Já faz tempo que o lixão da Ribeira foi transferido para Rosário. Nós aplaudimos o pessoal da região não deve ter gostado, mas aconteceu. Se o lixão já não existe, qual o motivo da presença de tantos urubus na cabeceira do aeroporto Cunha Machado? Resposta simples; as pessoas transformam cada esquina em lixão. Cultura, falta de educação?, seja o que for, por pouco não estaríamos agora falando…
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Depois do governador de São Paulo João Doria mandar recolher da sala de aula material didático explicando a diferença entre sexo biológico e gênero, o prefeito do Rio de Janeiro manda recolher da Bienal do Rio um livro de HQ com um desenho de dois homens se beijando. Eu me pergunto porque a pauta LGBT incomoda tanto João Doria, Marcelo Crivela e Jair Bolsonaro. . A resposta é óbvia demais. . #sefereminhaexistenciaeusereiresistencia #naovaitercorte #censuranabienal #handrenrique #crivela #doria #bostanaro #censuranuncamais #censura #handrenrique #lgbt #lgbtqia #lgbtfobia #transfobia #transisbeautiful #nenhumdireitoamenos #umpaisdetodos #patriaeducadora #paisricoepaissempobreza #OBrasilFelizDeNovo #freelula #lulalivre #repost @acervohistorico (em Bienal do Livro Rio) https://www.instagram.com/p/B2Il11eH2cf/?igshid=1upaz1mroczso
Ok né, e hoje é sexta-feira e nada do nosso pagamento. Até quando vão ficar nesse impasse? Saco isso, nós não trabalhamos de graça, temos casa pra sustentar, contas, filhos pra alimentar, saímos de casa pra cuidar de que precisa de nós, pra exercer nossa função e o que recebemos? Atraso de salário, escassez de material de trabalho, falta de medicamentos e ninguém nos dá uma posição de nada, ficamos só nos rumores, nunca vi uma empresa não lidar diretamente com seus funcionários. #Prefeitura #rj #Hospital #salarioatrasado #RochaFaria #Prefeito #Crivela (em Rio de Janeiro, Rio de Janeiro)
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Crivella anuncia que não destinará verbas para Parada Gay no Rio e irrita militância LGBT
Crivella anuncia que não destinará verbas para Parada Gay no Rio e irrita militância LGBT
O prefeito Marcelo Crivella (PRB) despertou a fúria dos movimentos LGBT do Rio de Janeiro ao anunciar que a prefeitura não destinará verbas para a organização da Parada Gay na cidade por causa da crise econômica.
A decisão gerou acusações de que Crivella – que é bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus – tem “preconceito contra cidadãos LGBTs”, de acordo com informações da Rádio…
Não é só no Brasil. Ao redor do mundo a política tem estado conturbada. Como serão os próximos anos e até onde tem dedo da tecnologia nesta mudança.
Em Janeiro deste ano a Wired (uma das principais publicações sobre inovação) listou entre suas previsões que este ano teríamos a primeira eleição norte-americana decidida no Facebook. Enquanto esperávamos para ver se a profecia se realizava uma série de situações sócio-políticas se desenrolaram ao redor do mundo. Aqui no Brasil temos bons e grandes exemplos. Uma presidente foi demitida, cidades como o Rio de Janeiro tiveram resultados inusitados em suas urnas e o Facebook se tornou uma insuportável plataforma de despejos de opiniões (algumas estruturadas e outras nada lógicas). Todos os grandes assuntos globais (como a migração de refugiados pela Europa) tomou de assalto a Internet multiplicando o impacto destes temas em escala nunca vista anteriormente. O artigo deste post referencia a descrença e a frustração do Vale do Silício com o resultado das eleições mas todas as bizarrices que assolam o planeta - na opinião do Pulsotech - têm sua origem em um processo de mudança que foi instalado pelas novas tecnologias, em destaque pelas redes sociais. Pelas crias do Vale.
O Facebook citado pela Wired parece já uma realidade antiga e muitos acreditam que já está ficando velho. A verdade, no entanto, é que somente nos últimos anos esta plataforma social se tornou um canal abrangente que atinge todas as faixas etárias e sociais ativas politicamente. Antes disso, o discurso e os debates de idéias eram administrados por alguns poucos canais de mídia de massa como as emissoras de TV e rádio. O mundo era populado por uma enormidade de visões, idéias e opiniões mas os canais de TV trabalhavam como um filtro para as lutas exibidas nos Coliseums humanos. Noticiários e programas de debates escolhiam os temas a serem confrontados e as possíveis discussões e posições eram filtradas pela disponibilidade de meios de massa. Quando a Internet trouxe o Facebook as mídias de massa perderam este oligopólio e de forma muito rápida as milhares de vozes que não conseguiam chegar aos programas de rádio, colunas de jornal e programas de TV encontraram um palco para se exibirem, se degladiarem e se aglutinarem. Hoje, alguém com uma ideologia minoritária consegue encontrar uma centena de pessoas alinhadas pela rede social e mesmo que o total agrupado represente bem menos que - por exemplo - os 200 milhões de brasileiros, estas pessoas se vêem respaldadas e incentivadas a gritar suas convicções de forma menos tímida que na época em que não chegavam aos palcos das grandes mídias. O resultado é uma gritaria infernal e um processo frágil de validação de conceitos sem nenhuma base lógica por trás. “The horror. The horror”.
Mas calma. Embora tenhamos uma (ou duas) década(s) extremamente conturbada(s) pela frente acredito que depois disso o mundo sairá mais maduro dessa guerra. Sim. Guerra. Enquanto que os conflitos bélicos anteriores tenham surgido de interesses políticos e comerciais a próxima Guerra Mundial poderá eclodir de uma bagunça digital hospedada pela Internet. E do mesmo jeito que a Guerra Fria poupou o uso efetivo de armamentos, esta nova guerra poderá usar mais cartuchos digitais que armas de fogo.
A situação é a seguinte: da noite para o dia a população mundial foi colocada num mesmo Coliseum com cada ser humano dotada de poderosos alto-falantes. Isso significa que todas as bizarrices que foram desenvolvidas nas cacholas humanas sem diálogo foram escancaradas para debate. Não tem como não terminar em caos. O que temos hoje é a ignorância humana (leia-se como “falta de informação” e não burrice, embora a última exista em abundância) sendo jogada de supetão no palco social e conflitando com outras posições sem um editor para organizar o debate. É a Democracia na pior forma elucidada por Benjamin Franklin. Todos falando ao mesmo tempo como se tivessem razão. Todos saídos de uma cultura onde o importante é impor sua idéia ou convencer o outro de que você está certo.
As empresas de tecnologias já entenderam a importância de se perceber que existe uma grande chance de que suas convicções estão erradas. Funcionários de grandes empresas como Google e Facebook são estimulados a expor suas idéias mesmo que elas não tenham muitos adeptos. Inclusive, segundo William Barnett (Stanford), uma idéia correta com poucos adeptos é mais valiosa que uma que ganha consenso imediato porque a primeira tem mais chances de ser inovadora, pioneira. Mas para essa cultura dar certo cada funcionário precisa aprender a ouvir, discordar e absorver opiniões opostas. Só esta troca permite que se chegue a um formato final onde a idéia inicial é devidamente lapidada para uma que tenha mais chances de sucesso. Ter razão é uma virtude despriorizada. O importante, inclusive para líderes, é se permitir ser questionado e questionar.
Mas embora esta cultura já exista no Vale ela ainda era uma realidade bem distante da sociedade global. Longe de inovador, o sistema ideológico vigente se baseava em estruturas como escolas e universidades cujos currículos são compostos de matérias prontas e inflexíveis com baixíssima velocidade de atualização. Conceitos formulados há décadas. Autores e livros antigos. Não existe uma plataforma de fácil acesso para testar estes conceitos no mundo real. As idéias são confirmadas por idéias. Os conceitos são solidificados e classificados como verdadeiros caso parecessem lógicos. Mas a própria matemática - mãe da lógica - reconhece a fragilidade de provas lógicas em brilhantes exposições como os Paradoxos de Zeno. A primeira regra de uma startup é que sua idéia, por mais lógica que seja, irá mudar quando a realidade bater à porta. O mesmo acontece para convicções sócio-políticas.
O caos do mundo hoje é que nos próximos anos as milhares de convicções políticas serão testadas ao mesmo tempo em diferentes partes do mundo. Milhares de pessoas se agruparão em torno de absurdos protegidos por discursos lógicos (ou até sem convicções ilógicas sustentadas por dissonância cognitiva) para conseguir implementar projetos e experimentar suas idéias. Com isso, teremos em um curto espaço de tempo o maior volume de fracassos da história da humanidade… e isso é bom.
Tomemos como exemplo nosso Brasil. Você pode concordar ou discordar com o projeto social do PT mas é inegável que ele terminou fracassado quando a Dilma sofreu impeachment. Alguns argumentariam que fracassou porque entre os objetivos sociais e o projeto de execução existia um abismo aniquilador. Outros argumentariam que a presidente não conseguiu se relacionar com o sistema para garantir a sobrevivência do projeto. De qualquer forma, o PT fracassou. E isso é bom. É bom porque saímos deste processo com uma melhor visão sobre a importância que a sociedade dá para projetos sociais e com um dever de casa de como realizar isso de forma realista e eficiente. Mas até que este aprendizado amadureça teremos muita gritaria e novos fracassos. O mesmo poderá acontecer nos EUA, em um extremo ideológico oposto. O recém eleito presidente Trump vai encontrar desafios enormes para cumprir com suas promessas e grandes fracassos virão pela frente. Vai ser difícil. Vai ser bem difícil. Mas se a ideologia do Vale do Silício estiver certa (pode não estar) estes erros levarão à reformulação de convicções não testadas e a uma avaliação do que é certo e do que funciona. O problema é que para aprender, o ser humano é obrigado a cometer o mesmo erro mais de uma vez. Até porque existem forças hábeis no processo de comunicação que se especializaram em dificultar o aprendizado jogando novas teorias infundadas para justificar o fracasso de teorias infundadas. O caos irá estimular a volta de ditaduras e alguns tentarão gritar mais alto para escapar da agonizante bagunça ideológica. Prepare os nervos porque o Facebook vai ficar mais irritante antes de melhorar.
Enfim. Nossa crença é de que em 10 ou 20 anos teremos uma sociedade global REALMENTE mais conectada. Não só pela Internet, mas por um maior alinhamento de convicções e idéias. Por uma maior vontade de ouvir. Por uma maior receptividade à critica. Isto porque todos nós passaremos por grandes erros quando nossas convicções forem postas à prova por políticos eleitos. Nesta guerra de idéias muita gente vai sofrer. Mais crises. Mais desemprego. Mais conflitos reais e digitais. Mas não se desespere. Depois da turbulência global teremos um mundo melhor. Apertem os cintos. Vai ser com emoção. E antes de apontar o dedo para os apoiadores de Trump, reconheça que em parte eles podem estar certo e você pode estar errado. É difícil, mas o diálogo não será aberto se um lado tem certeza absoluta de que está certo (e isso inclui o seu - ou nosso - lado).
PS: Esta é minha convicção. Fique à vontade para concordar, discordar e discutir.