isso, Bia?
___ Ainda estou pensando, mas vou precisar de vocĂȘ. â Falei
___ Ok, vamos dar umas de espiĂŁs? Ai eu adoro filme policial!
___ Menos empolgação, por favor. â Rimos
Ficamos mais algum tempo conversando, e logo depois fui embora. Ao chegar em casa, fui direto pra cama aonde dormi de imediato.
Acordei no dia seguinte, pouco animada pra ir pra escola, mas como era a Ășnica opção fui me preparar. JĂĄ pronta, desci e encontrei meu pai tomando cafĂ© na sala e minha mĂŁe na cozinha. Ele nĂŁo podia desconfiar que eu sabia entĂŁo desejei bom dia aos dois, tomei meu cafĂ© e sai.
Encontrei Malu me esperando do lado de fora da casa dela, então seguimos rumo a escola. Eu poderia ter ido de carro hoje, jå que com a tempestade de såbado a gente tava tendo que pular algumas poças de vez em quando, mas a escola é perto e eu tava precisando andar pra distrair, então resolvi ir caminhando. Mas diferente de mim, Bårbara foi de carro e fez questão de esfregar, literalmente, isso na nossa cara. Eståvamos do lado de uma grande poça de ågua, quando ela passou e fez questão de espirrar toda aquela ågua imunda e barrenta na gente. Ficamos encharcadas, e minha raiva foi tanta que sinceramente, se eu andasse armada teria matado a patricinha agora mesmo.
___ Eu nĂŁo acredito que aquela desgraçada fez isso com a gente! â Malu falou
___ Somos duas, tem barro atĂ© no meu cabelo! â Falei enquanto tentava me limpar um pouco.
___ Aquela vadia me paga! Quem ela pensa que Ă©? Que raiva! O que a gente vai fazer?
___ Vamos pra escola, lĂĄ a gente se limpa no banheiro. VocĂȘ trouxe roupa pra Educação FĂsica, certo? EntĂŁo, nos trocamos e ficamos com ela a aula toda. â Sugeri
___ Certo. Se alguém reclamar que estamos sem uniforme, contamos toda a história.
___ Exatamente. â Falei e continuamos a andar
Ao chegar na escola, o sinal havia acabado de tocar, mas fomos direto pro banheiro. Pra nossa sorte, não havia ninguém lå. Fechamos a porta e nos limpamos, Malu terminou antes de mim, então deixei que ela fosse na frente pra ir explicando pro professor porque nos atrasamos, e porque eståvamos com essas roupas. Senti meu celular vibrar no meu bolso. Uma mensagem nova.
âNĂŁo sai daĂ.â- Era de Luan
Terminei de me arrumar e ignorei a mensagem, jĂĄ estava saindo quando dei de cara com o Luan na porta do banheiro. Ele me impediu de sair, e me empurrou de novo pra dentro.
___ O que vocĂȘ ta fazendo aqui? Banheiro fe-mi-ni-no, vocĂȘ sabe o que significa? â Falei apontando pra placa que indicava que aqui era o banheiro das meninas.
___ Eu sei, mas Ă© que a Malu teve que contar a histĂłria de vocĂȘs pra toda a classe e descobri que vocĂȘ tava sozinha aqui. â Ele disse fechando a porta
___ E o que vocĂȘ tem a ver com isso?
___ A gente precisava conversar.
___ NĂŁo tenho nada pra falar com vocĂȘ. â Falei e novamente tentei sair, mas ele entrou na minha frente e segurou meus braços me impedindo.
___Desde que eu te vi, eu nĂŁo consigo parar de pensar em vocĂȘ. â Ele sussurrou no meu ouvido
___ Então porque começou um namoro com Carol?
___ Porque eu te vi com aquele cara e fiquei com ciĂșmes, entĂŁo dei uma chance a ela. â Ele sussurrou enquanto beijava meu pescoço.
___ Eu nĂŁo posso fazer isso, Luan... â Falei jĂĄ com respiração ofegante. Porque ele tem que ser tĂŁo irresistĂvel?
___ NinguĂ©m precisa saber, Bia. Vamos curtir, sĂł nos dois, a Carol nem o Gabriel vĂŁo saber. SĂł mais uma vez. â Ele disse
___ Temos que ir pra aula, vĂŁo notar que estamos demorando.
___ EntĂŁo depois da aula, eu te mando uma mensagem dizendo o lugar. â Ele falou e logo depois me beijou, um beijo rĂĄpido que me fez praticamente implorar por mais usando apenas a respiração. Mas meu pedido nĂŁo foi concedido, e ele saiu do banheiro.
Levei alguns segundos pra me recuperar e depois, também fui pra sala. Apenas pedi licença e entrei.
E ae, alguem ai shippa os dois? O que tĂŁo achando? A gente se ver na quarta, beijos amores <3
CapĂtulo 14 -
Em meio a tantos pensamentos, acabei dormindo.
No dia seguinte acordei por volta das 9 horas, com um barulho de carro estacionando. Levantei de pressa, fiz minhas higienes e desci, encontrando Carol e Gabriel na cozinha.
___ Oi, gente. AtĂ© que enfim! â Falei os cumprimentando
___ Ah, oi amor... â Gabriel disse, me abraçando
___ Bom dia, Bia. â Carol falou enquanto guardava as compras que tinham feito
___ Como conseguiram voltar?
___ A gente ligou pro posto que fica lĂĄ perto e oferecemos pagar mais caro se eles levassem gasolina pra gente, e assim foi. â Ele sorriu de um modo estranho, e sĂł agora percebi que nenhum dos dois tinham me olhado nos olhos atĂ© agora. âQue estranho, Ă© como se eles soubessem o que houve entre mim e Luan... Ou entĂŁo fizeram a mesma coisa. Ah, impossĂvel!â â Pensei
___Ata, e o que compraram de bom? â Disse sentindo minha barriga roncar de fome
___ Bastante coisa, vou preparar um cafĂ© pra gente. O Luan ainda ta dormindo? â Carol disse
___ Acho que sim, vou ir acordar ele. â Falei e antes que eles tivessem tempo pra nĂŁo deixar eu ir, eu jĂĄ tava no quarto em que ele estava.
___ Luan... Acorda. â Falei o sacudindo
___ O que foi? â Ele disse se espreguiçando
___ A Carol e o Gabriel jĂĄ chegaram e jĂĄ passam das 9, levanta daĂ!
___ EntĂŁo eles jĂĄ chegaram? E aĂ? â Luan disse enquanto se levantava e sĂł entĂŁo percebi que ele estava apenas de cueca
___ E aĂ o que? â Falei me virando pra ele poder se trocar
___ Para de graça, vocĂȘ jĂĄ me viu sem isso daqui tambĂ©m. â Ele disse me virando e nos deixando cara a cara.
___ Eu sei e nĂŁo to orgulhosa disso, meu namorado ta lĂĄ embaixo me chamando de amor sem saber que nĂłs o traĂmos, eu to me sentindo culpada, Luan. â Falei
___ A gente vai da um jeito nisso. â Ele respondeu
___ Como? VocĂȘ nĂŁo vai contar a verdade nĂ©? â Falei
___ NĂŁo sei, o que vocĂȘ acha?
___ Que nĂŁo! Claro que nĂŁo! Eles nĂŁo podem sonhar que houve algo entre a gente, entendeu? Eu nĂŁo quero perder a minha amizade com a Carol... E se ela descobrir, ela nunca vai me perdoar. â Falei
___ Ok, eu entendo. Vamos continuar com os nossos relacionamentos como se nada tivesse acontecido. â Ele falou calmamente
___ Na verdade, o que aconteceu nĂŁo vai mais acontecer. Foi apenas um deslize, nĂŁo vamos cometer de novo. â Falei tentando me controlar para nĂŁo beijĂĄ-lo, jĂĄ que novamente ele estava tĂŁo perto de mim.
___ Exatamente, nĂŁo vai acontecer de novo. â Ele respondeu, e ficamos alguns segundos nos olhando sem dizer nada.
___ Obrigada. â Sussurrei
___ Por nada, agora desce que eu te encontro lĂĄ embaixo. Aja naturalmente. â Ele falou e me roubou um selinho, entĂŁo desci.
___ O Luan jĂĄ ta descendo. â Falei
___ Ata. Estou fazendo panquecas pra gente, vocĂȘ gosta nĂ©? â Carol disse
___ Claro, obrigada. â Sorri e fui pra sala me encontrar com Gabriel
___ Como foi a noite sem mim? â Ele perguntou
___ Chata. Eu e Luan passamos conversando sobre vocĂȘs, ele falando da Carol e eu de vocĂȘ. Pelo menos a chuva parou nĂ©? â Falei olhando pra janela e tentando fugir do assunto
___ Ă, pelo menos isso.
___ E a sua noite sem mim, como foi? â Perguntei
___ Passei num quarto de motel... Sozinho. â Ele completou antes que a pausa ficasse longa demais
___ Verdade? â Falei e ele pensou um pouco antes de responder
___ Verdade. â Falou
___ E aĂ, galera! â Luan disse chegando na sala
___ E aĂ, cara... â Gabriel o cumprimentou
Não se passou 10 minutos e Carol nos chamou pra tomar café, confesso que o clima tava meio estranho... Ninguém falava nada, ninguém olhava no olho de ninguém, com certeza dava pra perceber que algo havia acontecido.
Depois do café, decidimos ir passear um pouco, conhecer o lugar melhor. Fomos andando por uma trilha que dava num lago, e lå Luan e Gabriel ficaram pescando enquanto eu e Carol observåvamos comendo algumas coisinhas que levamos. Luan estava totalmente concentrado na pesca e até nos chamava atenção quando a gente falava alto ou coisa assim, parece gostar mesmo da coisa.
Depois de um tempo, voltamos pra casa e ficamos sentados lå no jardim por um tempo. Até que Carol e Luan foram fazer algo lå dentro e deixaram eu e Gabriel lå.
___ AtĂ© que enfim sĂłs! â Ele falou no meu ouvido, mas eu tava tĂŁo distraĂda olhando pro nada e pensando em tudo que nem entendi o que ele falou. Depois ele começou a dar beijos no meu pescoço e acariciar meus cabelos, mas nĂŁo reagi.
___ Bianca? â Ele disse em um tom alto, me fazendo voltar Ă realidade
___ Ai, que que foi? â Falei
___ O que ta acontecendo?
___ Nada uai, por quĂȘ?
___ Por quĂȘ? Eu to aqui te beijando, falando contigo e vocĂȘ nĂŁo faz nada, nĂŁo retribui, nĂŁo faz nem um movimento. Me ignora, essa Ă© a expressĂŁo certa.
___ Ah, desculpa amor. Eu tava distraĂda. â Falei
___ Isso eu percebi, agora quero saber em que tava pensando. â Ele parecia bravo
___ No futuro.
___ No futuro?
___ Ă, em como vai ser minha vida daqui um tempo. No que vai acontecer comigo, em que eu vou me tornar... VocĂȘ jĂĄ parou pra pensar que eu jĂĄ tenho 18 anos? Eu nĂŁo sou mais um adolescente.
___ E vocĂȘ nĂŁo tem uma hora melhor pra pensar nisso? Eu to tentando curtir minha namorada nesse fim de mundo que eu vim parar apenas porque ela vinha junto. â Ele disse claramente começando a se irritar
___ Ei, eu nĂŁo te obriguei a vim. Eu simplesmente acho que um casal de namorados faz outras coisas sem ser ficarem se agarrando, vocĂȘ jĂĄ parou pra pensar que conversar tambĂ©m seria uma coisa legal?
___ Mas a gente sempre conversa.
___ SerĂĄ mesmo, Gabriel? Porque que eu lembre toda vez que nĂłs estamos juntos, estamos nos agarrando. â Falei me levantando e entrei, ter uma DR com Gabriel agora nĂŁo seria uma coisa nada legal, atĂ© porque a minha consciĂȘncia nĂŁo permitiria que ele saĂsse como o errado.
Depois de tomar um banho, fiquei no quarto lendo uma revista enquanto esperava os outros terminarem de se arrumar pra irmos embora, e estava mesmo fazendo isso até ouvir alguém batendo na porta.
___ Pode entrar. â Falei
___ Oi. â Luan disse se sentando ao meu lado na cama
___ O que vocĂȘ ta fazendo aqui? â Falei
___ Vim conversar, proibido?
___ NĂŁo, claro que nĂŁo. Desculpa.
___ Olha, eu vi a mini discussĂŁo que vocĂȘ e Gabriel tiveram hoje.
___ Era sĂł o que faltava. â Sussurrei
___ Ă verdade o que vocĂȘ disse?
___ Pra que vocĂȘ quer saber?
___ VocĂȘs nunca conversam?
___ SerĂĄ que isso te interessa mesmo?
___ Pode confiar em mim, eu sĂł quero dar minha opiniĂŁo.
___ Olha, Luan vocĂȘ nĂŁo tem nada a ver com isso, entendeu? NADA! â Me irritei
___ Porque vocĂȘ Ă© tĂŁo marrentinha? â Ele falou
___ Marrentinha? â Exclamei
___ Ă, eu quero saber por que eu me importo com vocĂȘ. Infelizmente EU ME IMPORTO. Satisfeita? â Ele tambĂ©m falou um pouco irritado
___ Infelizmente vocĂȘ se importa? Pois saiba que nĂŁo deveria, eu tenho namorado, vou ter que desenhar?
___ Um namorado que nĂŁo pode conversar com vocĂȘ sobre o seu futuro?
___ O que vocĂȘ ta querendo conseguir com isso? â Praticamente gritei
___ Nada. Eu sĂł tava tentando ser teu amigo, mas nĂŁo vai rolar... NĂŁo Ă© mesmo? NĂŁo conseguimos resistir ontem a noite e agora vocĂȘ ta botando a culpa toda em mim, como se eu tivesse feito tudo sozinho.
___ Mas a culpa Ă© sua mesmo, foi vocĂȘ quem começou!
___ A culpa Ă© minha? Eu nĂŁo te obriguei a nada, Bianca!
___ Mas se... â Comecei
___Mas se...? â Ele falou
___ Mas se vocĂȘ fosse um pouco menos sedutor isso nĂŁo tinha acontecido. â Falei
___ E se vocĂȘ fosse um pouco menos irresistĂvel, seria mais fĂĄcil. â Ele falou e começou a sair do quarto, mas quando tava na porta voltou, parando na minha frente que agora estava em pĂ©.
___ Saiba que eu vou tratar de ser mais feia. â Falei
___ ImpossĂvel. â Ele falou e me roubou outro selinho, mas dessa vez reagi e tentei dar um tapa nele, mas ele segurou meu braço e ficamos por um tempo assim, um olhando pro outro. AtĂ© que mais uma vez nĂŁo resistimos e acabamos nos beijando, dessa vez um beijo começado por mim.
___ Ai meu Deus... â Falei me soltando dele
___ Bianca? â AlguĂ©m me chamou batendo na porta
Amooooors, to amando essa vibe de todo mundo comentado! Fico muito orgulhosa quando leio as pessoas elogiando e espero que vocĂȘs continuem gostando. Nos vemos na quarta, certo? Beijocas!
CapĂtulo 13 -
*Ainda narrado pela Carol*
___ Tem certeza que nĂŁo tem mais que um quarto? â Perguntei , percebendo que a Ășnica solução seria passar a noite no mesmo quarto que Gabriel.
___ Tenho. â O cara respondeu
___ EntĂŁo ficaremos com ele e pagarei 20 reais a mais por 5 minutos no telefone. â Gabriel falou e o homem sem dizer uma palavra nos entregou uma chave com um chaveiro onde estava o nĂșmero â21â, e um telefone, logo em seguida entrou pela porta de onde tinha saĂdo.
*Enquanto isso, na chĂĄcara...* Narrado pela Bianca
Eståvamos ali, um encarando o outro apenas com um fio de luz que vinha da janela nos iluminando, pertos o suficiente para eu conseguir sentir sua respiração que assim como a minha, estava ofegante. Quando eståvamos quase nos beijando, ouvi meu celular tocando.
___ AlĂŽ? â Falei ao atender, depois de me soltar de Luan
___ Oi, Bia. Aqui Ă© o Gabriel. â A voz do outro lado da linha falou
___ Gabriel? Ai meu Deus, onde vocĂȘs estĂŁo? JĂĄ era pra terem chegado faz tempo! EstĂĄvamos preocupados...
___ SĂŁo eles? â Luan perguntou e eu puis o celular no alto-falante, pra ele poder ouvir a conversa
___ Eu sei, amor... Por isso to ligando. Acontece que a gente foi na tal venda fazer as compras e acabamos demorando lĂĄ, quando estĂĄvamos voltando o carro parou no meio da estrada por causa de gasolina. EstĂĄvamos prestes a chamar alguĂ©m pra ajudar, atĂ© que começou a chover e os sinais dos celulares caĂram, entĂŁo ficamos presos lĂĄ! â Ele falou
___ SĂ©rio? E aĂ? â Perguntei
___ E aĂ que tivemos que vir parar num motel. Calma, nĂŁo Ă© nada disso que vocĂȘ ta pensando... A gente vai passar a noite aqui porque nĂŁo tem como a gente voltar com essa chuva! Mas vamos ficar em quartos separados, sĂł vimos pra um motel porque era o Ășnico lugar com quartos por perto.
___ Ata. E esse telefone Ă© daĂ? â Falei
___ Aham, paguei mais caro pra poder ligar e avisar vocĂȘs. Sei que ficaram preocupados... â Ele falou e por um momento me senti culpada, por vĂĄrios momentos enquanto estive com Luan mal me lembrava dos dois.
___ Claro que ficamos, mas ta tudo bem.
___ A gente volta amanhĂŁ logo cedo, vou ligar pra algum posto e tal, voltaremos amanhĂŁ. Desculpe por obrigar vocĂȘ e Luan a passarem a noite sem a gente.
___ EstĂĄ tudo bem, Gabriel.
___ EntĂŁo, nĂŁo tenho muito tempo... Vou ter que desligar, boa noite meu anjo. â Ele falou
___ Boa noite, manda beijos pra Carol... Fiquem bem, tchau!
___ Obrigada, tchau. - ~~ligação off~~
___ Wol, minha namorada e seu namorado juntos num motel. VocĂȘ acreditou naquela histĂłria de quartos separados? Num Ă© por nada nĂŁo, mas desde que vocĂȘ disse que voltou com o Gabriel percebi que a Carol ficou meio mexida. â Luan falou, enquanto acendia a vela.
___ VocĂȘ ta sugerindo que a Carol goste do Gabriel? â Falei confusa
___ Talvez... â Ele respondeu depois de pensar um pouco
___ VocĂȘ Ă© corajoso, admitir que acha que sua namorada goste de outra justamente pra namorada do outro. â Sorri
___ Isso Ă© ser corajoso? Poxa, vocĂȘ ainda nĂŁo viu nada da minha coragem. â Ele sorriu safado
___ O que ta querendo dizer com isso? â Falei andando pra trĂĄs
___ Nada, sĂł acho que a gente podia se divertir um pouco jĂĄ que estamos sozinhos aqui.Â
___ Nos divertir? Como assim?
___ Conheço vårios jeitos de fazermos isso.
___ Tipo? â Eu estava encostada novamente na pia, e ele vinha chegando cada vez mais perto.
___ Vai falar que nĂŁo imagina? â Ele sorriu
___ Luan, a gente nĂŁo pode fazer isso...
___Shiu! â Ele fez um som me mandando ficar calada, colocando um dedo por cima dos meus lĂĄbios. Com a outra mĂŁo, ele pegou uma mecha do meu cabelo e colocou atrĂĄs de minha orelha e depois ficou acariciando minha bochecha direita, enquanto me olhava nos olhos. A cada toque dele eu estremecia, sentia minhas pernas bambas e meu coração acelerando cada vez mais... Seu olhar era hipnotizador, e quando vocĂȘ olhava dentro dele era como se ele te sugasse pra um mundo completamente distante do real. Depois dos olhos, a Ășnica coisa que conseguia me chamar a atenção era sua boca... Ali, tĂŁo perto da minha.
___ VocĂȘ quer isso tanto quanto eu... Admita. â Ele sussurrou no meu ouvido e sua voz ali, baixinha, com seus lĂĄbios encostando em minhas orelhas, fez com que uma corrente de ar frio se espalhasse pelo meu corpo.
___ Eu admito. â Sussurrei baixo, com os olhos fechados, entĂŁo Luan afastou sua boca dos meus ouvidos, e se voltou ao meu rosto. Abri os olhos e o encontrei encarando minha boca, depois de alguns segundos resistindo acabamos cedendo e nos beijamos. Ah, o beijo do Luan... Começou lento, romĂąntico, mas logo o clima foi esquentando e o nosso beijo parecia mais uma batalha de lĂnguas. O frio que eu sentia antes desaparecera, e tudo o que eu podia sentir agora era o fogo que percorria meu corpo que agora, estava tĂŁo prĂłximo do de Luan. Com uma mĂŁo, ele acariciava minhas costas por debaixo da blusa e com a outra, ele segurava na minha cintura. Eu estava com as duas mĂŁos em seus cabelos, puxando ele como recado pra ele nĂŁo parar... EntĂŁo, Luan parou o beijo e começou a dar beijinhos e chupadinhas no meu pescoço, enquanto me colocava sentada na pia.
Do pescoço ele foi abaixando atĂ© chegar nos meus seios, entĂŁo ele olhou pra mim como se pedisse permissĂŁo e eu apenas balancei a cabeça positivamente. EntĂŁo, ele com cuidado, tirou minha camiseta me deixando apenas de sutiĂŁ, e logo em seguida, tirou ele tambĂ©m. EntĂŁo, começou a brincar com meus filhinhos, me deixando louca. Depois de um tempo nisso, nĂŁo agĂŒentando mais, pedi pra ele parar e falei que agora era minha vez.
___ O que vocĂȘ vai fazer, sua safada? â Ele perguntou e eu me puis de pĂ©
___ VocĂȘ vĂȘ lĂĄ em cima! â Ri safada e subi pro quarto
No quarto, comecei a provocar Luan de vĂĄrias maneiras, o deixando completamente louco. Primeiro tirei sua blusa e fui lambendo o peitoral sarado dele, depois cheguei as partes baixas e jĂĄ percebendo o volume a mais, mordi os lĂĄbios e com a ajuda dele tirei a calça com certa dificuldade, pois era apertada. EntĂŁo,tive a visĂŁo do paraĂso... Luan apenas de cueca Box branca na minha frente. Sem pensar duas vezes, tambĂ©m a tirei. E confesso que cheguei a me assustar com o tamanho da criança, e foi depois disso que tudo aconteceu. VocĂȘs podem imaginar o que Ă© o tudo, certo?
Ficamos umas 2 horas nos divertindo e dando um prazer ao outro, atĂ© que caĂmos um do lado do outro exaustos na cama.
___ Isso foi bom. â Ele falou
___ Ă, foi bom. â Ri
___ PoderĂamos repetir mais vezes, o que acha?
___NĂŁo sei, Luan... Lembra que somos comprometidos?
___ Ah, por favor, Bia... NĂŁo vamos falar disso agora. Vamos aproveitar nossa noite juntos, jĂĄ que como vocĂȘ disse, pode ser a Ășltima. â Ele falou e me deu um selinho
___ Ă, mas quando a Carol descobrir ela nunca vai me perdoar... â Comecei
___VocĂȘ nem sabe o que aqueles dois estĂŁo fazendo num motel juntos a uma hora dessas. â Ele retrucou
___ VocĂȘ ta certo, nĂŁo vamos falar disso agora. â O beijei
___ Preciso de um banho! â Ele disse
___ Somos dois. â Falei
___ Vamos juntos?
___ Bora. â Ri e fomos
Tomamos um banho demorado, juntos, apenas trocando carinhos e nada mais. Depois fomos dormir, eu num quarto e ele em outro, jå que Carol e Gabriel deveriam chegar cedo no dia seguinte. Na verdade, eu fui tentar dormir, mas não funcionou. Meus pensamentos não paravam de me assombrar, me impedindo até de fechar os olhos.
âO que Ă© que vocĂȘ fez, Bianca? A Carol nunca vai te perdoar! VocĂȘ transou com o namorado dela, vocĂȘ deveria ter vergonha de si prĂłpria... Mas por outro lado, o Luan Ă© tudo de bom. Awn, ele Ă© tĂŁo perfeito... Foca, Bianca! VocĂȘ e o Luan nĂŁo podem ficar juntos, ele Ă© comprometido e vocĂȘ tambĂ©m. O que aconteceu hoje nĂŁo vai mais acontecer, e ninguĂ©m vai ficar sabendo de nada. Vai ficar sĂł entre a gente, e a Carol e o Gabriel vĂŁo ter que acreditar que nĂŁo rolou absolutamente nada entre nĂłs.â â PenseiÂ
Uhuuul! AtĂ© que enfim, um momento "Luanca" de verdade.. E ae, o que vocĂȘs acham que vai acontecer agora? NĂŁo sei se foi sĂł eu que percebi, mas esses dois tem uma quĂmica de dar inveja.. To sentindo falta de vocĂȘs mandando suas opinĂ”es, que tal usarem a aba 'message' para isso? Mudei o visual do tumblr, espero que tenham gostado. Nos vemos no sĂĄbado, beijos!Â