Chegar aos 30 e perceber o quanto evoluÃmos, mas tendo consciência de que ainda temos um longo caminho a percorrer. Olhar para trás, enxergando os erros e acertos. Olhar para a frente e ver a consequência de nossas escolhas, certas ou erradas. Lembrar de quem ficou pelo caminho, reconhecendo e agradecendo por quem decidiu permanecer. E sonhar com quem ainda vai aparecer... Sigo com as lentes de quem tenta se ver e se reconhecer, não como o oráculo que a maturidade promete, mas como um ser lançado ao mundo, consciente de sua própria fragilidade. Sou apenas um entre tantos, distinto não por grandeza, mas pela maneira singular de sustentar o peso de existir. A ideia de evolução já não aponta para um fim; é um deslocamento contÃnuo, quase cansado. A jornada não se anuncia como esperança, mas como permanência. Carrego a bagagem do que compreendi tarde demais e caminho sobre o horizonte instável do que ficou, do que seguiu e do que ainda insiste em tentar ser.
Desonestos & Nebulento.








