Se eu to de aqui hoje Ă© porque ele me deu um motivo pra seguir em frente e viver a nossa vida.
Simplesmente eu
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Se eu to de aqui hoje Ă© porque ele me deu um motivo pra seguir em frente e viver a nossa vida.
Simplesmente eu

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Chuva, um beck, seu sorriso e nosso cobertor nĂŁo tem como melhora
Simplesmente eu
Erros me fazem mais humana
Simplesmente eu
A chuva estava forte. Alicia estava sentada na calçada, em frente ao prédio dele. As suas lågrimas se misturavam com o embalo da chuva, e os seus olhos, sempre pintados de mais, estavam completamente borrados. Alicia se levantou, entrou no prédio e parou em frente a porta dele. Respirou fundo algumas varias vezes, engoliu o choro, passou as mãos nos olhos, e bateu na porta.
- JĂĄ vou -ela ouviu a voz dele lĂĄ de dentro, quando abriu se espantou- Alicia? VocĂȘ.. aqui? VocĂȘ tĂĄ bem?
-Eu sĂł.. sĂł queria te ver -ela disse, estava tremendo, visivelmente com frio.
-Espera -ele entrou, pegou uma toalha e a entregou- Toma, vocĂȘ tĂĄ ensopada, vem, vamos conversar.
Ela pegou a toalha, se enrolou nela e entrou sem dizer nada. Jack pegou uma camiseta e entregou pra ela vestir.
-NĂŁo precisa -foi a unica coisa que ela disse.
-VocĂȘ tĂĄ gelada Alicia, troca pelo menos essa blusa -apontou pra porta do quarto- vocĂȘ sabe onde Ă©.
Ela pegou a camiseta e seguiu em silencio para o quarto dele. O cheiro dele era tĂŁo forte ali. Em cima da sua cama tinha uma toalha molhada, os seus tĂȘnis estavam jogados do lado da cama. Alice tirou sua blusa e vestiu a camiseta que ele tinha lhe entregado, o cheiro dele era impregnado ali. Ela seguiu para a janela e ficou parada ali, olhando atravĂ©s do vidro embaçado. Ela ouviu um barulho na porta e se virou, ele estava parado na porta.
-Achei que vocĂȘ tinha morrido aqui dentro senhorita -ele disse, sempre fazendo piadinha.
-Retardado.
Ele se aproximou da janela onde ela estava e se sentou no chĂŁo, e ela sentou ao seu lado.
-O que aconteceu Ali?
-Eu nĂŁo sei. Acho que saudade corroĂ a gente.
Depois disso ouve um silencio profundo no quarto, e o Ășnico som que se ouvia era das gotas de chuva se batendo contra o vidro.
-JĂĄ faz um ano.
-Um ano e dois meses -ela corrigiu.
-Tem tanto tempo que a gente nĂŁo se fala Alicia, achei que vocĂȘ nunca apareceria aqui de novo.
-Eu precisava tentar te superar. Me afastar.
-E conseguiu?
-Se eu tivesse conseguido não estaria aqui-ela disse, se esforçando pra não chorar.
-Tudo passa Alicia. Nenhuma dor dura para sempre, nem mesmo a fria chuva de novembro, lembra? -disse Jack sorrindo, colocando o cabelo dela atras da orelha, no mesmo momento que ela sorria de volta.
-A sua dor passou Jack?
-NĂŁo. SĂł estou conformado. Sei que isso Ă© o melhor pra vocĂȘ Ali. Chegamos ao ponto que nossa relação sĂł fazia mal.
-Como vocĂȘ⊠- sua voz ficou fraca, nĂŁo conseguiu falar mais nada, e entĂŁo algo gĂ©lido começou a escorrer pelo teu rosto e ela começou a chorar de novo.
Ele a abraçou forte, a cabeça dela encostou em seu ombro e ele acariciava seu cabelo tentando acalmå-la.
-Eu sĂł queria poder viver uma vida normal de duas pessoas com vocĂȘ Alicia, vocĂȘ sabe disso. -silencio de novo.
-Eu sĂł sinto tanto a sua falta.
-Não diz isso Ali. Traz lembranças e nostalgia, algo como um buraco vazio.
-Ainda gosto de vocĂȘ Jack. Mesmo depois de tanto tempo, mesmo depois de tudo, gosto de vocĂȘ.
-Eu sei Ali, também não te esqueci. Sempre me pego pensando na gente, mas, sempre fomos..
-Impedidos -ela completou.
-Tempo Ă© algo importante Alicia. Chronos, o âdeus que devora seus filhosâ cria e destrĂłi todos, ele nĂŁo espera pela gente. E ele nĂŁo devora apenas sangue e carne.
-Almas e coraçÔes também.
Eles se calaram de novo. Só se ouvia o som da chuva e da respiração deles. A cabeça dela ainda estava no ombro dele. Ela estava de olhos fechados. Ele ficava brincando com o cabelo dela, e deu um pequeno beijo na sua testa. Ela abriu os olhos, e sorriu. Seus olhos se olhavam fixamente um pro outro, e depois se fecharam devagar, os seus låbios se tocaram lentamente, e eles se beijaram. Quando o beijo acabou, eles se abraçaram forte.
-Eu quero vocĂȘ de novo Jack.
-Eu sei pequena. -ele sorriu- fica aqui comigo, a gente tem que tentar um milhĂŁo de vezes atĂ© dar certo.Â
Eles sorriram, seus olhos falavam tudo que precisavam ouvir naquele momento. E se beijaram de novo.
E em alguns dias essa saudade é insuportĂĄvel à como se o ar faltasse, minhas pernas falhassem. NĂŁo existe força pra nada. E tudo vira.. automĂĄtico. E tudo faz lembrar vocĂȘ. Um texto, uma mĂșsica, uma rua, um sabor de sorvete. Como vocĂȘ ainda consegue ter esse efeito em mim? Isso devia ter passado. PaixĂŁozinha acaba, cedo ou tarde acaba. Mas ainda sinto algo por vocĂȘ, incondicionalmente. SerĂĄ um daqueles velhos clichĂȘs de sintomas de amor? Eu sei lĂĄ, sĂł que a saudade corrĂłi, e a vontade de ter vocĂȘ aqui, e poder te beijar, Ă© devastadora. E alguns tantos jĂĄ tentaram, mas ninguĂ©m consegue ocupar o seu lugar. Como vocĂȘ ainda consegue fazer isso? Eu praticamente orbito ao seu redor. Minha existĂȘncia quer a sua. Eu quero seu corpo, sua boca, seus braços. Quero nosso amor, de volta. VocĂȘ, de volta. Porque tudo que eu faço Ă© por ou pra vocĂȘ, mesmo sem saber. Tanta nostalgia de dias passados que nĂŁo voltam, e eu sĂł queria aquilo tudo de volta. Aquela vida de volta. Aquela vida que vocĂȘ existia do meu lado.Â

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Tem eu. Tem meu amor por vocĂȘ. Tem trocentos quilĂŽmetros aqui, no meio da gente. Tem vocĂȘ. Tem seu amor por mim.
JĂĄ nĂŁo dĂłi mais, mas continua a fazer falta. Tem um vazio aqui, como se estivesse faltando algo, como se estivesse incompleto. Mas na verdade estĂĄ. Falta vocĂȘ aqui. E lembranças sempre insistem em vir, acompanhadas de muita nostalgia e sorrisos, e muitas vezes, vem junto com a saudade. As vezes lĂĄgrimas insistem em cair, e os olhos incham, e ficam vermelhos. E entĂŁo sinto tanta falta. Seu sorriso, sua voz, seus olhos, seus abraços, seus beijos. Tudo faz falta. Mas nĂŁo dĂłi como antes. JĂĄ doeu tanto, por tantos meses, que agora sĂł a saudade fica. E a vontade de vocĂȘ de volta.
Eu amo vocĂȘ, apesar de tudo. Tantas idas, tantos quilĂŽmetros, tantas despedidas. Eu amo vocĂȘ apesar de estar tĂŁo longe, apesar de nĂŁo estar aqui, e nem comigo. Amo pelo que a gente viveu, por tantas sorrisos e por tanto "amorzinho". Coisa clichĂȘ. NĂŁo sei dizer por que, mas Ă© clichĂȘ. NinguĂ©m vive sem amor, mesmo que esse amor te faça sofrer, espernear, chorar, gritar escandalosamente sĂł pra poder tentar parar de doer. Amor Ă© algo tosco. Idiota. RidĂculo. Coisa de gente fraca. E por mais forte que vocĂȘ seja, vocĂȘ vai amar um dia, e vai se tornar um idiota fraco. Vai ficar retardado e sorrindo por lembrancinha, nĂŁo Ă©? Acho que todos nĂłs estamos condenados a amar, nascemos por fruto de amor, ou fruto de uma atração. Mas uma atração forte. Condenados a amar, pais, irmĂŁos, amigos, um animalzinho, alguĂ©m. Talvez um dia vocĂȘ vai passar na rua e sentir um amor atrativo por alguĂ©m que nunca tinha visto. Amar um sorriso, um perfume, uma musica. Mas vai amar e se divertir com aquilo. Vai sofrer por nĂŁo lembrar o nome daquela musica. Vai sofrer por seu alguĂ©m nĂŁo estar com vocĂȘ. Ă o amor, meu caro amigo. Ele fode com a gente, acaba com o seu ser, com a sua vida, te faz melancĂłlico. Mas te faz sorrir. Sorrisos melancĂłlicos, mas felizes. E faz vocĂȘ viver. E vocĂȘ vai amar alguĂ©m, ou algo, apesar de tudo. E vocĂȘ vai ter que superar. E vocĂȘ vai conseguir ser feliz. Porque o amor Ă© essa desgraça, essa coisa destrutiva e construtiva, despreziva e amĂĄvel, coisas opostas, seres opostos. Vai te fazer sentir vivo, apesar de tudo. Talvez seja por isso que eu te amo. VocĂȘ me destrĂłi e constrĂłi vocĂȘ Ă© amĂĄvel, Ă© desprezivo. Mas me faz sorrir, e me sentir viva. Eu te amar Ă© clichĂȘ, e te querer, Ă© mais clichĂȘ ainda.
Apesar de tudo a gente ama, querendo ou nĂŁo. Amor Ă© tosco e clichĂȘ, meu caro amigo.