Eu tentei mil vezes te esquecer, e nessas mil vezes, eu desejei ter vocĂȘ sĂł para mim. Ă difĂcil, sabia? Os detalhes julgados "tĂŁo pequenos" de nĂłs dois, para mim, sĂŁo coisas muito grandes de se conseguir esquecer.
As pessoas dizem que te amam mas o que querem dizer Ă© que amam como se sentem por te amar, e obrigado por ainda me fazer sentir a paz e a guerra interior ao mesmo tempo.
Eu te amo, e nĂŁo te convidei pra minha vida por acaso, inclusive, obrigado por ter sido o acaso que mudou a forma em que encaro a vida. Mesmo com tudo isso, eu sinto que estou mais vivo agora e, isso foi possĂvel graças a vocĂȘ, e claro, agradeço tambĂ©m por aceitar o convite e tambĂ©m me deixar passar por tua vida, sei que vocĂȘ tirou alguma lição disso tudo, assim como eu.
Eu vivi cada minuto como se fosse o Ășltimo, mas quando o Ășltimo chegou,  confesso que eu nĂŁo soube lidar. E sinceramente, mesmo com tudo isso, eu ainda sinto falta da sua presença, da sua voz ao falar meu nome, da textura da tua pele, do teu olhar misterioso e do teu riso frouxo.
Eu sĂł queria voltar para o dia em que te conheci e observar melhor cada detalhe seu, mesmo tendo esses outros aqui em minha mente me torturando por querer vocĂȘ de novo, eu queria mais detalhes de ti.
Eu queria mais de ti, eu queria mais de mim, eu queria mais de nĂłs. Tanto quis, que agora o que me resta Ă© pensar em como conseguir mais de mim, para mim mesmo.
ApĂłs a sua partida, consigo resumir a minha confusĂŁo interior na seguinte frase: "a tua ausĂȘncia me causou o caosâ.
Nos perdemos por orgulho, e eu nĂŁo me orgulho disso. Eu te amo. Eu sinto a sua falta. Me guarda num cantinho dentro de vocĂȘ, por favor.Â
- Gustavo Martins