Eu desci as escadas naquela noite chuvosa, estava descalça. Me aproximei do sofĂĄ, vocĂȘ estava deitado com a barriga para cima. Lindo, era lindo como seu cabelo ficava bagunçado quando vocĂȘ se mexia de mais na cama e ao acordar sorria para mim e depois vinha com um beijo e o "bom dia, amor", o jeito que vocĂȘ me olhava sempre que eu saĂa da realidade. Os olhos, como eu amava o seus olhos, era curioso para mim o quanto eles me acalmavam, sem falar o sorriso, eu amava depois de um dia de trabalho, sempre precisava repor a dose. Foi entĂŁo nesse momento que eu notei o quanto eu te amava, o medo que eu senti, quando percebi que dependia de alguĂ©m era incomparĂĄvel a qualquer outro. E entĂŁo vocĂȘ acordou e olhou para mim, novamente eu estava perdida, flagrada pelos malditos olhos azuis que tanto odiava e tanto amava. Ele estendeu a mĂŁo, era um pedido, simples, mas que significava algo muito maior do que eu, caso aceitasse, minha vida estaria nas mĂŁos dele, os meus sonhos, minhas angĂșstias, alegrias... Ele estaria incluso, um pacoti completo - eu segurei. NĂŁo sabia no que iria dar, mas eu decidi que estaria disposta a me entregar, ir atĂ© o final e arcar com as consequĂȘncias sem arrependimentos
- Existe um oceano em cada um de nĂłs.











