Robin Hood é a tentativa do dia de emplacar alguma franquia de filmes com uma "nova" versão reciclada de qualquer história clássica. Se já não deu certo com o Rei Arthur, que até era um filme interessante, imagina com essa catástrofe, já anunciada pelo trailer, que eu não vou me dar ao trabalho de botar um link.
O molecote do Kingsman veste o largo capuz do Robin Hood, sem muito sucesso, num filme que tenta se criar numa cenografia e num figurino anacrônico. Nas cruzadas do inicio do filme os caras vestem umas roupas que parecem as do exercito americano de hoje em dia e andam com o arco, fazendo inflitração pelas vielas como se estivessem com um rifle de assalto na mão, sem mencionar que existem umas besta metralhadora. Depois tem uns lugares até interessantes, mas que nunca encaixam com nada, com todo mundo usando uns ternos repaginados e couro. Muito couro. Se já reparou, tô aqui falando de roupa e locação por que se tirar isso não sobra nada de bom. A história é mema porcaria de sempre, com umas coreografias qualqué coisa e uma identidade de playboy pra encobrir a criminosa, baseada no Bruce Wayne ou no Don Diego de La Vega, pode escolher. O Robin Hood agora tambem entrou na onda do crossfit. É muita inovação. Ninguém parece muito afim de estar ali. O Garoto até pegou um peso pra ficar parrudinho, mas falta rodagem e entrega pra carregar o filmeco. Tem uma ou outra tomada interessante perdida pelo levante dos excluídos do terceiro ato, mas não vale esperar pra ver isso. A verdadeira recompensa é uma gargalhada larga e honesta que só vem no final, quando fica claro que o filme na verdade é um prequel da história clássica do Robin Hood, porque os caras tinham uma certeza tão ferrenha de que o negócio ia bombar, que não se deram ao trabalho de dar um final pro filme, já engatilhando o gancho pra sequencia na cara dura. Confesso que a prepotência desses pobres diabos colocou um sorriso no meu rosto que nem tem boca. Todo mundo pode e deveria sonhar.