Observamos, lemos, interpretamos, depreendemos e tomamos decisões a partir do que a realidade se apresenta e nos representa. Mas, os fenômenos da vida são complexos por si, nos escorrega pelas mãos. E, mais do que conhecimentos, saberes e técnicas, precisamos treinar o nosso olhar para atuar por nós e para nós. A experiência do mundo da vida, que inclui o trabalho, os estudos, a pesquisa e as relações pessoais nos dá “lentes” para, de modo simples, atuar responsavelmente pelos ‘objetos’ do mundo, aquilo que nos constitui nessa complexidade. Conhecer a si mesmo é conhecer o que sai e o que chega até você. Por isso, ir até o nosso objeto e fazê-lo vir até nós é importante. Fui à reunião da Comissão Nacional do Benzeno (CNPBz), que ocorreu nas primeiras semanas do mês de julho desse ano, em São Paulo. O objeto de pesquisa tomou outras formas e os ângulos que contornam o meu olhar de uma realidade, a partir dele, também mudaram - sou aquele guri que se encantava pelas cartilhas e jornais de campanhas, que criava imaginários a partir de conversa de colegas de trabalho do meu pai e de meus amigos e irmãos. De forma "louca", mudei, continuo transformando e sendo transformado.









