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ResoluçÔes de fim de ano
Tire um minuto do seu dia e leia minha confissĂŁo.
Meu ato revolucionĂĄrio de 2019 foi me conhecer. Ser vulcĂŁo sem culpa.
Enquanto eu estiver viva, vou me permitir ser e sentir tudo.
Conheci minhas ideias, minha alma, meus pensamentos, meus sentimentos, meus buracos da existĂȘncia, o mais sombrio do meu querer, e o mais doce tambĂ©m.
Aprendi a nĂŁo me limitar, a nĂŁo reprimir sentimentos bons ou ruins, aprendi a fazer as coisas por mim mesma, aprendi a nĂŁo me importar com opiniĂ”es alheias, a correr atrĂĄs do que eu quero sem medo, aprendi a me ouvir, aprendi a nĂŁo diminuir a minha existĂȘncia pra caber em lugares e pessoas que me acham "demais".
Se isso te dĂĄ coragem, te convido: vem comigo!
Se isso te causa curiosidade, te permito: observa.
Se isso te assusta, ou te causa espanto, te peço: se afasta.
Ainda tem muita coisa pra rolar e sinceramente, nĂŁo tĂŽ afim de me privar.
Ah, como quisera o meu coração encontrar a felicidade, descansar nas mais verdes pastagens e por fim, derramar-me de amor. Quisera eu dar grandes risadas, ser compreendida e amada ao encontrar o amor. Mas meu coração de criança sĂł sonha com o prĂncipe encantado, em um branco cavalo, ao me trazer uma flor. E porque falar no passado se o meu sonho foi realizado ao Te encontrar? Eu sou feliz, sou amada, finalmente encontrei o que eu tanto buscava, meu coração Ele roubou. Hoje e para todo o sempre, a minha vida Ă© tua, sou tua meu amor!
Desconhecida
S
O sofrimento maior dos sentimentos!
6. O caderno
Eu comecei a divagar sobre meus cadernos no Twitter e, de repente, eu ouvi vocĂȘ dizer "isso devia ser um post num dos seus blogs". EntĂŁo, que assim seja.
O mundo da comunicação Ă© bastante interessante e nebuloso. Uma agĂȘncia nunca Ă© igual a outra. Em tudo. Algumas sĂŁo mais calorosas em suas boas vindas, outras mal notam sua existĂȘncia.
Eu trabalhei em uma agĂȘncia em 2012 que foi a grande alavanca da minha vida profissional. Essa agĂȘncia era do tipo que ninguĂ©m notava sua existĂȘncia, embora todo mundo dividisse a mesma mesa, sem separatĂłrias. Durante os primeiros 15 dias, eu sempre parava na impressora para pegar papeis de rascunho antes de ir para a minha estação de trabalho.
Um dia minha chefe percebeu. Ela me chamou na sala dela e me deu um caderno da agĂȘncia. Disse que negligenciou meu welcome kit porque achou que as outras pessoas tinham se encarregado dele. Naquela Ă©poca eu ainda nĂŁo tinha carro. EntĂŁo eu aproveitava um trajeto de quase 3 horas para passar a limpo no caderno tudo o que eu estava aprendendo de novo.
Minha avĂł e minha cachorra morreram nesse perĂodo de 15 dias que eu estava me adaptando a essa agĂȘncia. Era um perĂodo de muita dor pra mim. E eu escrevia pesado sobre essa dor entre um guideline e outro.
O tempo passou, eu saĂ dessa agĂȘncia, comprei um carro e, com o tempo, meu texto ficou mais leve, com um pouco mais de fĂ© em mim mesma. Eu sempre fui meu pior carrasco. Sempre competi com as expectativas que eu tinha sobre mim mesma e sempre perdi por larga desvantagem.
Fui remexer no wayback machine e me encontrei comigo aos 14/15 anos. E, caramba, como eu era delusional. E estranhamente sensata para uma adolescente, sometimes. Mas, se eu parar para pensar, sou uma grande decepção para meu eu de 10 anos atrås. Nenhum big goal accomplished. Mas acho que cresci para ser uma pessoa muito melhor do que a pessoa que eu queria ser os 25 quando tinha 15.
Enfim, nĂŁo achei o caderno. Provavelmente Ă© melhor assim. Eu tendo a reabrir feridas e aquelas daquele caderno sĂł me jogariam num espiral nem um pouco saudĂĄvel.
Encontrei um caderno do final de 2009/começo de 2010. Sem nada relevante para o mercado que eu atuo hoje, mas com bastante espaço em branco e apenas um texto pessoal, onde eu concluĂ algo que acredito ainda hoje - Ă s vezes a gente gosta muito de uma pessoa e se confunde sobre a forma que gosta dela. E, outras vezes, a gente sĂł quer sentir que tem alguĂ©m que gosta da gente. E a gente vĂȘ as coisas do jeito que quer ver, porque todo entendimento Ă© subjetivo.
Esse caderno vai servir para novos insights nesse novo trabalho. Mas o que fica agora Ă© uma outra questĂŁo: tanta coisa bonita que eu jĂĄ escrevi por aĂ, tanta short story que, com algum improvement, poderia virar um blog de histĂłrinhas. E eu sĂł pĂșblico os dramas e as nonsense agnsts. Como diria a LaĂs de 2007, 2008 - reflita, ok?
L.

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