Uma vez ouvi dizer que não se pode ter medo de se molhar, afinal, “quem está na chuva é para se molhar”. Levo comigo minhas erronias, minhas adequações, eu levo uma bagagem profunda de forma literária de experiências, algumas ilusórias, outras sensata. Minha linda bagagem hoje leva também a paz, exclui a impulsividade e reluz sabedoria. Bagagem amada e/ou amarga em tantas ocasiões, hoje danço na chuva e sorrio com água salgada na boca. Exatidão de ser quem sou e ser como sou, ser eu, eu ser, hoje sou o meu amor. Levo comigo cada pingo de chuva que doía e hoje me faz sorrir. Sou açúcar rochoso, não tem nexo, mas sou rocha, firme, dura, e linda, todavia, sou doce como açúcar, tão “doce” que chego a ultrapassar o doce mel das abelhas. Hoje eu danço sozinha na chuva, gargalho e me derreto sozinha. Os pingos escorrem pelo meu corpo, meu ser, e eu vejo motivo para continuar dançando na chuva sem temer. Hoje eu sou um ser que aprendeu a ser sozinho sem desmerecer o valor dos outros. Dançarei sozinha se preciso for, serei açúcar rochosa, ainda que a chuva venha forte. Dance, pule, dance sozinha, dance com companhia, dance, dance, apenas dance sem temer a chuva, não tema derreter. Quando a chuva passa o sol vem aquecer.
-ChloeSChirani














