Las Mil y Una/ One In a Thousand (2020)
dir. Clarisa Navas -disponible en Netflix-
seen from Chile
seen from United Kingdom

seen from Malaysia

seen from Singapore
seen from United States
seen from United States
seen from Norway
seen from China
seen from United States
seen from Yemen
seen from United States

seen from United States

seen from TĂŒrkiye
seen from Romania

seen from United States
seen from Bangladesh

seen from China

seen from United States
seen from Philippines
seen from United Kingdom
Las Mil y Una/ One In a Thousand (2020)
dir. Clarisa Navas -disponible en Netflix-

Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
Free to watch âą No registration required âą HD streaming
My Policeman PELICULA GAY - RESUMEN Y CURIOSIDADES
Esta vez te recomiendo la pelĂcula "My Policeman" sobre Tom, un policĂa en la dĂ©cada de 1950  que se enamora de una maestra. Sin embargo, pronto comienza una apasionada aventura con otro hombre, el curador de un museo...
Girl - Um ExercĂcio de Empatia
Empatia. Essa palavra Ă© o que tem tomado a minha mente nos Ășltimos dias. AtĂ© que ponto vocĂȘ Ă© capaz de vestir os sapatos do prĂłximo e ver o mundo atravĂ©s dos olhos dele? E Ă© exatamente esse o sentimento que Girl causa no expectador.
Lara é uma garota trans que estå em processo de transição e aguarda ansiosamente a hora da tão sonhada cirurgia de redesignação sexual. Além de passar todo esse processo, ela sofre com a pressão imposta por ela mesma de ser uma bailarina bem sucedida. Girl é uma história delicada que toma rumos perigosos, mas é uma importante obra que nos faz refletir.
Quando eu comecei a assistir ao filme, me dei conta de que estava reparando nos traços femininos de Lara. E sem saber muito sobre a produção, eu comecei a me questionar se estavam usando uma atriz transexual, ou uma garota para a personagem. Mas depois percebi como eu estava sendo ridĂculo, jĂĄ que eu estava reproduzindo algo que tambĂ©m acontecia no filme, e que sempre acontece no dia a dia de pessoas trans. AtĂ© pouco tempo atrĂĄs existia um quadro em um programa de TV onde as pessoas adivinhavam se as mulheres ali eram âverdadeirasâ ou nĂŁo. E isso era uma grande piada, que todos riam, atĂ© mesmo eu.
Agora pare e pense no quanto isso Ă© humilhante? Ficamos curiosos para saber coisas que nĂŁo entendemos, isso Ă© normal. Mas quando trata-se de pessoas, precisamos ter sensibilidade, pois nĂŁo sabemos o quanto Ă© pesado o fardo que elas carregam.
Uma coisa que me chamou muita atenção no filme que alĂ©m do tratamento hormonal, Lara assumia papĂ©is que tipicamente eram femininos. Na histĂłria ela mora apenas com o pai e o irmĂŁo mais novo. E sutilmente vemos ela assumir uma figura materna, uma dona de casa, e atĂ© mesmo uma companheira para o seu pai. A relação deles Ă© bem bonita! Mas essa busca pelo feminino, fica mais gritante na dedicação dela pelo balĂ©. Lara dança, e se dedica ao ponto de colocar em risco sua operação, e fica com os pĂ©s destruĂdos. Ă claro que essa dedicação Ă© muito comum entre as bailarinas que sonham ser bem-sucedidas, mas porque Lara escolheu se dedicar a algo onde as mulheres sĂŁo a maioria?
A autoaceitação Ă© o primeiro passo, mas a busca pelo reconhecimento (respeito) da sua identidade de gĂȘnero acredito que seja a parte mais importante para um(a) transexual. A pessoa em questĂŁo jĂĄ sabe o que ela Ă©, mas ela precisa que as pessoas ao redor tambĂ©m enxerguem isso nela.
Minha tia tem uma relação com um homem trans. E numa das reuniĂ”es de famĂlia ele faltou, e ela nos contou que ele estava cansado. Eu deduzi que era uma desculpa, pois ele nĂŁo se sentia a vontade com a nossa famĂlia. Mas depois, durante uma conversa, a minha tia confidenciou que quando ele se dizia cansado, na verdade ele sentia dores por usar Binder, uma espĂ©cie de faixa que aperta os seios para que nĂŁo fique perceptĂvel.
Depois desse dia eu fiquei pensando, no quanto essas pessoas se sacrificam para conseguir realizar o sonho delas. Imagina vocĂȘ passar o dia todo desconfortĂĄvel com algo te apertando. Sem contar as injeçÔes, o tratamento hormonal, e os constrangimentos do cotidiano.
No filme, Lara passa por algo parecido. Ela esconde seu pĂȘnis, pois a incomodava demais e ela nĂŁo queria que as pessoas notassem o volume. O desconforto que ela sentia era tĂŁo grande que o grande plot da histĂłria Ă© quando ela acaba mutilando o seu pĂȘnis, para antecipar sua cirurgia. Foi um ato de desespero, e que Ă© visto por muitos como perigoso, pois pode influenciar nas decisĂ”es de pessoas com a mesma vivĂȘncia.
Mas infelizmente Ă© comum escutar histĂłrias desse tipo, como por exemplo, as travestis que injetam silicone industrial, hidrogel e tantas outras substĂąncias que sĂŁo tĂłxicas.
Girl Ă© uma lição de empatia, de reconhecimento, e um exercĂcio de enxergar o outro alĂ©m do que vemos fisicamente, e compreender que nesse mundo hĂĄ lugar para pessoas de qualquer tipo e que o erro estĂĄ em quem pensa o contrĂĄrio.
Sobre o filme: O filme em si Ă© bem produzido, delicado e uma direção Ăłtima. As atuaçÔes sĂŁo excelentes, Ă© um filme que recomendo quando vocĂȘ tiver com vontade de ver algo mais profundo, que te pĂ”e a pensar. E estĂĄ disponĂvel na Netflix.
Nota: 9/10đ
Direção: Lukas Dhont Roteiro: Lukas Dhont e Angelo Tijssens Estrelado por: Victor Polster (Lara), Arieh Worthalter (Mathias), Oliver Bodart (Milo) Ano de Lançamento: 2018 Origem: Bélgica