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nós podemos viver duas partes de nós.
ou quem nos levanta.
ou quem nos destrói.
nós podemos ser tudo pra nós.
ou quem se adianta,
ou quem nada faz.
nós sonhamos,
e se deixamos tudo por vÃcios,
abdicarÃamos tudo de nós.
viciar é amar aquilo que usa;
é deixar o corpo que tem;
é largar desejos e planos
e viver com o que não se tem.
quando deixamos de gostar de nós
isso pode ser visto pelos nossos atos,
pela nossa fome de alguma coisa:
o mundo, as trevas, a seca, a dor.
a vida, a bondade, fartura. amor.
nós podemos tudo, inclusive nos odiar
e não notar.
e isso é visto na forma com que vivemos.
que aprendemos, ou fingimos até ser.
sabe, nunca queremos ficar aqui,
e sabemos que tudo isso não presta
sem perceber o quão fácil é ser feliz,
nos enganamos com falsas metas.
ilusoes, distrações, decisões mais que erradas?
são as pontes sem pilar ou estrada.
a vida é a ilha mais cercada que existe.
e nós, tubarões do teu mar.
quantas vezes nos apegamos a algo,
que sem saber, faz nosso corpo:
menosprezar.
beber, fumar, odiar, e matar.
tudo o que consome a carne.
tudo o que desgasta sua casa.
tudo que pouco ou logo,
te tira a fé de si mesmo,
te tira a coragem da luta.
te agrega o medo do outrora
e no fim,
tudo que voce lutou antes daqui
todo o desejo de viver que te fez vir,
se perde no caminho e o que te resta
é o vazio que os vÃcios desse lugar te distraem.
ou te aliciam.
Ww. Willians Wipstacher





