Seis graus de separação - Parte 1
Aula do dia 26/09/2017
WATTS, Duncan J. Seis graus de separação: a evolução da ciência de redes em uma era conectada. São Paulo: Leopardo, 2009.
Primeira parte do debate sobre o livro de Duncan Watts sistematizada pelos alunos @alinedecampos, @igoryepes, @marciobigolin, @priscilanicolete.
Sobre o autor
Duncan J Watts tem sua formação de graduação em Física e é Ph.D. em Mecânica Teórica e Aplicada. É australiano, porém mora nos Estados Unidos onde atua como pesquisador líder na Microsoft Research em New York. Fato curioso é que por sete anos foi professor da área de Sociologia na Columbia University e dirigiu a área de "dinâmica humana social" na empresa Yahoo! por alguns anos. Mesmo com uma formação voltada a área de ciências exatas, Duncan direcionou suas pesquisas para área de sociologia. Segundo o pesquisador suas pesquisas são focadas em analisar "papel que a estrutura da rede desempenha na determinação ou limitação do comportamento do sistema, focando em algumas áreas problemáticas amplas nas ciências sociais, como contágio de informações, gerenciamento de riscos financeiros e design organizacional".
Nuvem de tags criada por @alinedecampos no sistema Tagul (https://wordart.com/) com base nos títulos das publicações do autor disponíveis no Google Scholar.
Site oficial do autor Produção acadêmica e citações no Google Scholar
Considerações sobre o livro
Conectividade O livro inicia com uma visão geral sobre a "era da conectividade". Através de eventos como grandes apagões ocorridos nos nos anos 70 e 90 e a busca por suas possíveis causas o autor introduz a questão da interconexão, da análise de comportamentos individuais e coletivos e suas implicações, ocupando-se de explicar o surgimento de uma "ciência das redes". Sendo assim as redes são dinâmicas, em constante mudança, a estrutura da rede é viva, depende do que acontece antes e implica no que acontecerá depois.
O problema do mundo pequeno Para fundamentar suas proposições o autor faz uso do experimento de Stanley Milgram realizado em 1967 e amplamento difundido numa lógica de que qualquer pessoa poderia ser contatada através de um rede de contatos em apenas alguns passos.
Outros estudiosos do assunto Seguindo o raciocínio, o autor menciona também os estudos de Paul Erdös as redes sobre os grafos aleatórios. Analogias entre a estrutura de rede e a estrutura social. Aqui os estudos de Gravonetter com a teoria de laços fracos e fortes é retomada. Uma abordagem puramente estrutural pode ser limitadora. Redes não são descentralizadas. Anatol Rapoport reforçou o conceito de tríades.
Experimento famoso Six Degrees of Kevin Bacon Disponível: https://bacon.mybluemix.net/
Analisando as conexões entre Kevin Bacon e Hugo Weaving pode-se perceber que existem vários caminhos possíveis com graus de separação diferentes.
Ao filtrar o caminho mais curto, pode-se verificar que a elemento de conexão entre os dois é o ator Laurence Fishburne que trabalhou com Weaving em The Matrix e com Bacon em Mystic River. Sendo assim, a separação entre eles seria de 2 graus.
Redes sem escalas (Barabási)
“a maioria dos nós terá relativamente poucas conexões, enquanto uma seleta minoria de nós que se apresentam como centros (hubs) será altamente conectado”.
Apresentação disponível em: http://bit.ly/seisgrausdeseparacao












