auto imune
estar de ouvidos abertos e coração exposto tem me maltratado sou todos os cacos de vidros que dilaceraram minha pele carne (já não mais) viva me desencontro escancarada corro sem ver

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auto imune
estar de ouvidos abertos e coração exposto tem me maltratado sou todos os cacos de vidros que dilaceraram minha pele carne (já não mais) viva me desencontro escancarada corro sem ver

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Minha parte preferida é “assim você ria”
- e que riso mais gostoso.
O imperfeito do pretérito não combina com o carinho que eu sinto no presente.
Eu não gostei apenas.
Eu não gostava apenas.
Continua.
Independente se não implica,
se não ri e se não reclama.
Continua.
E eu sorrio.
Pois se o imperfeito não cabe aqui,
o perfeito deixa espaços.
Há muito mais.
E eu continuo sorrindo,
porque há
e não apenas houve
e nem apenas havia.
Eu continuo gostando.
como se fosse um relógio acendo mais um cigarro mas ele vai acabar e você não vai aparecer como se fosse um vício olho mais uma vez no relógio mas a agonia vai continuar e o dia não vai amanhecer
Um presente que sempre me rouba sorrisos
Quando aconteceu, eu não notava, não percebia o que estava ali nos meu braços, na minha frente. Quando eu podia tocar, quando eu podia beijar, eu não havia me tocado de quem era, não notava a realidade, não acreditava no presente, não acreditava na protagonista das cenas de beijo, das cenas de prazer e daqueles momentos. Agora eu já percebi, a ficha caiu, eu acordei. Levou dois segundos depois que você saiu do meu campo de visão; este foi o tempo para eu me tocar que quem estava ali era você. Foi quase sem querer, quase sem perceber, mas era quase impossível ignorar o fato de que parecíamos dois ímãs, suplicando para serem unidos, a atração era tão clara, tão óbvia. Não era necessário que houvesse muita análise. A cada olhar de admiração mostrava meu carinho, ou com olhares famintos, mostravam meu desejo. Você havia me conquistado por ser quem era. Por ser quem eu admirava em segredo, já te achava foda desde sempre. Por cada toque, por segurar minha mão, por cada carinho, por ser tão carinhosa. Conquistou-me por seu olhar, por seu sorriso encantador, por sua beleza impossível de ser ignorada, por ser tão sedutora, tão avassaladora. Tirou-me do sério com teu jeito de falar, com tua voz, com teu corpaço. Fisgou-me com tua inteligencia, com teus costumes e interesses. Eu havia decorado tudo isto e deixado implícito em minha mente. Nada disto passava em minha mente e, ao mesmo tempo, tudo passava. Eu estava num estado hipnótico, fixo em ti, sem captar ao certo, qual era a real fixação dos meus pensamentos. A noite que passei contigo foi mágica. Cada detalhe, cada risada, cada falta de compreensão do que ocorria. Cada beijo, cada abraço, cada detalhe de ti que eu cheguei a decorar. O seu sorriso próximo ao meu rosto, o seu olhar retribuindo o meu. Meus dedos que contemplavam cada detalhe de tua pele, percorrendo todas as curvas, sentindo a sua maciez. Uma noite para a vida. Uma noite decorada, gravada. Assistida repetidas vezes. O replay ligado em diversas partes, relembrado em diversas situações. O replay do cheiro e do gosto. Um replay dos desenhos, dos teus desenhos. Não sei se Deus existe, mas se ele existir, ele te desenhou. Fez de ti sua obra prima. Cada detalhe em seu devido lugar, cada traço em sua devida perfeição. Alimento a lembrança da sensação de poder te tocar, de descascar tuas vestes e poder sentir-te por completo. Ter-te sobre mim, ter-me sobre ti. Ter-nos misturadas, como uma só, como duas, como mil. Como um alvoroço, como uma calmaria. Quatro paredes transformadas em um pequeno mundo, onde dali nada saía, nada entrava. Éramos só nós duas, compartilhando aquele momento. Vivendo-o. Compartilhando uma cama e sintonias telepáticas. Sinto saudades disto tudo. Sentia saudades assim que levantamos. Há sete meses que eu sinto falta. Sinto falta do seu cheiro, do seu beijo, do seu toque, do seu abraço. Sinto falta até de te assistir indo embora; ver-te caminhando para longe de mim. Sinto falta do seu cheiro que deixaste nos lençóis, do vazio que ficou na cama. Saudades da ansiedade que vinha antes de te ver. E depois de notar o quanto você me tocou, eu percebi que sempre me tocava. Eu sempre te admirei sem conhecer-te. Sempre houve uma sensação estranha, um reconhecimento, sem mesmo que nos falássemos. Comecei a te observar, a te assistir. A olhar seus interesses, stalkear seu tumblr, facebook e todas estas coisas de maníacos (ou de quem nota algo a mais). Comecei a admirar-te mais e mais. Olhar-te como uma bela mulher e descrer em como poderia ser tão certa? Tão… não quero abusar, não quero ser utópica, não quero exagerar… Não quero parecer isto, mas: tão perfeita. Não lhe falta e nem sobra nada. Há um equilíbrio, a maior virtude grega. O pacote completo: beleza e personalidade.
Sorte daquela que possa te ter. E que esta lhe seja merecedora. Que lhe faça feliz, que saiba como te tratar e cuidar de ti. Que saiba como te ajudar a crescer, que seja para ti um companheira.
Paula

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eu bagunço a sua vida
você não sabe
eu também não sei
minha vida
ah!
há muito que é bagunçada
não consigo
- e não quero querer
deixar ela organizada,
cheirosa
pra te receber
hoje de noite
ou daqui 3 meses
quando você resolver
pra ficar
ou de passagem
chegar sem avisar.
preciso te escrever
pra te decorar
te enfeitar com cada lembrança
falhada
como tudo que sou
deixa eu contar
como conto pra mim mesma
como conto os passos pra te encontrar
estilingue
Quando não sóbria
quando não me vigiando
eu te mal digo
até altas horas da madrugada
Eu tenho raiva de você.
sou arrogante demais
pra me sentir vulnerável assim
escancarada
pra você
e ser preenchida com seu talvez
Você me mantém na realidade
eu te mantenho em minha fantasia.
Você me puxa pra perto
pra me arremessar
pro mais longe possível
(e pra mais perto de mim mesma)