ainda somos os mesmos. mas é claro que não somos, não é? algumas coisas mudaram daí, eu também não sou a mesma de antes. enquanto o tempo passava nós tentamos nos ver, mas não fomos capazes. é como se os processos que estávamos passando só servissem para nos distanciar. mas agora você está aqui e enquanto eu te ouço falar, contemplo alguém que conheci como a palma da minha mão e também vejo alguém que ainda não conheço tanto, mas quero. você me pergunta como estou e respondo sem exitar que sinto medo. me assusta você ser a pessoa por quem me apaixonei e por quem me parti. e me assusta como, apesar de tudo ser diferente agora, ainda me soa exatamente igual. como é que faz pra voltar no tempo e ninguém ser machucado, ninguém se ferir? mas talvez não iríamos querer voltar atrás se realmente pudéssemos. nossas escolhas são parte de nós, é o que nos faz chegar onde estamos. e se pararmos pra pensar bem, eu estou mais madura, mais firme, sabe? eu gosto do que me tornei desde que você se foi, tive que enfrentar meus medos e o que mais me apavorava: ficar sem você. mas eu vi na prática que sem você eu posso ficar, o que eu não posso de jeito nenhum, é ficar sem mim.
de verso e alma, e João Lima














