Leituras do Sumpa: Doom Force 1
Doom Force é o que acontece quando Grant Morrison resolve debochar de Rob Liefeld. O especial veio no rastro do sucesso que foi X-Force 1, um dos títulos mais vendidos da história dos quadrinhos daquela época. Tudo que tivesse mutantes e o estilo dos artistas que viriam a fundar a Image vendia muito e o escritor escocês decidiu pegar uma carona nisso. Ele acabou transformando a Patrulha do Destino, que era um sucesso de crítica, mas não necessariamente de público numa paródia desse momento horroroso dos quadrinhos. Ao lado de Morrison, estavam Richard Case, Walter Simonson, Paris Cullins, Keith Giffen, Mike Mignola e outros artistas mais ou menos famosos da época. Apesar do traço de Richard Case ser bem marcante, era possível ver todos os erros, clichês e limitações de um gibi do Rob Liefeld. Estava tudo lá: Quadros mal diagramados, os recordatórios exagerados e mal escritos, personagens sem pé, anatomia errada, personagens com milhões de dentes, quadrinhos com tanta fala que praticamente eram compostos por balões… tava tudo lá.
A história:
Seguindo o que era feito nos títulos X da época, o especial não explicava nada, só te jogava sem pena no meio da história (ou quase isso). Niles Caulder, agora uma cabeça congelada num cubo de gelo, treinou um grupo de desajustados que juraram proteger e defender aqueles que os temiam. O grupo era composto por Escracha, o Wolverine genérico, The Flux, uma mulher que podia se transformar em tudo que quisesse, Cry Boy, um sujeito que ganhou poderes devido a uma tinta ruim e pode fazer qualquer um chorar e Shasta, a Montanha viva, um chorão que pode se transformar numa montanha, mas se sente um inútil. Ah, sim… Dorothy Spinner virou uma espécie de versão símia da Cruella. A missão deles era impedir o Barão Zero e sua irmã. Além disso, temos uma criatura assassina saída da terra.
Conclusão:
Uma das últimas coisas produzidas por Morrison para a patrulha do Destino, o título não só cabia dentro dos absurdos produzidos pela outra editora como no estilo da Patrulha do Destino, que não era exatamente uma revista linear. Doom Force é uma daquelas coisas que quem comprou, comprou. Nunca foi reeditado e não consta na maioria dos encadernados da série. Foi uma piada despretensiosa, mas é possível que se os fãs da DC tivessem gostado, teria virado um título regular. Read the full article













