Eu nunca gostei de despedidas, aliás, ninguém gosta. Mas eu estava ali. Dessa vez, não seria uma simples despedida. Era A despedida. Aquela que eu sempre adiei, sempre consegui voltar atrás. Mas, diferente das outras vezes, eu não tinha uma dor emocional escondida. Eu tinha uma dor tão, tão grande, que chegava a doer no físico. Doía tudo. Eu, literalmente, me sentia mais fraca. Eu mal tinha coragem para ler ou ouvir suas respostar, porque a minha vontade era implorar; Por favor, fica. Mesmo sabendo que tudo é muito incerto, que 1+1 pode dar mais do que dois, fica. Não vai, não. Não agora. Mas não tinha jeito, nem oração, nem uma bruxaria que fizesse o tempo parar. Que mudasse a direção. O meu estômago doía, o rosto pesava. Eu parecia carregar uma família nas minhas costas. Minha vontade era submergir no chão do quarto. Dessa vez, não teria A e nem B. Não teria chance. Não era como das outras vezes; desta vez, havia um Adeus. Sem volta, sem milagres, sem mais nada. Nunca pensei que o que, aparentemente, fosse fazer ele feliz, iria me quebrar em tantos pedaços. Era a gota d'água. O fim da linha. O fim de tudo. Sem junção dos nossos nomes, sem aliança no anelar na mão esquerda, sem histórias pra contar. Desta vez, a história iria ser presa e esquecida dentro de mim. Enterrada comigo. Eu apenas sei que irei sentir muito sua falta. Não é um sentimento do qual eu não esteja familiarizada, mas, como eu disse, dessa vez é diferente. E com todo o resto, não se deixe sentir mais nada. "Eu nunca quis pôr meu coração em um jogo, mas nada em seu mundo é espiritual. Eu nasço de novo cada vez que você passa a noite. Porque você me faz sentir como se eu fosse impedida de entrar no céu." E que em uma próxima vida, eu possa te encontrar. E que as coisas possam acontecer, ou não. Mas guarde o melhor de mim, foi o que você teve. E não sobrou lugar para mais nada.
O resto de toda a minha vida sem o Peter.















