Capítulo 5 - A qualquer hora e em qualquer lugar
Hermione havia desabado na cama, Rony parecia insaciável, incansável. E o mais incrível de tudo é que revelou um lado dela que ela mesma não conhecia. Hermione, ninfomaníaca. Ela nunca imaginou ser capaz de transar após uma briga. Sempre que discutia com Cormack seus ânimos se alteravam apenas para a raiva, nunca sentiu tesão para aplacar uma discussão com sexo. Sempre esfriava a cabeça antes de voltara ter qualquer contato com ele. Também nunca imaginou que seria capaz de transar no banco do carro, num estacionamento aberto de um prédio lotado de gente. Ficou imaginando o que a Sra. Figg do 402 diria se houvesse passado pelo local. Teve vontade de gargalhar ao imaginar a expressão de puro terror que a senhora faria ao presenciar tal cena, mas estava tão exausta que tudo o que conseguiu foi rir pelo nariz. — Deus, eu poderia ter sido presa por atentando ao pudor. Era inacreditável o que ela tinha acabado de fazer. Mais inacreditável ainda era saber que após isso ainda tivera energia para três orgasmos indescritíveis sob o tapete da sua sala e sua própria cama. — O que este homem está fazendo comigo? — Ela perguntou a si mesma. Ronald estava transformando-a de maneira selvagem, ele era intenso e a obrigava a acompanhá-lo. E quem disse que ela estava achando algo ruim? Muito pelo contrário, ela se sentia mais viva que nunca. Olhou de lado e o viu dormindo. Ele era de fato lindo. Sorriu, mas em alguns segundos seu sorriso morreu. Morreu com a presença de uma fisgada em seu ventre.
— Não posso estar excitada de novo! — disse a si mesma — Isso não é normal, por Deus isso não é normal. Ela assustou-se com o que sentiu. Sentia o corpo mole e cansado, mas sim, estava com desejo de novo, e desafiaria os limites de seu próprio corpo se Rony estivesse acordado. Balançou a cabeça repreendendo a si mesma. Hermione levantou devagar, não queria acordá-lo, resolveu tomar um banho relaxante e ver se assim conseguia aplacar aquela onda louca e desenfreada de desejo que a consumia. Ela entrou no banheiro desnorteada. Aquilo tudo, aquela enxurrada de sensações, era tudo muito novo pra ela e a assustava. Como podia desejá-lo daquela maneira? Apenas olhando suas costas nuas? Sem um toque ou uma palavra de incentivo? Por que se derretia daquele jeito com Rony? Eram perguntas que ela tinha medo da resposta. Entrou embaixo d'água e deixou que a corrente caísse em seu corpo, quem sabe a água não aplacaria aquele desejo louco que tomava conta dela e trazia de volta seu bom senso e seus antigos pudores. Estava absorta em seus pensamentos, os olhos fechados, quase cerrados. Deu um pulo de susto quando sentiu as mãos grandes e firmes de Rony envolvendo-lhe a cintura. Estremeceu sobre o contato do corpo quente contra o seu. Em segundos ele ficou encharcado. Hermione fechou os olhos quando sentiu uma das mãos dele deixar sua cintura e subir até um de seus seios, envolvendo com uma caricia leve. Deixou escapar um gemido baixo quando ele colou mais o corpo contra o dela mostrando uma ereção já aparente.
— Quer me enlouquecer Rony? — ela perguntou baixo, já ofegando ao menor contato com ele. Ele riu pelo nariz. — Quem sabe — ele disse baixo em seu ouvido — conseguindo? Ela gemeu em resposta e se contorceu quando sentiu a outra mão dele escorregar até seu sexo. — Rony... — Ia mesmo aproveitar essa água deliciosa sem mim? Que pecado Hermione. — ele disse com gracejos. Ela não conseguia falar. — Isso é o que eu chamo de espontaneidade Hermione e todos os homens sem exceção, amam a espontaneidade. Adoramos pôr em pratica a expressão a qualquer hora e em qualquer lugar. Ela imaginou se havia algo mais sexy que a voz de Rony quando ele assumia o seu lado professor. — No sexo não deve haver limites, deve haver apenas respeito. Para acontecer Hermione, não precisamos de um cronograma. Precisamos apenas do desejo e da oportunidade. Não há nada mais excitante que uma mulher que sabe o que quer, uma mulher que não tem medo de fazer o que quiser, uma mulher sem limites impostos pelos outros. Ela ofegou mais alto. O dedo dele correu por sua entrada úmida e macia e se perdeu no canal intumescido. — Ah...Rony
Ele circundou a cintura dela com as duas mãos após fechar o chuveiro e a suspendeu. Naquela posição mesmo, com ela de costas para ele, tirou-a do box e a levou até o espelho do banheiro. Ainda naquela posição voltou a acariciar seus seios e seu sexo, agora com mais intensidade. O corpo mais colado ao dela fazia-a tremer. Rony imitava com os dedos o movimento da penetração enquanto se esforçava para acariciar seu clitóris com o polegar. Rony inclinou mais o corpo fazendo-a debruçar-se sobre a cômoda do espelho e jogou um pouco do peso em cima dela. Hermione deitou-se quase toda na cômoda e encostou a testa no mármore frio, buscando algum apoio, enquanto suas mãos agarravam sofregamente as bordas. Ela não conseguiu conter o grito quando ele a penetrou. Foi com um único movimento, rápido, forte, viril. O primeiro Orgasmo veio assim que ele a invadiu. Os dedos ágeis ainda se insinuavam em sua intimidade e ela explodiu num gozo glorioso. Sentiu suas mãos formigarem e tinha certeza que se Rony não a pressionasse com tanto afinco seu corpo contra o móvel ela cairia. Rony tirou a mão que estava em seu seio e levou ao seu cabelo, apertando-o e puxando-o em alguns momentos. Hermione descobriu que gostava daquilo. Sentiu-se envergonhada por gostar de estar sendo subjugada aquele homem, mas pra si mesma não podia mentir, ela gostava. Ele aumentou os movimentos. Cada vez mais intenso, mais desesperado, mais firme e ela gozou de novo. Desta vez não tinha nem um pingo de forças para gritar, apenas gemeu longamente e cravou as unhas na madeira.
Rony então se soltou e entregou-se ao próprio orgasmo. Rony também gemeu ferozmente quando o orgasmo o abateu. Apertou ainda mais seus cabelos enquanto tremia dentro dela. Hermione não era apenas mais uma simples mulher com quem ele estava transando, era mais que isso, não era algo que ele conseguisse classificar no momento, mas com certeza era algo mais intenso. Sentia uma euforia fora do comum quando estava com ela e a satisfação era sobrenatural. Nunca havia se sentido daquele jeito com outra mulher. Ficaram naquela posição por vários segundos, ainda conectados, impossibilitados de qualquer movimento, de qualquer palavra. Rony ofegava, Hermione puxava o ar desesperada. Ele recostou o rosto nas costas dela, misturando o suor dela com o do seu rosto. Depois de vários minutos ele conseguiu se mover. Hermione ainda estava mole. Ele a virou lentamente e a suspendeu fazendo-a sentar. — Fique aqui, vou preparar a banheira. — ele disse baixo. Não demorou muito até que ele voltasse e a carregasse nos braços para um banho na banheira, já que nenhum dos dois realmente conseguiria ficar muito tempo de pé.
O banho foi longo e relaxante, Rony massageou seus pés e suas costas, depois ficaram vários minutos apenas se beijando, curtindo o ato mais leve do namoro. Ela estava definitivamente nas nuvens. Ao termino do banho ele a levou para o quarto, enxugou e penteou seus cabelos. — Gosto da sensação de cuidar de você Ele disse. — Gosto de ser cuidada. — ela respondeu. — O que mais você gosta? — Eu te disse, gosto de espontaneidade, gosto de ousadia. Tenho quase certeza que você também gosta. Ambos riram. — Se não gostava, passei a gostar. — Preciso ir Hermione. Eu realmente gostaria de ficar e passar a noite com você, mas teremos um jantar de família. — Gina me disse. — Sinto muito. Queria mesmo ficar — ele lhe deu um longo beijo. — Você tem noção do quanto é deliciosa? Ela riu apenas. — Ficarei muito tempo sem te ver de novo? Ele lançou-lhe o sorriso mais doce que tinha. — Não. Prometo que não. Me verá de novo antes do que imagina. Ela assentiu e ele beijou-a de novo. — Até mais minha gata selvagem. Ele andou até a porta e parou. — Ah Hermione! Aproveita pra pensar em uma boa desculpa pra dar ao sindico, por que tenho certeza que ouviram seus gritos da esquina. Ela envermelheceu e atirou-lhe um travesseiro enquanto o via correr para a saída gargalhando. — Cretino! — ela gritou Mas não estava zangada, estava sorrindo divertidamente. Caiu na cama gargalhando. O corpo pulsando e exausto. Naquele domingo não faria mais nada além de dormir... Dormir e sonhar.
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