Entendendo Cibercultura e Fraturas Digitais.
Por: Daniel Barros.
Entender a cibercultura e seus desdobramentos é uma necessidade no mundo hiper conectado o qual estamos expostos. Somos bombardeados de informações, exposições, publicações e muitas vezes não entendemos ao certo os caminhos que trilhamos em rede.
A nossa formação sociocultural está sendo transformada em nossos espaços de lazer, trabalho, família, escola, religião e política. Ter a percepção que podemos ser agentes transformadores e que ao mesmo tempo estamos sendo transformados pela tecnologia é uma necessidade atual. Como lidar com essas possibilidades de interação e comunicação? De qual forma estamos sendo influenciados no contexto sócio-político? Há espaço para a inclusão? ou existe uma disputa no cibercampo que afeta nossas relações e expõe as fraturas digitais? São questionamentos válidos para ao mínimo tomarmos consciência dos benefícios e consequências do ciberespaço.
A mobilização e a promoção de engajamento são cruciais nessas circunstâncias. Mas, eu vou me ater, a dois pontos que merecem destaque, dentre vários: A redução das desigualdades econômicas com o objetivo de reduzirmos a desigualdade digital e a maneira como nossa democracia está sendo afetada pelas tecnologias.
A indisponibilidade de recursos coloca à margem tecnológica milhões de pessoas no Brasil. Associado a isso, falta de letramento digital para os que possuem acesso é evidente. Políticas públicas de inserção dessas pessoas desprovidas de acesso à tecnologia ainda caminha a passos lentos nas políticas públicas.
Uma parcela significativa da nossa população entende tecnologia apenas como o acesso às redes sociais. Politicamente, estamos percebendo, cada vez mais, o eixo político sendo movimentado por ações de grande impulsionamento nas redes sociais. Não havíamos nos atentado, ao poder devastador dos direcionamentos políticos nos aplicativos de interação e sua capacidade de influenciar decisões, muitas vezes por opiniões infundadas ou até mesmo radicais.
Observar esses movimentos se faz necessário no contexto atual, no entanto, a falta de uma educação de qualidade e políticas públicas sérias de inclusão digital são barreiras persistentes nesse processo. É certo que a internet se consolida cada vez mais como um espaço colaborativo, mas, quem está inserido nessa colaboração, precisa saber disso, e ter consciência de sua atuação digital.
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REFERÊNCIAS
LEMOS, A. Ciber-cultura-remix. Artigo produzido para apresentação no seminário Sentidos e Processos, dentro da mostra Cinético Digital, no Centro Itaú Cultural. São Paulo: Itaú Cultural, ago. 2005. Disponível em: facom.ufba.br/ciberpesquisa/andrelemos/remix.pdf Acesso em: 3 mar. 2023. LEMOS, A. Cibercultura como território recombinante. 2005. Disponível em: edumidiascomunidadesurda.files.wordpress.com/2016/05/andrc3a9-lemos-cibercultura-como-territc3b3rio-recombinante.pdf Acesso em: 3 mar 2023. LEMOS, A. Os desafios atuais da cibercultura. Disponível em: lab404.ufba.br/?p=3599 Acesso em: 3 mar. 2023. BUCKINGHAM, David. Cultura Digital: Educação Midiática e o lugar da Escolarização. Educação & Realidade, vol. 35, núm. 3, septiembre-diciembre, 2010, pp. 37-58. Universidade Federal do Rio Grande do Sul Porto Alegre, Brasil. Disponível em: redalyc.org/pdf/3172/317227078004.pdf Acesso em: 3 mar. 2023.












