Eu o deixei ir. Foi doloroso, mas deixei e ele foi, sem mais nem menos. Me contestou, queria saber o que eu estava fazendo com nosso amor e porque não fazia mais para que o mesmo durasse. Eu não tive respostas. Tive vontade de o abraçar, dizer que o amava e pedir para ficar, mas não podia. Não era justo comigo, não era justo com ele. Nosso amor já foi denominado de eterno e acabou pelo menos umas sete vezes e essa insistência me deixava feliz, jamais insistiremos no que não nos faz bem. Ele me fez bem e eu o deixei ir. Será que os astrólogos já haviam previsto que veríamos a mesma lua mas viveríamos em planetas diferentes? Por amor, eu o deixei ir. E não há uma noite em que eu não pense como podia ser diferente e que nossa confusão é parecida. É estranho saber que parte de mim sempre o amará e que a alma dele está com as mãos entrelaçadas as minhas e eu o deixei ir.











