ser bom me custou mais do que eu imaginava
Ser bom demais fodeu comigo. Ninguém fala sobre isso. Sobre o quanto você se anula pra agradar. Sobre como ser gentil vira convite pra ser usado. Sobre como o mundo interpreta empatia como fraqueza.
Eu sempre fui o que ouve. O que entende. O que perdoa mesmo sangrando por dentro. O que espera. O que cede. O que coloca os outros na frente — e depois tenta juntar os próprios cacos sozinho, no escuro, em silêncio.
E sabe o que eu ganhei com isso? Gente que só me procura quando precisa. Pessoas que juram que gostam de mim, mas somem assim que eu digo "hoje não tô bem". A fama de ser "forte", só porque eu nunca mostro o caos que carrego dentro. O rótulo de “pessoa legal”, como se isso me definisse, como se isso me bastasse.
Mas por trás dessa pose de coração bom tem um monte de frustração engasgada. Tem o gosto amargo de nunca ser prioridade. Tem a dor de ver que, no fim das contas, quanto mais você dá, menos te enxergam.
Ser bom me deixou esgotado. Me deixou sozinho. Me deixou desconfiado até da própria sombra. Porque é foda ser a luz pra todo mundo e ninguém reparar quando a sua apaga.
Hoje eu entendi que às vezes, ser bom é só uma forma bonita de se auto-sabotar. E ninguém vai te salvar disso. Ou você aprende a se proteger — ou vai morrer abraçando gente que nunca te amou de verdade.
Por: LegendZilla.
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