O custo do equívoco
É estranho como nos apegamos ao erro, como se o simples fato de termos investido tempo e esforço pudesse torná-lo certo.
“O erro acumulado é o motivo maior do erro continuado.”
Preciso repetir devagar para refletir:
“O erro acumulado é o motivo maior do erro continuado.”
A verdade é que insistir num erro dá uma certa sensação de coerência. Pensamos: “Se desisto agora, tudo o que fiz até aqui foi em vão”.
É como o jogador que, tendo perdido tudo, aposta mais uma vez, não pela certeza do acerto, mas pela recusa em aceitar a derrota. E assim adiamos a decisão, presos à ilusão de que, por termos suportado até aqui, seremos de algum modo recompensados.
No fim, a gente só está prolongando o inevitável, como quem continua lendo um livro ruim só porque já chegou na metade.
Preferimos seguir, ainda que o desfecho seja doloroso, a encarar a verdade de que erramos desde o início.












