Eu to com raiva de mim, por permitir que vocĂȘ me afete tanto. Por permitir que eu seja afetada atĂ© se vocĂȘ fala ou nĂŁo comigo. Me apeguei, me acostumei, e agora me sinto sĂł. Porque se vocĂȘ some, nĂŁo tem ninguĂ©m que reponha a tua presença, e nĂŁo importa quem esteja do meu lado, nĂŁo importa mesmo. Sem vocĂȘ, me sinto sĂł. Posso estar com quinze pessoas, num cubĂculo, todas falando comigo... se tu nĂŁo fala, me sinto sĂł. Posso beijar qualquer um, dar pra qualquer um, me virar do avesso em uma noite por aĂ... mas se tu nĂŁo fala comigo, me sinto sĂł. E assim vou levando a vida, torcendo que tu leve ela por mim. Me deixando pra que vocĂȘ me carregue. Que estupidez. Eu sei que nĂŁo deveria depender de ninguĂ©m, principalmente de vocĂȘ, pra ser feliz, mas se tu nĂŁo pegar na minha mĂŁo, eu me sinto sĂł. Eu quero que essa sensação de vazio passe. Urgente. Se nĂŁo for com vocĂȘ, me recuso a amar de novo, me entregar de novo. Decepção todo ano? Eu sei que a regra Ă© ser feliz sozinha. Mas sĂł penso em vocĂȘ. Eu tava bem sozinha, mas deixei tu entrar, se aconchegar e fazer o que bem entender... agora fico esperando tuas migalhas de atenção. Doi. Mas eu espero. Toda dor passa, nĂ©? Essa dor, vazio, rasgo no peito por causa da tua ausĂȘncia, vai passar... amanhĂŁ, domingo, segunda, sei lĂĄ quando! Vai passar. Eu sei. Mas me sinto sĂł.












