(…) Queria dizer-lhe que o que penso é que é sempre indispensável guardar para nós próprios, é isso, já me lembro do termo, um lugar, uma espécie de lugar pessoal, aí está, para estar sozinho e para amar. Para amar sem saber o quê, ou quem, ou como, ou por quanto tempo. Para amar, as palavras estão todas de súbito a surgir… para guardar em si o espaço de uma expectativa, nunca se sabe, da expectativa de um amor, de um amor ainda sem ninguém talvez, mas a expectativa disso e apenas disso, do amor. Queria que dizer-lhe que foi essa expectativa. (…)
Marguerite Duras












