Eu não estava procurando nada.
Nem amor, nem confirmação, nem futuro planejado. Era só eu vivendo, sem pressa, sem roteiro, sem expectativa. Um solteiro que tinha feito as pazes com a própria companhia. Tinha liberdade, tinha leveza, tinha controle… ou pelo menos eu achava que tinha.
Aí você apareceu.
Não foi explosão. Não foi filme de Hollywood. Foi natural. E o natural, quando é raro, vira um diamante único. E foi.
A gente se esbarrou emocionalmente sem aviso. E de repente, o meu “tanto faz” virou prioridade. Você falava e eu queria ouvir. Você ria e eu queria ser o motivo. Você me entendia nos detalhes, no silêncio, no cansaço, nas piadas nada a ver, dizíamos um para o outro, que só nós achávamos graça das nossas coisas. Tudo se alinhou como se o universo tivesse planejado tudo com muito encaixe.
O mais engraçado?
Eu nunca precisei ser alguém que eu não era. Até o momento em que precisei.
Porque, no meio desse amor que parecia tão fácil, eu escondi uma parte de mim. Não por maldade… mas por receio. E ainda sim, amei você.
E foi ali que o encanto virou estranheza.
O que era leveza, virou peso.
O que era futuro, virou dúvida.
Você mudou.
Mudou comigo.
E eu só descobri quando já era tarde.
Hoje eu fico com essa frase ecoando na minha cabeça como promessa quebrada:
As nossas versões se completavam.
Pena que elas não chegaram juntas no final.
— Post4












