Algumas coisas que acontecem (ou reacontecem) nos fazem questionar o motivo de tudo, se há explicação para tudo. Conversar com você, saber de você, sonhar com você me faz questionar se existe um motivo maior por trás do que a gente nunca se permitiu viver. Estive pensando sobre o quanto eu te amei e o quanto eu pedi a Deus e me prometi nunca mais amar ninguém daquela maneira. O estranho é que, após você reaparecer eu me perguntei diversas vezes o por quê de eu jamais ter me permitido sentir verdadeiramente os sentimentos bons, de eu sempre me esconder atrás do medo. Eu já me apaixonei algumas vezes após o nosso fim, mas nunca me senti segura o bastante para me entregar, para pular de cabeça em uma relação. Algumas pessoas me dizem que isso é por eu ainda ter esperança de dar certo com você, que eu tenho um apego emocional a você e que você sente o mesmo por mim, senão não ressurgiria tantas e tantas vezes assim. Confesso que eu me arriscaria, eu tentaria de novo, buscaria acertar mais. Só nós dois. Nos reconectando, nos reconhecendo, redescobrindo quem é você, quem sou eu, cuidando das feridas dos corações um do outro, acalmando os medos e dúvidas que ficaram sobre o agora e o futuro. Nós já não temos mais 19 anos, já não temos mais a mesma inocência da vida, a imaturidade e vontades de viver loucuras. Eu acredito que podíamos fazer dar certo, se realmente quiséssemos fazer dar certo. Já perdemos tanto tempo com essa distância que criamos que seria loucura deixar tanto tempo mais passar. E quando eu vejo isso acontecer novamente, eu me pergunto se realmente é pra gente não acontecer. Será se eu devo me abrir para outras pessoas, outras possibilidades e cortar qualquer possível laço, qualquer possível chance de nos contatarmos novamente? Eu não tenho coragem. Eu nunca tive coragem de realmente me despedir de você. Eu sempre voltei. Eu sempre te recebi. Por que não percebe isso e volta também de vez?