Compactados đ #nofilter #subte #metro #compactados #compacted #igers #ig_caba #ig_buenosaires #ig_argentina (en Estacion Medrano)
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Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
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Bom dia!đ· Hoje resolvemos compartilhar um vĂdeo com as nossas embalagens de compactados em algumas linhas de nossos clientes. Um mais lindo que o outro...đ #plasmedix #makeup #marcademakeup #compactados #maquiagem #marcas
Textos Compactos
BRECHAS DE LUZ
Era madrugada quando Martha saiu pelo portĂŁo do hospital. Sentou-se no ponto de ĂŽnibus, cansada. O trabalho de enfermeira era difĂcil, mas era necessĂĄrio para a sustentar.
           A densa neblina a cegava, mas a rua estava sempre vazia, então não importava. Ela jå se acostumara a viver nessa solidão. Havia se mudado para o Conjunto Nacional dois anos atrås, querendo viver em um lugar mais movimentado. Apenas saber que as pessoas estavam vivendo e se movimentando por perto jå a acalmava. Passava seu tempo livre em casa, assistindo a filmes ou lendo. Frequentava poucos lugares, e não mais notava as pessoas e coisas ao seu redor.
           O barulho do automóvel acelerando a despertou. Havia perdido o Înibus. Começou a andar råpido, o olhar baixo. Acabou prendendo o pé em um bueiro, caindo na calçada próxima a seu prédio. Ela sentiu uma dor imensa e olhou ao seu redor procurando ajuda. Não havia ninguém. Teria que esperar.
           Tudo foi se enchendo de luz. Martha esqueceu-se da dor, olhando ao redor, deslumbrada. Enquanto observava a cidade, alguns passantes pararam para ajudar. Martha fechou os olhos e sentiu o sol em suas bochechas até ouvir o som da ambulùncia. Sorriu.
DE REPENTE
Som das buzinhas e dos motores, relaxante, preenche ausĂȘncia solidĂŁo.
Pedestres na avenida (onde , como , quem?). Pouco importa.Gente demais nesse prédio.
Som da porta (batida), irritante. Convite para ato na rua, todos do prédio. Não sabe qual ato. Olhares "assim" . Suspiro, tenham bom dia. Noite seguinte: som de gritos, quebra tudo. Novo convite. Tentador agora.
Gritos envolvendo. Vontade de sair e gritar também. Não seria tão mal sair, seria?Sofia pega o casaco.Junto, grupo, elevador. Abrem-se portas.
Brisa da noite, gritos, por dentro, importa sim.Â
CAFEĂNA
       Despertador toca. Ela levanta, vai ao banheiro, se veste. Batida na porta. Um homem pergunta sobre o dinheiro do aluguel. NĂŁo hĂĄ. Um tapa. Ela tem uma semana. Na saĂda um cuspe, outro tapa. RelĂłgio. Ela estĂĄ atrasada. Corre. Elevador. Rua. Cafeteria. Coloca o avental e começa a servir xĂcaras. Durante a semana tudo igual. Gotas de suor na testa, avental sujo, pernas cansadas. Passou o prazo. No Domingo de manhĂŁ uma batida. Porta se abre, o homem lhe dĂĄ um beijo violento. Ela lhe entrega o maço de dinheiro. Ă sĂł isso que tem? MĂŁos apertando o pescoço da mulher que grita e pede mais tempo. NĂŁo. Com as sĂșplicas vem a força, ela Ă© jogada contra a parede. Roupas arrancadas no chĂŁo. Rosto na parede, lĂĄgrimas correm. Ele nĂŁo pede permissĂŁo.Violentada. Pernas ensangĂŒentadas. O rosto coberto de vergonha. A porta fecha, ela fica sĂł.
           ApĂłs dias, uma manhĂŁ. Na cafeteria, se encontram. Ela serve. Quando toma da xĂcara, veneno na boca. A caminho do banheiro cai duro. Ela recolhe. No porĂŁo o corpo jogado. Achou uma fim para ele, moedor de cafĂ©. CafĂ© da carne moĂda.Â
LUCERNA
Gota na janela do 8007-P. NĂŁo se mexe. Transitando atravĂ©s da Rua Augusta noite de sĂĄbado, nĂŁo hĂĄ muito o que fazer: pedestres loucos de. Maria LĂșcia gosta de assistir. AtĂ© tenta imaginar quem seriam. Por que estariam no meio da Rua (pra quĂȘ?). Por que aquela menina estaria agora chateando, sentada na sarjeta? NĂŁo Ă© a Ășnica face reconhecida. VĂĄrios frequentadores do Conjunto. Onde quem consegue se encontra pra depois descer. Subir o terraço, assistir a um filme, Maria LĂșcia gostaria de fazer, porĂ©m nĂŁo arranjava tempo. Ela gosta de assistir. O Conjunto Ă© muitas coisas. VĂĄrias lojas, mas muito espaço para andar (limpar). O pĂ© direito alto faz Maria LĂșcia se sentir igual aos outros. NinguĂ©m alcança aquele teto. Ela nĂŁo gosta do produto que tem que usar no chĂŁo. Deixa o chĂŁo mais brilhoso. As pessoas ficam mais felizes. Menos a menina sentada na sarjeta, nĂŁo para de soluçar. Maria LĂșcia olha. Ela procura cara suspeito. Esses homens da Augusta muito doçados ou muito alcoolizados ou por vezes loucos de sobriedade. Nenhum alcança o teto. Alguns sĂŁo grandes, ilustres mestres espirituais. Garota sentada na sarjeta. Dona Augusta inclinada. HĂĄ meia hora o 8007-P parado. Alguns descem, desistem. A menina continua lĂĄ. Tudo molhado ela quase flutua. Maria LĂșcia se pergunta se ela realmente existe. NĂŁo deu mais para o 8007-P. Pessoas que permaneciam levantam. Ela desce. Ela existe. Nunca havia estado tĂŁo prĂłxima da Dona Augusta antes. ViolĂȘncia, jĂșbilo, gozo e sobretudo voracidade. Vigor. Voltar pra casa nĂŁo Ă© opção. Ela prefira virar a noite ali. A menina molhada. Maria LĂșcia aproxima guarda-chuva. Ela tambĂ©m coberta. A menina custa a perceber. Olha. Elas entreolham. Pouco sabem, nĂŁo impede de coexistir ali. Aqui.