mais um dia que me sinto perdida. cansada de estar no mesmo lugar de procura há tanto tempo, fingindo que sei o que quero quando na verdade não consigo nem se quer aquietar minha mente para conseguir saber responder essa questão. afinal, o que eu quero? o que eu sinto que me ajudaria a melhorar esse incômodo presente e contÃnuo que carrego e nem sei dizer há quanto tempo?
talvez eu não saiba lidar com o questionamento; encontro uma pergunta e a apago da minha mente imediatamente, como se eu só tivesse aquele microssegundo para responder e, já que eu não consegui agir ou pensar em uma velocidade tão rápida, passou. passou a oportunidade de mudar aquela realidade, passou o poder que eu tenho de deixar as coisas como eu quero. minha outra linha de raciocÃnio que envolve questionamentos é sobre imersão; ouço uma pergunta de mim mesma e instantaneamente eu faço mais quinze vinte perguntas sobre, sem tempo para respirar ou pensar em como quero responder sequer a primeira questão.
sei de hábitos viciantes que tenho, enxergo eles com uma certa frequência e sei que eles me atrasam de chegar onde quero chegar; me atrasam por que me entorpecem e me fazem deixar a vida passar, sem parar pra pensar ou realmente agir para mudar o que tanto me incomoda. (ps afinal, o que tanto me incomoda?). não posso reclamar que essa junção me mostrou um mundo de séries das quais fazem parte de como eu enxergo muitas coisas, mas também não posso negar que reflete muito minha ansiedade, medos, rejeições, isolamento e mais alguns outros adjetivos que descrevem uma realidade que eu não quero levar comigo.
talvez eu tenha entendido o que me aflinge. talvez. ou talvez isso não tenha sentido algum e eu só esteja precisando de uma boa sessão de terapia.