Expurguei outro dramalhão dos pulmões caseiros Vizinhos de dados viciados e amante dos dotes maternos Estou eu aqui novamente, com um pé em um passado amorfo E o outro descompassando entre os pulos de décadas em minutos Absorvi teus absurdos em cena Lhe receitara a persona Gardel Com chifres de cervos e torso de touro Com medo da unificação do concretismo uníssono Versículo um em primeira comunhão: Teu gosto relembra-me do primeiro amor Com exceções de rutilâncias truculentas E espessura que azeda víboras Meu dedos reviram nos estômagos viris Ácido em demasia de conforto Celebre a presença de túmulos Para sepultar uma persona relutante Proteja pescoços no berço esplêndido Lembra-te que penas de ganso são os amores do mercado O teu futuro torcicolo não poderá sonhar Por garantia, compra-te dois e mais um à cartilagem Auto centrismo, autocitação Tal como retratos burlescos Com a mesma face e os mesmos edemas Circuncidando as mesmas palavras corroborativas de outrem Pediram-no, ao pé do ouvido Como um desejo de homem Surpreenda-me com este feitiço A vaia tomava forma em feições de desaprovação Mastiguei teu beijo no instinto de lobo E deixei-lhe à sorte de meus intestinos Outro adeus tão frio como o beijo roubado do copo Há um ponto do meio narrativo que não encontra-se...
Dois Pontos, Travessão E Idade Média - Pierrot Ruivo










