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Nômade por natureza
Cleide Klock, catarinense nascida em Brusque- SC, tem o espírito de viajante como todo correspondente internacional há de ter. Formada em Comunicação Social- Habilitação em Jornalismo e Letras- Alemão pela UFSC, Klock tem uma bagagem de histórias ricas em sua carreira para contar.
Antes de se tornar jornalista e correspondente internacional, Klock já estagiou pela Alemanha, durante sua graduação em Letras, por durante três meses, o que foi sua primeira experiência internacional. Atualmente jornalista- profissão que ama de paixão, ela já viajou pelos quatro cantos do mundo para descobrir, conhecer e se encantar mais ainda pela vida, pelo qual é apaixonada.
Cleide Klock está há 19 anos atuando no campo da comunicação, seja escrevendo em seu blog pessoal e de viagens (“BrasileirasPeloMundo” e “Das Ilhas de Lá, Para as Ilhas de Cá”), ou também como freelancer para as empresas: Carta Capital, Isto É Gente, Monet, Quem, Hola!, ESPN, GQ, Harper's Bazaar, Jornais O Globo, O Estado de SP, O Dia e uol.com.br; gravando para o SBT, Rádio Deutsche Welle e Rádio France International; ou como voiceover dublando projetos para português ou inglês. A jornalista está sempre na ativa, trabalhando incansavelmente.
Por Emerson William e Jéssica Rios
Qual a importância da tradução para a produção da matéria ao correspondente?
Cleide: “Nós traduzimos o tempo inteiro, ao fazer entrevistas, ao fazer o texto, devido à outra língua com a qual estamos falando. Se algum material está em uma língua da qual eu não falo, eu faço o uso do Google Translate, com parcimônia e bom senso. Nunca precisei de um tradutor físico, só em casos como Assembléia Geral da ONU, que nas conferências têm tradução simultânea para o inglês.”

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Qual a importância das agências de notícias na prática diária do correspondente?
Cleide: “As agência são super importantes diante da situação em que vivemos hoje, onde é impossível ter correspondente em todos os lugares. Não é a mesma coisa de estar no local fazendo a matéria, ter aquela experiência de ver e falar com as pessoas, mas assim conseguimos cobrir mais lugares, por exemplo, estou aqui em Los Angeles faço matéria sobre o Texas, sobre a enchente na Flórida, sobre Nova York, Canadá, México… Como jornal é possível abranger mais lugares, porém para nós jornalistas tem meio que aquela frustração de não estar no lugar, ver com os próprios olhos e conseguir transmitir realmente o que está se vendo, nós recebemos o banco de dados com imagens e entrevistas já prontas feitas por outras pessoas que não perguntaram necessariamente o que a gente gostaria de perguntar. Pra quem está em casa assistindo, consegue ter mais notícias de mais lugares, por consequência do trabalho das agências, mas na questão para o trabalho dos jornalistas os veículos acabaram se acomodando muito, eles não precisam ter muitos repórteres e o conteúdo vem de todas as partes do mundo. É super favorável aos donos desses veículos, porque pagam menos para ter mais material, não se tem o custo de ter um correspondente em cada lugar.”
Você se lembra de algum momento em que a cultura de um país foi determinante para que a concepção da matéria a ser elaborada, obrigando-a a rever seus próprios conceitos sobre a questão em foco?
Cleide: “Acho que a todo momento eu preciso entender também a realidade aqui, para poder escrever até para o Brasil de uma maneira não equivocada sobre os assuntos, a gente tem que entender a cultura local sim, para poder transmitir um pouco disso na hora de fazer a reportagem. Tem que se falar um pouco de como os republicanos pensam e como é a cultura deles aqui, por exemplo, que fez com que eles elegessem o Trump. Cada vez que tem um shooting, um tiroteio aqui, nós temos que falar um pouco sobre como que é forte essa cultura de ter arma, o cidadão no caso, falar um pouco de como funciona a cabeça deles, sem preconceito nosso, para assim poder escrever a matéria, mesmo que a gente não concorde com o que está acontecendo aqui, nós temos que entender o que se passa na cultura local para poder explicar e repassar isso na matéria.”
Qual foi a sua formação acadêmica? E o que se destacou em sua formação que te fez tornar correspondente internacional?
Cleide: “Bom, eu sou formada em primeiramente em Letras-Alemão, pela UFSC e logo depois iniciei também a minha graduação em Jornalismo pela mesma universidade. O que se destacou foi que, eu fiz estágio em uma rádio alemã, a Deutsche Welle, por alguns meses. Eu fazia matérias para a língua portuguesa e também trabalhava com o inglês a todo o tempo. Isso me fez alcançar o nível de correspondente.“