A ciência da microfluídica: 10x mais água do ar pelo mesmo custo energético
Este vídeo mostra a diferença de uma superfície superidrofóbica (lado esquerdo) para uma superfície normal (lado direito) durante a condensação de água.
Na superfície normal do lado direito, sem tratamento superidrofóbico, a primeira camada de líquido condensado se esparrama, formando um filme de água que age como isolante térmico entre a superfície fria e o ar com vapor, o que dificulta a condensação da próxima camada de vapor. Esta ineficiência existe em todo condensador atual à base de refrigeração e se deve à geometria microscópica plana da superfície.
Com superfícies superidrofóbicas (lado esquerdo), um avanço da área de microfluídica, a água se condensa em gotículas sobre uma espécie de “cama de faquir” microscópica, o que evita o espalhamento. Quando elas se tocam, se aglutinam sem formar filme, e quando o peso é maior que a adesão à superfície, caem levando consigo as gotículas pelo caminho e liberando o contato da superfície com o ar para condensar as próximas.
Com a remoção do filme como isolante térmico, é possível condensar até 10 vezes mais água com a mesma quantidade de energia.
Palavras-chave para o Google Acadêmico: “dropwise condensation”, “wettability gradient”.