Oh, aquela ali é LILY JAMES? Não não, é apenas MARY MARGARETH FITZGERALD, uma das vinte selecionadas que veio ao castelo para competir pelo coração do príncipe Hector. Originalmente vinda de WHITES, a dama é da casta TRÊS e possui VINTE E UM anos de idade.
Seria clichê dizer que a vida de Margot nunca foi fácil, mas essa é a mais pura verdade. Deixada na porta de uma casa aleatória no dia 25 de Maio, em um dia de primavera, quase verão, mas em Whites pouco importava quase sempre se fez frio por lá, ou chovia. E naquela noite chovia, chovia muito, e assim como a chuva caia as lagrimas de uma pequena Mary, de uma semana, caiam também. Chorava ela por causa da fome, ou talvez fosse por causa daquela terrível cólica que sentia, ou apenas por falta de um colo materno, e foi o que Marie-Jeanne, uma escritora francesa a recém-chegada em Illéa, a deu.
Marie-Jeanne Fitzgerald era considerada uma das melhores romancistas, seus livros vendiam como água na França e logo ela decidiu expandir suas histórias para fora do próprio país, algo que fora aceito pelo monarca Francês de bom grado, afinal, ter artistas mundialmente conhecidos só traria mais dinheiro a monarquia. Illéa sempre lhe fora um belo país, com belíssimas histórias de amor entre um príncipe e sua futura esposa. Era mais do que fascinada pelas Seleções, assistirá a de Eadlyn como se fosse sua própria de tanta emoção que sentiu. Mudou-se para o país pouco tempo depois do final da Seleção e do então casamento real. Sua vinda para o outro lado do mundo era dada também pela pressão dos pais para que a mulher se casasse logo e parasse de viver romances apenas no papel. Marie-Jeanne, com seus 25 anos, sentia-se mais do que só indisposta a se casar, ainda mais com algum dos pretendentes que os pais lhe arrumavam.
Naquela noite, um pouco mais de um mês depois de sua chegada ao país, a Fitzgerald parecia ser a única na rua que ouvia aquele choro incessante, decidindo então, após algum tempo, sair de casa para pedir que os pais da criança colocassem um fim naquele choro. Surpreendeu-se a francesa, ao descobrir que aquele choro vinha da sua porta, ou melhor, de um cesto com uma criança dentro posta ali em sua porta. De maneira um tanto involuntária, ela pegou a criança para si, a fazendo, então, cessar o choro.
Mary Margaret nunca será tão grata a uma pessoa como é com sua mãe. Solteira e jovem como sua mãe era, mesmo assim ela decidiu pegar uma garotinha, jogada em uma cesta na sua porta, para ela. Alimentá-la e cuida-la como se fosse sua, e que no final virou sua. Junto com Mary naquele cesto havia apenas uma carta, onde os seus pais biológicos pediam desculpas mas esperavam que a pequena encontrasse alguém melhor do que eles, um casal da casta 7 que haviam se deixado cair na tentação que era o amor. Diziam também que esperavam que uma dia a menina encontrasse o amor, assim como eles encontrarem, mas que ela pudesse aproveita-lo da maneira certa. Talvez seja por causa dessa carta de Mary não sente raiva dos pais biológicos, ela entendia que eles apenas queriam que ela encontrasse mais do que o que eles podiam oferecê-la. Não sentia raiva, mas também não sentia vontade de encontra-los outra vez.
Margot cresceu em uma pequena casa em um bairro um tanto rico de Whites, estudou em uma escola particular e teve todo o tipo de educação que a mãe pode lhe oferecer. Fez balé e aprendeu a tocar vários instrumentos, mas a praia dela nunca fora chamar atenção ou ser observada. Gostava de trancar-se no quarto por horas e ler um bom livro, ou escrever um pequeno romance, assim como a mãe fazia. Tocava piano na sala quando estava sozinha em casa, odiava quando a mãe estava por perto a olhando e sorrindo como uma boa mãe babona faz.
Amava Marie-Jeanne por cada pequeno detalhe que a mulher tinha, mais do que admirava o modo como ela havia lidado com toda a situação de ter pego Mary para criar, brigando com os pais por causa disso e acabando sendo afastada para sempre da vida dos pais por causa do fato de ter aceitado uma criança qualquer e nunca um marido. A mãe adotiva de Margot nunca se casou, nunca pretendia fazer isso antes de Mary Margaret entrar em sua vida e muito menos depois. Deu a menina toda a exclusividade de seu tempo sem medo que a pequena Fitzgerald acabasse virando uma garota mimada, sabia que ela nunca seria como as outras garotas mais ricas do bairro. Margot sempre teve como melhor amiga a humildade e a simpatia. Um sorriso nunca saia de seus lábios, até o dia em que um terrível acidente arruinou sua vida.
Alguns meses depois de completar 17 anos, estava sozinha em casa praticando a musica favorita de sua mãe no piano, uma vez que era seu aniversário e logo Marie-Jeanne chegaria de sua viagem à Yukon, onde havia ido para a divulgação do seu novo livro. Quando então o telefone tocou e ela recebeu a pior noticia de sua vida. Sua mãe havia morrido em um acidente de carro chegando à cidade. E assim como há 17 anos, Margot estava sozinha de novo.
Mas sua vida seguiu, afinal, ela não podia ficar trancafiada em casa chorando. Devia viver sua vida, a vida da qual Marie- Jeanne havia lhe proporcionado, devia isso a sua mãe. Logo após a morte da mesma, Margot conseguiu um emprego em uma biblioteca do bairro, e ao acabar os estudos preferiu seguir no emprego, agora em período integral. Depois de um tempo, Margot começou a ser cotada como professora particular nos fins de semana por algumas mães que sempre notaram sua facilidade em aprender e ensinar aos outros o seu conhecimento.
Talvez tenha sido pelo fato da sua vida ter começado a ficar monotoma demais que Mary Margaret se agarrou à Seleção, ou talvez tenha sido a insistência daquelas poucas pessoas restantes do seu circulo de convivência, ou talvez o fascínio que a mãe sempre teve pela competição. Fora provavelmente uma das ultimas da província a fazer a inscrição, deve ser por isso que a mesma se surpreendeu tanto ao ver seu rosto na TV no dia da escolha das selecionadas.
I WILL NOT CHANGE WHO I AM:
Margot sempre carregou consigo a simplicidade que os seus pais biológicos tinham, afinal, alguém de uma casta baixa como a 7 não podia se dar tanto luxos, e alem disso um sorriso nos lábios. Sempre fez o máximo para parecer bem para todos, principalmente para a mãe, queria que a mesma soubesse o quão grata ela é por todas as coisas que lhe foram dadas. Mesmo que sempre fosse o tipo de garota que todos se agradassem com, pelo seu jeito fofo e espontâneo de ser, Margot sempre teve seu lado teimoso, nunca leva desaforo para casa e entra em uma briga pelos seus princípios, esse pode ser um dos motivos pelo qual ela quase nunca teve muitos amigos, isso e o fato de Mary Margaret nunca conseguir se entregar por inteiro a uma pessoa, sempre deixa algo de si faltando. Sua confiança é muito difícil de ser conquistada por completo.
informações básicas sobre o char: