O dia foi tranquilo, comeu normal, fez o que tinha que fazer e pegou as malas que já havia deixado arrumadas pro dia do parto. Seguiu plena, ainda sem sentir nada, mas a medida que o nervosismo aumentou e a hora foi se aproximando foi quando começou a sentir a agonia e ansiedade. Linha lido sobre a dor, mas nenhuma era comparada a que ia crescendo ao longo das horas e no fim da noite já estava xingando deus e o mundo que ousasse falar com ela. Leila não aguentava mais nem a voz da obstetra e nem lembrava das barbaridades que soltou pra James, só tinha certeza de que foram muitas.
Talvez fosse as dores ou porque foi tudo muito intenso, não saberia dizer o que aconteceu naquela sala. Só sabia que passou pelo momento mais incrível de sua vida e logo estava no quarto segurando dois bebês. Dois e não quinze como achou que ia ser, ou um só como rezava e mesmo com muito medo e nervoso, sentia-se tão completa que nem entendia como tinha pedido antes pra ser um bebê só e agora só fazia chorar.
Segurando as duas crianças, pediu pra que James se aproximasse. “Desculpa ter te falado coisas tão ruins e- e não ter sido do jeito que talvez a gente tinha planejado pra nossas vidas, mas olha isso. Eu nem acredito, olha esses dois, eles são tão bonitos que eu acho que se a gente procurar bem vai encontrar alguma coisa faltando porque não da pra nada ser tão perfeito.” @jxbnnt









