O primeiro passo para a realização deste trabalho foi procurar infografias no Google e no Pinterest, uma vez que nunca tive contacto com este tipo de representação de informação anteriormente.
Após a recolha de uns exemplos que mostravam estar bem feitos e a decisão do tema (concurso americano de Drag Queens: “Rupaul Drag Race”), decidi escrever um documento Word em que coloquei toda a informação que desejava representar na infografia. Apartir desta fui pesquisar novamente na internet, pelos locais que me dariam tais informações, indo desde fóruns no Reddit, até às próprias paginas de social media de cada Queen e até votações no google formulários.
Com toda a informação e registo da mesma no documento, chegou a fase de delinear o esquema da futura infografia, numa imagem rudimentar desenhada no Paint. Apesar da imagem não ter sido seguida totalmente, por motivos estéticos e até informacionais, este passo foi fulcral para organizar todas as ideias e não perder noção do local onde cada informação ou imagem encaixava.
Lembrando-me que este tipo de representações tem como base a cor e a fonte, dediquei tempo à procura da melhor palete de cores, bem como estudando qual seria a melhor fonte. Por motivos de facilidade na leitura e beleza estética, decidi utilizar a “AG_Helvetica”, no que toca a cores, baseei-me nas cores do próprio programa, utilizando assim duas variações de rosa e azul, tal como o papel de parede do palco do concurso.
Tendo as bases da infografia definidas, foi altura de pesquisar imagens do logotipo do programa, das vencedoras, bem como outras Queens marcantes, que seriam referidas no decorrer da imagem. O logotipo foi depois transformado em vetor no Adobe Ilustrator (de modo a encaixar melhor, a nível estético, na restante imagem) e as imagens das vencedoras foram todas incluídas em apenas uma, para mais facilmente representá-las.
De notar, que toda a imagem foi montada através do programa Adobe Photoshop, sendo utilizado o Adobe Ilustrator pontualmente, aquando a necessidade de transformar imagens em vetores.
Terminada a primeira parte, achei por bem referir os básicos do spin-off desta série, o “Rupaul Drag Race: All Stars”. Isto é, mostrar a timeline de cada temporada e as vencedoras.
Para esta parte, inverti o uso das cores, colocando o azul como fundo e o rosa como um detalhe ocasional, mas mantendo-se a mesma tonalidade utilizada na série e nas outras partes da infografia. Como transição achei por bem utilizar Gaussian Blur entre as cores de fundo, rosa e azul, para dar uma sensação de continuidade, mas ao mesmo tempo separando visualmente uma informação da outra.
No final, selecionei as principais fontes de informação e coloquei no fim da imagem.
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Este trabalho começou por uma procura de referências estéticas sobre o filme: poster, paletes de cor, imagens do filme, passagens do livro e até revendo cenas do filme. Com toda esta informação, achei por bem que a composição visual fosse algo relacionada com a metáfora utilizada no filme sobre o pêssego e aquilo que ele representa para as duas personagens.
O pêssego é a representação de liberdade, descoberta, intimidade e tentação, tudo temáticas que são possíveis de ser vistas ao longo de todo o filme, quer entre Elio quando este está sozinho, quer quando ele se acompanha de Oliver ou Marzia.
Após a idealização de como a composição iria ficar, foi necessário procurar imagens de pêssegos. Era necessária uma imagem que tivesse apenas dois pêssegos e algumas folhas, uma vez que não encontrei uma assim, editei a imagem escolhida e rodei a mesma de modo a que esta ficasse mais interessante numa composição vertical. A inspiração para como a imagem deveria ficar veio do próprio poster do filme e capa do livro em que só aparecem as duas personagens principais: Elio e Oliver, num fundo azul.
Com a imagem preparada para colocar texto, o próximo passo foi procurar tipos de letra que se associassem à estética do filme. Tendo em conta o titulo no poster, créditos do filme e capa do livro, achei que ficaria bem encontrar um tipo de letra que se parecesse com escrita manual, para utilizar no texto a representar os pêssegos e as folhas. O tipo de letra escolhido foi o designado “Blzee”, criado por Blaise Kal. Para os créditos da composição visual, procurei o tipo de letra utilizado na capa do livro e no poster do filme, sendo este o “Arial Rounded MT Bold”.
Com tudo preparado para a colocação do texto, achei por bem antes dessa mesma fase definir o que cada parte do pêssego significaria, pois assim seria mais fácil a seleção das citações e a decisão de onde as colocar na imagem.
A casca do fruto considerei o como os outros viam a relação de Elio e Oliver, algo que represente estes dois apenas à superfície. O interior são as vivências deles, aquilo que apenas os dois passaram e sabem, as experiências vividas. O caroço representa os segredos que estes guardam, o que lhe é mais intimo e apenas lhes pertence. Finalmente, as folhas são uma metáfora para a questão que mais os rondava durante a totalidade da obra.
Com isto em mente, comecei pelas folhas.
“Is it better to speak or to die?”
A citação escolhida é uma passagem de um livro que a mãe de Elio lhe lê, numa altura em que este não sabia se arriscava e era honesto com Oliver admitindo ter sentimentos por ele ou se simplesmente ignorava-os e vivia a sua vida questionando-se como teria sido. Esta é também proferida por Elio a Oliver, mais tarde, dando a possibilidade de Oliver se questionar sobre o que desejava. A colocação desta interrogação nas folhas, vem da ideia que estas, nas árvores, também estão constantemente a rondas os frutos, envolvendo-os e por vezes escondendo-os.
Seguidamente, a escolha para a casca do pêssego debruçou-se no discurso de pai de Elio.
“When you least expect it, Nature has cunning ways of finding our weakest spot. Just remember: I am here. Right now you may not want to feel anything. Perhaps you never wished to feel anything. And perhaps it’s not to me that you’ll want to speak about these things. But feel something you obviously did. Look - you had a beautiful friendship. Maybe more than a friendship. And I envy you. In my place, most parents would hope the whole thing goes away, to pray that their sons land on their feet. But I am not such a parent. In your place, if there is pain, nurse it. And if there is a flame, don’t snuff it out. Don’t be brutal with it. We rip out so much of ourselves to be cured of things faster, that we go bankrupt by the age of thirty and have less to offer each time we start with someone new. But to make yourself feel nothing so as not to feel anything - what a waste! And let me say one more thing. It will clear the air. I may have come close, but I never had what you two had. Something always held me back or stood in the way. How you live your life is your business. Remember, our hearts and our bodies are given to us only once. And before you know it, your heart is worn out, and, as for your body, there comes a point when no one looks at it, much less wants to come near it. Right now there’s sorrow. Pain. Don’t kill it and with it the joy you’ve felt.”
Este discurso é a representação, a meu ver, do que os outros personagens viam a acontecer entre Elio e Oliver, porém com um caracter muito mais familiar e de auxilio, uma vez que o objetivo seria animar Elio após o fim da sua relação. A mensagem a retirar daqui será o ensinamento de que é melhor sentir algo e magoar-nos do que não sentir nada, sendo este um ponto de viragem para Elio, onde este aceita o fim inevitável de tudo.
Ainda como casca do pêssego, também achei importante colocar um texto diferente, um que tivesse sido dito por Elio ou Oliver, mas que se traduzisse pelas suas ações, modos de agir, comportamentos em público, entre outros.
“Call me by your name and I’ll call you by mine.”
Apesar de isto ser algo dito por Oliver a Elio na sua intimidade, conseguimos ver esta citação por todo o filme, desde a chegada de Oliver até à chamada final do filme.
Para o interior do pêssego, escolhi duas memórias distintas. Do lado esquerdo coloquei o diálogo entre os dois personagens, na última chamada telefónica que estes partilham antes do casamento de Oliver.
“Elio? Are you there? I’m here, I’m here. How are you? Fine. How are your parents? Fine, too... I miss you. I miss you too. Very much. I have some news. What news? You’re getting married, I suppose. I might be getting married this spring. You never said anything. It’s been off and on for two years. But that’s wonderful news! Do you mind? You’re being silly… My parents know about us... I figured. How? From the way your father spoke - he made me feel like a member of the family - almost like a son-in-law. You’re lucky. My father would have carted me off to a correctional facility. “Elio, Elio”. Oliver, I remember everything.”
No lado direito, coloquei a primeira conversa que os dois personagens partilham no inicio da relação.
“Follow me. I’ll show you a spot visitors have never seen. That is, if you have time. This is my spot. All mine. I come here to read. I can’t begin to tell you the number of books I’ve read here. Do you like being alone? No one likes being alone. But I’ve learned how to live with it. Are you always so wise? So very wise? I’m not wise at all. I told you, I know nothing. I know books, and I know how to string words together - it doesn’t mean I know how to speak about the things - about the things that matter most to me. But you’re doing it now - in a way. Yes, in a way - that’s how I always say things: in a way.”
Estes dois diálogos não têm distinção entre quem começa a falar, pois representam memórias e estas não são organizadas, lembramo-nos dos sentimentos e de parte do que foi dito, mas sem muita regra ou uma lembrança constante e muito realista. Estes dois textos agem mais como as vozes que ouvimos quando nos lembramos de algo que aconteceu na nossa vida.
Finalmente, para o caroço, a parte mais interior e dura de todo o fruto, achei que seria melhor escolher algo que representasse Elio e Oliver como eles se viam um ao outro, algo que os identificasse apenas a eles e que só eles sabiam que existia.
“Elio, Elio, Elio. Oliver, Oliver, Oliver.”
Apesar de tão simples, o chamamento do outro pelo próprio nome, no sentido literal, é algo que apenas eles faziam, quase como confirmação que o outro existia e que estava lá ao seu lado. Na composição visual, repeti diversas vezes, de modo a formar a textura e o formato do caroço.
Depois da escolha dos texto e definição dos locais dos mesmos, abri a imagem dos pêssegos no Adobe Ilustrator e selecionando por cima de cada parte desejada, escrevi os textos nos seus sítios, tendo de colorir depois.
A cor foi escolhida apartir de uma palete de cinco cores representantes do pêssego. Com a imagem original por debaixo do texto, selecionei este, parte por parte e fui colorindo de acordo as transições de cor. O objetivo era dar um efeito mais realista à composição, fazendo que quando se olhasse para ela, não se percebesse somente texto, mas sim dois pêssegos com folhas.
Com esta parte terminada, coloquei no Adobe Photoshop a imagem dos pêssegos e o texto final. A imagem original serviu apenas para seleção dos frutos e a expansão da seleção, de modo a colorir este fundo de branco, dando mais ênfase a todo o texto. Também neste sentido, foi duplicada a camada do texto e colocada como Multiply.
O fundo escolhido, como já referi, foi o mesmo azul utilizado quer no poster do filme, quer na capa do livro.
No âmbito da unidade curricular de Design e Comunicação Visual, foi proposto pela Sra. Prof. Cristina Ferreira, a elaboração de uma composição visual. Isto é, a criação de uma capa e um CD, que se baseie na música escolhida pelo aluno.
Durante uma primeira fase, analisei várias possíveis músicas, criando vários esboços de como a capa e o CD poderiam ser. A escolha final foi a “My Kind of Woman” do cantor canadiano Mac DeMarco.
Esta é uma música calma e feliz, que demonstra uma paixão imensa pela amada de DeMarco. “My Kind of Woman” evoca ainda calma e esperança no ouvinte, devido ao instrumental repetitivo e com formações típicas do género Indie e Slacker Rock.
Como a música é um tributo à “mulher perfeita”, comecei por pensar como é que esta se poderia caracterizar e algo que exista em comum entre todas as mulheres, daí ter surgido a ideia de colocar um conjunto de objetos espalhados na forma de um coração.
A escolha destes objectos vem da observação dos conteúdos existentes dentro de diversas malas (presentes na Recolha Fotográfica) e da visualização de vídeos no Youtube de “What’s in my purse”.
Com isto ficou a faltar o esboço do CD, pelo que considerei interessante manter a simplicidade do mesmo, uma vez que a capa já é um pouco complexa, com diversos elementos. Após rever o videoclip da música, reparei que logo no inicio DeMarco coloca batom, algo que se tornou uma imagem de marca do cantor, sendo por isso a minha escolha de colocar a marca de batom no CD.
Relativamente às cores, após uma breve leitura e análise considerei interessante a utilização do vermelho e azul. O vermelho, uma vez que remete ao amor e à paixão e o azul devido ao sentimento de paz, lealdade, tranquilidade e estabilidade da música. De modo a criar mais contraste, estas foram colocadas uma sobre a outra na capa, isto é vermelho de fundo e objetos a azul, enquanto que no CD achei por bem colocar ao contrário, ou seja o mesmo tom de azul de fundo e a forma dos lábios a vermelho, devido ao infame batom vermelho utilizado no videoclip.
Esta composição visual é muito baseada na Gestalt, principalmente no que toca à formação do coração “invisível” através da proximidade dos vários objetos selecionados e colocados na capa.
No que toca a técnicas de comunicação visual, existem várias em que me baseei para a elaboração deste trabalho, começando pela fragmentação, devido à decomposição do coração em vários outros elementos de caracter individual. Ainda relativamente à capa, poderemos falar de complexidade, uma vez que devido a tantos objetos, este é visualmente complexo, porém pode facilmente compreender-se como apenas um elemento.
O CD por outro lado tem como técnica a simplicidade, devido à utilização de apenas uma imagem (o beijo), que por si só é um elemento simples.
Podemos mencionar a nível de elementos básicos de comunicação visual presente nesta elaboração visual: a cor, sendo esta uma das principais, o movimento, devido ao movimento implícito nos objetos, parecendo que estes caíram de uma mala, a linha, sendo esta subentendida no coração, mas literal no beijo. Finalmente, podemos mencionar a textura, devido aos lábios.
Para a elaboração desta composição visual foi necessário a utilização do Adobe Ilustrator, para a criação dos vetores a serem utilizados e o Adobe Photoshop para a montagem de todos os elementos.