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Kate e Ed: estes âCool Kidsâ mimaram fĂŁs portuenses com uma noite intimista e sentimental | Reportagem Completa
Catarina Salinas a incrĂvel voz dos Best Youth | mais fotos clicar aqui 27 de março de 2015 Ă© a data oficial da edição discogrĂĄfica de âHighway Moonâ pelos Best Youth. A dupla portuense regressou aos palcos neste final do ano para a comemoração dos 10 anos desse lançamento e pensou em diversas vertentes. Uma delas trata-se do novo feitio fĂsico deste ĂĄlbum, agora surge em vinil pela primeira vez. Esta reedição esteve Ă venda no concerto portuense e teve bastante saĂda, vĂĄrios fĂŁs levaram embora uma recordação extra com dedicatĂłrias bonitas e personalizadas.
Catarina Salinas e Ed Rocha Gonçalves prepararam tambĂ©m concertos especiais para as duas metrĂłpoles lusitanas. Estive no primeiro deles na sala do CCOP - CĂrculo CatĂłlico dos OperĂĄrios do Porto localizado na Rua do Duque de LoulĂ©, bem pertinho da Batalha. Este concerto aconteceu na Ășltima quinta-feira dia 4 de dezembro. O anĂșncio de sala esgotada surgiu a pouco mais de 30 minutos da hora aprazada para o inĂcio do concerto mesmo quando dei entrada para o hall do CCOP. Sem dĂșvida algo merecido para o duo em noite de celebração caseira.
Catarina e Ed, o duo Best Youth | mais fotos clicar aqui A publicação de âHighway Moonâ, na altura da sua estreia, mereceu um feedback extremamente positivo, inclusive alĂ©m-fronteiras. Agora, com toda a propriedade, resolveram tocĂĄ-lo na Ăntegra dando aos temas uma roupagem fresca, fazendo jus aos originais o que permite que se mantenham essenciais e intemporais. Tal como referiu Ed durante o concerto fizeram uma adaptação Ă forma como tocam hoje em dia.
A dream pop dos Best Youth advĂ©m de uma confluĂȘncia de indie com sonoridades eletrĂłnicas com um sui generis toque retro aonde a voz de Catarina mantĂ©m-se sempre resplandecente sendo sensual, irresistĂvel e impecĂĄvel. JĂĄ Ed Ă© o maestro: compĂ”e e produz imaginando a voz de Kate. Em palco ele toca guitarra e trata dos sintetizadores. Catarina mais do lado esquerdo, Ă s vezes serpenteava o palco. JĂĄ Ed quando tocava guitarra ficava ao lado da sua parceira, mudava de posto quando fazia as necessĂĄrias incursĂ”es para trĂĄs atĂ© local aonde estavam os sintetizadores.
Gonçalves extremamente bem aprumado com um fato negro, por dentro uma camisa branca e com uns sapatos esmerados. Jå Salinas com um vestido num tom branco sujo e uma gargantilha a dar-lhe aquele toque essencial de realce.
Catarina na voz Ed nos sintetizadores | mais fotos clicar aqui Primeiros temas interpretados de forma suave, num debute bem consistente e plenamente intimista: as primeiras trĂȘs foram âSunbirdâ, âFanaticâ e âMeltâ. As primeiras palmas mais efusivas surgiram ao quarto tema âBlack Eyesâ.
Noite lotada em que houve crianças com os seus pais, pelo menos uma delas bem na frente. JĂĄ o restante pĂșblico era bem heterogĂ©neo demonstrando que a mĂșsica dos Best Youth Ă© ouvida e apreciada por diferentes faixas etĂĄrias. FĂŁs que fizeram questĂŁo de mostrar o carinho pela banda durante a performance.
Uma noite em que tiveram muitos amigos e âmuitas caras conhecidasâ na plateia, por exemplo, JoĂŁo Salcedo e Nena dâ Os Azeitonas ou Jorge RomĂŁo dos GNR. Estas sĂŁo trĂȘs caras conhecidas do pĂșblico geral contudo a noite foi familiar pois eles tambĂ©m contaram com amigos anĂłnimos. Realmente foi mesmo isso, uma noite intimista, sentimental e familiar. Uma noite saborosa.
Ed na guitarra e voz | mais fotos clicar aqui
Um dos momentos mais intimistas entre o duo e deles com o pĂșblico aconteceu em "Infinite Stare". JĂĄ em âRed Diamondâ a decoração luminosa esteve a preceito. Abanamos a anca em âRenaissanceâ com Catarina e a primeira parte do concerto terminou com a fantĂĄstica âMirrorballâ. Estava assim fechada a comemoração de 10 anos de âHighway Moonâ com agradecimento especial Ă s pessoas responsĂĄveis pelo disco, muitas das quais presentes.
"EstĂĄ a ficar calor" dizia Kate. Estava um calorzinho bom na sala como complemento delicioso Ă vibe que sentĂamos emanada do palco e pelo feeling caloroso que os temas nos faziam sentir.
Salinas fez questĂŁo de referir que nunca tinham tocado ao vivo a maioria das cançÔes deâHighway Moonâ, o que acrescentou uma camada extra de novidade a esta apresentação.
Durante alguns momentos eles saĂram e voltaram com a questĂŁo "Vamos continuar a dançar?". Foi mesmo uma pergunta retĂłrica, todos querĂamos mais. Foi entĂŁo altura para a secção âBest Ofâ numa fase em que estĂĄvamos em fase âOut of Timeâ. PodĂamos estar ali atĂ© altas horas da madrugada a desfrutar da discografia dos Best Youth. Outro dos temas destacados nesta fase, "Midnight Rain", claramente.
A postura sensual de Catarina | mais fotos clicar aqui A curveball da noite surgiu antes do momento da "fantochada de sair". A pedido de uma pessoa do pĂșblico, Catarina acedeu a tocarem um pouco de âLast Pageâ. Apesar de Ed ter ficado um pouco surpreendido, saiu-se de forma positiva na sua guitarra elĂ©trica.
Para o encore foram interpretadas as inevitĂĄveis âCool Kidsâ e âNightfallsâ num fecho perfeito de noite.
Salinas e Gonçalves com a sua postura em palco deixam transpor e âtranspirarâ na interpretação dos temas uma onda sensual, sĂŁo uma espĂ©cie de inevitĂĄvel pitada de sal. O sorriso bem largo de satisfação de Catarina e a coolness de Ed ao fazer com que tudo corra pelo melhor faz ter um respeito ainda maior por eles.
OxalĂĄ que a dream pop destes dois âCool Kidsâ continue em modo de reinvenção sempre com o alto astral que nos tĂȘm proporcionado durante a sua carreira.
Reportagem fotogrĂĄfica completa: Clicar Aqui
A intimidade e à vontade de Ed e Catarina em palco | mais fotos clicar aqui Texto: Edgar Silva
Fotografia: Nuno Coelho @ iam_noizze (Instagram)
The Murder Capital num CCOP esgotado: A Capital do norte demonstrou toda a sua paixĂŁo e reverĂȘncia por estes 5 incrĂveis irlandeses | Reportagem Completa
James McGovern, vocalista dos The Murder Capital | mais fotos clicar aqui A Ășltima noite de quarta-feira, de 30 de abril, serviu para fazer uma incursĂŁo ao AuditĂłrio CCOP situado no edifĂcio do Circulo CatĂłlico de OperĂĄrios do Porto, na zona da Batalha no Porto. Esta sala de espetĂĄculos foi remodelada e reaberta em 2018 com novas facilidades tecnolĂłgicas e as devidas comodidades para o pĂșblico. ApĂłs a pandemia foi a primeira vez que entrei no AuditĂłrio CCOP. Efetivamente foi o âtiro certeiroâ para este regresso.
Tinha muita curiosidade em ver os The Murder Capital numa atuação em nome próprio. Gostei imenso da atuação deles no Vodafone Paredes de Coura em 2022 numa atuação poderosa no palco secundårio daquele festival minhoto. Vi-os também no Primavera Sound Porto em 2023.
Agora, pela primeira vez, tocaram a solo no nosso paĂs pela mĂŁo da Pic-Nic. Antes do concerto portuense, a banda esteve na sala 2 do Lisboa ao Vivo. Com estas duas recentes performances, passam a ser cinco atuaçÔes em Portugal, incluindo uma em 2024 numa primeira parte de Nick Cave na MEO Arena.
As primeiras pessoas que acederam Ă sala foram uma mistura de fĂŁs lusitanos e estrangeiros, de vĂĄrias nacionalidades, da banda irlandesa. Aqueles que realmente queriam estar lĂĄ na frontline. Tivemos todos a sorte de nosso lado, tivemos de aguardar na rua enquanto nĂŁo estava tudo pronto para aceder ao interior do edifĂcio. Num dia pleno de chuva, pareceu bom pressĂĄgio nĂŁo ter chovido durante aqueles minutos.
Hex Girlfriend no CCOP | Foto: Rafael Faria @ rafaelfilipefarias / Pic Nic ProduçÔes Os britùnicos Hex Girlfriend trataram de animar as hostes numa primeira parte de apresentação do seu projeto. Eles são uma dupla oriunda de Londres composta por Noah Yorke (voz e bateria)e James Knott (voz, baixo e eletrónica). Entraram um minuto depois das 20:30h, hora aprazada para o arranque da sua atuação.
Ambos vestidos com batas brancas, causaram logo esse primeiro impacto visual. O projeto experimental destes rapazes britĂąnicos assenta num mix de eletrĂłnica (com sons prĂ©-gravados e disponibilizados pela indispensĂĄvel âmĂĄquina de sonsâ) e do manejo de dois instrumentos: a bateria e o baixo. Estes contribuĂram com uma espĂ©cie sonoridade industrial num regime ligeiramente agressivo. As vozes tambĂ©m foram um recurso, fantasiadas pelos jĂĄ famosos efeitos de reverb. As influĂȘncias rock e punk estĂŁo lĂĄ bem perceptĂveis.
Hex Girlfriend em estreia no Porto | Foto: Rafael Faria @ rafaelfilipefarias / Pic Nic ProduçÔes NĂŁo estiveram assim tantas pessoas a vĂȘ-los, as pessoas iam acedendo ao espaço consoante o aproximar da principal atuação da noite. Apesar disso, quem estava lĂĄ, pareceu focado nos Hex Girlfriend, deu-lhes força e desfrutou.
Noah foi o mais expansivo, atĂ© deixou a bateria e circulou por entre o pĂșblico a cantar num claro gesto deâincendiarâ os Ăąnimos. Ele que tambĂ©m foi o primeiro, logo ao terceiro tema, a abandonar a bata tal era o calor e vigor da atuação. James esteve igualmente expressivo, sobretudo quando empunhava o baixo.
Ambos estiveram focado e sincronizados, notou-se que queriam dar o melhor de si apesar de terem acordado Ă s 5h da manhĂŁ. Foram 30 minutos engraçados de uns Hex Girlfriend com potencial para algo num nĂvel superior.
Quinteto The Murder Capital em estreia no CCOP | mais fotos clicar aqui Igualmente um minuto depois da hora aprazada, 21:30h, os The Murder Capital surgiram em palco para delĂrio de um AuditĂłrio CCOP lotado. Os bilhetes jĂĄ tinham esgotado hĂĄ alguns dias.
âBlindnessâ, o mais recente trabalho discogrĂĄfico editado no passado mĂȘs de fevereiro, Ă© o motivo para a banda estar em tournĂ©e mundial. As cançÔes deste disco foram obviamente o concreto destaque da noite. âWhen I Have Fearsâ de 2019 e âGigiâs Recoveryâ de 2023, discos reconhecidamente de grande qualidade, foram tambĂ©m abordados.
As datas portuguesas surgiram no debute da fase dos concertos pela Europa continental.
James McGovern sempre muito interventivo | mais fotos clicar aqui Nos minutos antecedentes ao inĂcio da atuação fomos entretidos com temas rockeiros como, por exemplo, âMayonaiseâ dos The Smashing Pumpkins. O som ambiente Ă© sempre uma âarmaâ que ajuda a criar a vibe certa. Definitivamente este foi o caso.Â
Oriundos de Dublin na RepĂșblica da Irlanda, os The Murder Capital sĂŁo um quinteto composto por James McGovern (vocalista), Damien Tuit (guitarrista), Cathal Roper (guitarrista e teclista), Gabriel Paschal Blake (baixista) e Diarmuid Brennan (baterista).
Logo no tema de abertura, em âThe Fallâ, o vocalista McGovern pede para âabrir alasâ e os fĂŁs sedentos acedem ao pedido. A palavra certa Ă© mesmo esta, para definir a maioria do pĂșblico: fĂŁs Ă sĂ©ria. O ambiente aqueceu rapidamente, literalmente e figurativamente.
VisĂŁo da frontline | mais fotos clicar aqui JĂĄ em âMore Is Lessâ, segunda canção interpretada, jĂĄ se cantava em unĂssono. Os fĂŁs lĂĄ iam devorando as letras na frontline bem defronte a McGovern.
Uma plateia com um pĂșblico misto, entre portugueses e estrangeiros de vĂĄrias nacionalidades. O Porto tambĂ©m jĂĄ Ă© uma cidade de âmelting potâ Ă boa medida de uma NaçÔes Unidas realmente universal.
Damien e Cathal Roper envergaram as suas guitarras de forma enĂ©rgica e incentivaram o pĂșblico em diversas ocasiĂ”es. Eles que tinham Ă sua disposição âmesasâ de pedais bastante extensas.
Energia abundante com fĂŁs "colados" ao palco | mais fotos clicar aqui Diarmuid demonstrou-se uma mĂĄquina ininterrupta na bateria e Gabriel foi um baixista deveras primoroso. JĂĄ James, na sua posição de frontman, teve tambĂ©m uma performance vocal incrĂvel e uma interação em simbiose com os fĂŁs. Ele que atuou com Ăłculos de sol nos primeiros temas sendo que os retirou mais tarde.
A banda demonstrou-se solta e sorridente.
Deu para notar no microfone de McGovern fitas adesivas com as cores da banda da RepĂșblica da Irlanda. O jogo de luzes tambĂ©m foi bastante concentrado a trĂȘs: recurso a muito amarelo e vermelho com algum azul em determinados momentos.Â
Gabriel Paschal Blake, o baixista | mais fotos clicar aqui Houve vĂĄrios momentos curiosos durante o concerto. Um deles foi quando James entregou o seu copo com cerveja a uma fĂŁ, de cabelos loiros, mesmo situada Ă sua frente. Isto aconteceu em âThat Feelingâ, um dos temas onde mais se sentiu mais intensamente o modo elĂ©trico com que foi vivido todo esta performance.
Durante âMoonshotâ e âDonât Cling To Lifeâ sentimos literalmente o chĂŁo de madeira a vibrar devido aos intensos pulos e ao moche que ia acontecendo. Dois temas que antecederam o encore.
60 segundos depois seguiu-se o encore e o arranque foi arrebatador com âEthelâ. A boa disposição continuava e um dos fĂŁs, em modo eufĂłrico, pedia que tocassem âGreen & Blueâ. ApĂłs uma troca de palavras com James subiu ao palco em tronco nu e atĂ© tirou foto com o vocalista. Amavelmente a banda fez-lhe a vontade.
Diarmuid Brennan, o baterista| mais fotos clicar aqui Cathal demonstrava tambĂ©m uma vibe divertida. Pegou no smartphone de um fĂŁ tendo-o colocado no bolso da sua camisa enquanto continuava a gravar vĂdeo.
O momento polĂtico da noite foi quando James McGovern entoou âFree Palestineâ tendo o pĂșblico pegado na deixa. Uma bandeira da Palestina estava bem visĂvel num dos amplificadores.
Para encerramento de festa ficou "Love of Country" cuja interpretação em modo solene teve vĂĄrios momentos com os fĂŁs em suspense e em silĂȘncio pleno. Foi um momento fantĂĄstico, arrepiante e entusiasmante.
James McGovern numa performance incrĂvel | mais fotos clicar aqui O pĂłs-punk dos The Murder Capital permanece em estado evolutivo. Os estados de alma tĂȘm uma verificação contemplativa extremamente profunda atravĂ©s de letras bem afiançadas. NĂŁo Ă© possĂvel ficarmos indiferentes se prestarmos aquela devida atenção.
Esta atuação dos The Murder Capital deixou-me rendido e se ainda não me identificava a 100% como fã incondicional, este concerto no CCOP no Porto foi a ocasião que permitiu selar de modo definitivo essa condição. Tratou-se de uma atuação brutal e arrasadora. Estes irlandeses prometem subir de cotação.
Reportagem FotogrĂĄfica completa: Clicar Aqui
Ambiente efervescente sem barreiras | mais fotos clicar aqui Texto: Edgar Silva Fotografia: Nuno Coelho @ nunomscoelho (Instagram)
Peito para fora, mĂșsculos fletidos, ancas soltas e dançar com strongboi | Reportagem Completa
Alice Phoebe Lou ao vivo no CCOP | mais fotos clicar aqui Decorria o ano de 2021 quando me desloquei a GuimarĂŁes, ao bonito e Ășnico Centro Cultural Vilar Flor para assistir pela primeira vez Alice Phoebe Lou. No final a artista esteve a vender merchandise e a falar com alguns fĂŁs. Eu fui um deles e na altura recordo-me de lhe ter perguntado para quando o disco de estreia do seu side project, strongboi. Ela riu-se e responde-me que para muito brevemente. Na altura tinham apenas dois singles editados e apenas passado estes anos todos podemos escutar finalmente o seu auto-intitulado disco de estreia âstrongboiâ.Â
Foi então que recebemos com muito agrado, e talvez até surpresa, a estreia desta dupla em Portugal naquela que é a sua primeira tour, ainda por cima numa sala tão intimista e bonita como o CCOP, no Porto.
Toda a banda em palco | mais fotos clicar aqui Ziv Yamin, o companheiro de estrada de longa data e amigo de Alice Phoebe Lou fecha assim esta dupla que tem começado a conquistar a Europa com a sua primeira curta tour de apenas 7 datas, contemplando Portugal com duas datas.
As portas do bonito edifĂcio e sala icĂłnica da cidade do Porto abriram por volta das 21h00, mas a verdade Ă© que quando chegamos lĂĄ muito perto dessa hora, jĂĄ umas pequenas dezenas de pessoas faziam fila nĂŁo querendo perder a linha da frente, mostrando bem a popularidade da artista residente em Berlim. Subindo as bonitas escadarias do CCOP e jĂĄ com o nosso bilhete âĂ moda antigaâ na mĂŁo (mimo que a promotora Crowdmusic, organizadora do evento, contemplou a todos os que assistiram), encontramos uma sala ainda bastante despida de corpos, mas jĂĄ com uma linha bem definida bem colado ao palco.
Alice Phoebe Lou a voz dos strongboi | mais fotos clicar aqui Os minutos foram passando e as pessoas chegavam em grande cadĂȘncia, e entre conversas, dei-me inundado por uma sala completamente cheia, chegando mesmo a Crowdmusic a anunciar lotação esgotada.
Pouco passava da hora anunciada, 21h30, quando a dupla entrou em palco acompanhada de mais 4 elementos, preenchendo praticamente por completo o pequeno palco, tornado ainda mais bonito todo aquele momento. Sem demoras, sem palavras e apenas com um rasgado sorriso, começaram os teclados de Ziv Yamin a debitar âfool aroundâ faixa que abriu a estreia de strongboi em Portugal mas tambĂ©m o seu disco de estreia editado em 2023.
Sempre com o seu sorriso inocente, um ar angelical e apenas com umas meias Ă s riscas nos pĂ©s, Alice Phoebe Lou foi encantando a sala fazendo-se apenas munir com o microfone deixando todos os outros instrumentos Ă conta da banda e de Ziv. Seguindo o mesmo alinhamento do seu disco âstrongboiâ, eis que a bateria marca o compasso para âugiâ, segunda mĂșsica do seu menu musical que nos apresentava naquela bela noite de fevereiro. Foram cada vez mais se acomodando perto do palco as centenas de pessoas que encheram o CCOP, para sentir aquele lado mais funky mesclado com jazz e sintetizadores bem ao estilo dos 90s, do projeto da arista sul-africana.
Ziv Yamin na mestria dos teclados | mais fotos clicar aqui Seguiram-se âcoldâ (coincidĂȘncia ou nĂŁo, 3ÂȘ faixa do seu disco seguindo a ordem exata do seu disco) e âtuff girlâ, datado de 2020, ano em que a dupla deu Ă luz o seu projeto. De seguida a banda trouxe duas surpresas: âspecialâ e âmagicâ, duas novas mĂșsicas ainda nĂŁo editadas, sendo o pĂșblico portuguĂȘs dos primeiros a ouvi-las, dado que aquele concerto no Porto era apenas o 2Âș concerto da sua primeira tour, de sempre.
A cumplicidade entre os 6 elementos da banda era bem visĂvel, olhando uns para os outros, trocando sorrisos e cruzando olhares, como um verdadeiro grupo de amigos que fazem mĂșsica juntos. O momento seguinte veio frisar este momento de harmonia com âBoundâ, cover da banda The Ponderosa Twins Plus One, mais conhecida por ter sido samplada por Kanye West na incrĂvel âBound 2â, arrancando movimentos dos lĂĄbios da plateia - âBound, Bound, Bound to fall in loveâ.
Seguiu-se âUnconditionalâ e âHoney Thingsâ com esta Ășltima a arrancar a primeira grande agitação na sala, nĂŁo fosse esta o 1Âș single da banda e um dos mais ouvidos da dupla. âSpookyâ foi a 3ÂȘ nova mĂșsica que strongboi nos presenteou, e prova viva disso foi Alice Phoebe Lou ter-se se esquecido da letra a meio arrancando sorrisos da plateia, mas acima de tudo uma onda de amor desvalorizando aquele momento tornando-o ainda mais especial.
Faltavam apenas duas faixas para o seu disco de 2023 âstrongboiâ fosse tocado na integra⊠e foi o que se seguiu com "meilia" e "flame", estas bem dançåveis a arrancando aqui e ali uns passos de dança tĂmidos. ApĂłs ter percorrido praticamente toda a sua curta discografia (e ainda 3 novos temas) proclamaram que iam terminar com âFreeâ de Deniece Williams, mĂșsica que curiosamente pode ser encontrada numa das playlists pessoais do Spotify de Alice Phoebe Lou.
Sem disfarçarem muito para o que viria a seguir, eis que veio o encore (se poderemos chamar assim,dado que nem uma saĂda do palco digna de encore tivemos) com âstrongboiâ acabando com as centenas de pessoas um pouco mais desinibidas a dançar acabando em modo festivo e com muitos sorrisos rasgados na cara apĂłs praticamente uma hora de concerto.
A estreia de Ziv Yamin e Alice Phoebe Lou como strongboi foi aconchegante, intimista, foi sedutora e calorosa numa sala que proporcionou e elevou este ambiente com uma casa completamente lotada.
Reportagem fotogrĂĄfica completa: Clicar Aqui
Alice Phoebe Lou e Ziv Yamin a "darem cartas" como strongboi | mais fotos clicar aqui Texto:Â LuĂs Silva Fotografia:Â Jorge Resende
Fun run Sunday with the Convertible Cars of the Philippines group. #slk #ccop #topdown #r170 #convertibles (at Crosswinds Tagaytay) https://www.instagram.com/p/CWQnXr7vS62/?utm_medium=tumblr

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Carrie Lam has warned the territory's top legal bodies that ties will be cut if they pursue political paths. Civic and legal organizations are facing increased political pressure.
Glockenwise atuam em Julho no Porto e em Lisboa
Glockenwise atuam em Julho no Porto e em Lisboa
2021 Ă© um ano em que se encerra um ciclo da banda de Barcelos, podendo os fĂŁs finalmente desfrutar do aclamado disco PLĂSTICO em vinil azul, numa versĂŁo limitada que contarĂĄ com a faixa extra CALOR â canção que resultou da colaboração da banda com Rui Reininho em 2020. Para celebrar o final de ciclo e a chegada do vinil, a banda estarĂĄ no AuditĂłrio CCOP no Porto no dia 16 de Julho (20:30) e noâŠ
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Na enigmĂĄtica sala de estar das Pinehouse Concerts, com: LuĂs Severo | Reportagem
âEra inĂcio de dezembro quando, misteriosamente, surgiu um vĂdeo de uma performance do artista brasileiro Tim Bernardes num canal de YouTube atĂ© entĂŁo desconhecido, intitulado de Pinehouse Concerts.â Escrevemos estas palavras apĂłs sermos convidados à casa deste projeto. EnigmĂĄtico e sempre sem revelar muito a sua âidentidadeâ, despoletou muitas questĂ”es: Onde se situa este cenĂĄrio? SerĂĄ que Ă© possĂvel assistir a estas Ăntimas performances? Quem serĂĄ o prĂłximo nome?
No dia 17 de Junho, apĂłs o fecho da 1ÂȘ temporada das Pinehouse Concerts, o ciclo de concertos abriu as suas portas e revelou um pouco do seu bonito trabalho. LuĂs Severo foi o nome convidado para dar forma e corpo, logo com dois concertos, ambos esgotados.
21h e lĂĄ estĂĄvamos nĂłs a entrar pelo CCOP adentro, bonito, antigo e intemporal edifĂcio perto das Fontainhas, no Porto. Ă porta estavam as duas caras simpĂĄticas que fizeram este projeto possĂvel. Victor Butuc e a Catarina Soares, iam recebendo todos os convidados que entravam no auditĂłrio, fazendo cada um sentir-se em casa, como qualquer bom anfitriĂŁo. Ă nossa frente estendia-se a tal sala de estar que Ăamos vendo episodio apĂłs episodio.
O cenĂĄrio montado remeteu-nos ao bonito estĂșdio, como se realmente lĂĄ estivĂ©ssemos. A poltrona imponente de pele servia de suporte a um dos muitos dos quadros renascentistas (talvez?) tĂŁo caracterĂstico do habitat natural da casa das Pinehouse Concerts. Do seu lado direito encontrava-se um pequeno baĂș com um candeeiro de mesa e um metrĂłnomo, pronto a ditar o ritmo da festa. Entre eles subia uma pequena ĂĄrvore que nos fazia envolver ainda mais naquele ambiente. Do outro lado do palco encontrava-se uma bonita cĂłmoda Ă anos 60s, dando suporte a uma pequena planta que se debruçava sobre o mesmo e com mais um quadro, dando ainda mais ĂȘnfase a uma das imagens fortes do estĂșdio portuense.
Pouco passava da hora marcada, quando LuĂs Severo subia Ă tal sala de estar. O artista serviu-se de um teclado, enquanto suportava um Manejo Neko dourado, e um par de guitarras. Sob uma enorme chuva de aplausos, o artista lisboeta ia agradecendo, acenando com um envergonhado abanar de cabeça. ApĂłs uma entrada em falso soltando alguns sorrisos, lĂĄ veio ele numa segunda tentativa , recebida pela segunda vaga de aplausos, ainda mais intensificados.. âAmor e Verdadeâ foi o tema com que iniciou este agradĂĄvel serĂŁo, numa noite que viajou por toda a sua discografia.
Ă Ă segunda mĂșsica que o artista começa a dissecar cada tema que vai tocando, envolvendo-nos ainda mais na sua lĂrica. âJoĂŁozinhoâ foi uma das cançÔes que compĂŽs quando soube que ia ser tio, escrevendo essa bonita mĂșsica para que o seu sobrinho pudesse ser o que bem quisesse ser, sem preconceitos nem influencias que pudesse vir a ter. Segue-se, Ă terceira mĂșsica, um dos momentos mais tocantes e Ăntimos. Voltando a tocar do seu disco mais recente, âO Sol Voltouâ, LuĂs Severo começa a dedilhar âAcĂĄciaâ, uma canção pesada e que escreveu apĂłs a perda de uma pessoa prĂłxima, e como nĂłs sentimos cada notaâŠ
Sem querer âtornar o concerto muito pesadoâ, e em tom de brincadeira, o artista lisboeta, vai alternando os momentos festivos com os momentos mais introspetivos. Recua assim a 2017 para tocar âCabeça de Ventoâ, pedindo desculpa Ă sua mĂŁe por:
Oh! Mãe Desculpa ser cabeça de vento Um dia hei-de ser alguém Hei-de arranjar sustento
De uma forma descontraĂda e descomprometida, LuĂs Severo abandona o palco por breves momentos, voltando pouco tempo depois para se sentar ao piano. âRaramente toco esta mĂșsica ao vivoâ, deixando todos que assistiam num pequeno borbulhar de emoção. âVida de EscorpiĂŁoâ, faixa do seu disco de estreia de 2015, saiu das teclas pisadas pelos seus dedos, tendo sido respondido por muitos aplausos vindos da plateia esgotada. Numa transição suave e sem parar, começa a tocar os irreconhecĂveis acordes de âCara DâAnjoâ. As mĂĄscaras usadas por todos em nosso redor, nĂŁo foram o suficiente para impedir as letras debitadas por todos os presentes, e nesta, isso foi bem audĂvel.
âQuem me Esperaâ (2019)
âPlanĂcie (Tudo Igual)â (2017)
âĂltima Cançãoâ (2019)
âDomingoâ (2019)
Deixando os teclados e guitarras e atĂ© o microfone para trĂĄs, LuĂs Severo chega-se Ă frente do pĂșblico e, como se tivesse numa interpretação cinematogrĂĄfica, começa a cantar Ă capella, âRapazâ. Foi apenas um dos primeiros momentos especiais que este concerto nos trouxe. O seguinte veio logo a seguir, largando o seu egocentrismo, como ele lhe chamou, e invocando o nome de Filipe Sambado, começa a tocar uma das faixas do aclamado disco, âVida Salgadoâ.
Um dos pontos mais cantados em unĂssono, veio com o regresso da guitarra elĂ©trica e com o dedilhar de âPrimaveraâ, o single do seu mais recente disco de 2019.
JĂĄ se começava a prever o final deste bonito concerto. Na setlist ainda tivemos direito a âCoelhoâ, mĂșsica de 2014 escrita e tocada com Coelho Radioativo e âMaioâ, tocando assim, praticamente na integra, âO Sol Voltouâ. Antes de terminar, LuĂs Severo passa o poder de decisĂŁo para nĂłs, pĂșblico, e pergunta qual serĂĄ a prĂłxima faixa a tocar. Os pedidos saĂram imediatamente disparados, sendo que âMeu Amorâ foi o mais audĂvel, e assim o pedido foi aceite.
Este serĂŁo agradĂĄvel na sala de estar das Pinehouse Concerts e com banda sonora a cargo de LuĂs Severo, acabou em âBoa Companhiaâ. Apenas com a guitarra sobre os seus braços, jĂĄ sem ligação aos amplificadores e entregando-se apenas Ă sua projeção vocal, chegou-se para bem mais perto de nĂłs, e num Ășltimo ato, encanta-nos com o seu timbre, as suas cordas e a sua poesia.
Texto: LuĂs Silva Fotografia: ClĂĄudia Bandeira






