Dragon Ball Super #Capitulo50 #NoMolestar ! 💪

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Meu porto seguro parte 2 – cap 50
Sai do quarto de Giulia e vi no final do corredor o delegado Bruno, fui até ele para saber o que aconteceu depois da morte de Gabriel.
Luna: Oi delegado.
Bruno: Oi Luna, como estão as coisas?
Luna: Bem melhor agora, obrigada. Eu preciso falar com o senhor mas não aqui – olhei em volta, havia muita gente – vamos ate o quarto.
Fomos ate o quarto onde eu estava ‘’internada’’ e fechei a porta.
Luna: Eu gostaria de saber o que aconteceu depois, depois de tudo, lá no cativeiro. Como esta a Renata?
Bruno: Eu tive que levá-la até a delegacia para os procedimentos iniciais, ela ficou detida essa noite mas já foi liberada, acho que esta indo embora pra sua casa, ela vai responder um processo por homicídio mas como sabemos que foi por legitima defesa eu tenho certeza de que nada acontecerá com ela.
Luna: Meu Deus, eu prometi a ela que ela não se envolveria mais com a policia. Ela deve estar bem chateada comigo, chateada não, deve estar morrendo de raiva.
Bruno: Isso eu não posso lhe confirmar mas, fique calma que nada vai acontecer com ela. Com nossos depoimentos ela ficará livre, talvez nem vá para o tribunal.
Luna: Deus te ouça delegado. E onde ela está agora?
Bruno: Ela estava louca pra ir pra casa, disse que precisava ver alguém importante mas não disse quem era – a filha, pensei – eu liberei ela contando que ela prometesse que não fugiria do país, afinal ela não tem motivos pra isso, nada irá acontecer com ela, estou até pensando em, em...
Luna: Em o que delegado?
Bruno: Em mentir no inquérito. Mas ninguém pode saber disso, eu poderia perder meu emprego e minha carteira policia, ser banido da policia.
Luna: Eu não vou contar nada pra ninguém, mas o que o senhor esta pensando em fazer?
Bruno: Eu ainda não sei, mas quero muito ajudar Renata, eu vou dar um jeito, qualquer coisa eu te aviso.
Luna: Obrigada delegado, por tudo. O senhor sabe que horas ela vai embora?
Bruno: Ela deve pegar um avião daqui uma hora e meia, eu deixei ela no aeroporto antes de vir pra cá, preciso colher os depoimentos.
Luna: O meu pode ser depois? – disse me levantando de um sofá que havia no canto do quarto – eu preciso falar com a Renata.
Bruno: Claro, pode ir.
Luna: Obrigada mais uma vez. Se você ver o Victor ou qualquer outra pessoa diz que eu fui ate a Renata.
Bruno: Digo sim.
Luna: Obrigada.
Dei um jeito de sair do hospital sem passar pela imprensa e sem a interrupção dos médicos, peguei um taxi e corri ate o aeroporto.
Capítulo 50
Ele me olha espantado e até engasga.
Luan: Você o quê? –me pergunta sem acreditar
Milena: Você quer que eu repita? –falo sem graça
Luan: É uai. Fala. –da aquele sorrisinho malicioso
Milena: Eu disse que amo você. –falei rápido e levantei pegando o meu prato e levando pra cozinha
Luan: Não foge da raia Milena. –fala bem próximo de mim
Milena: Eu não to fugindo Luan. –o olho
E putz ele estava próximo, muito próximo. Podia sentir sua respiração em meu rosto. Ele fez carinho no meu rosto e ficou mais próximo ainda, a ponto de nossas bocas se encostarem.
Luan: Eu quero te falar uma coisa também... –me fita com o olhar
Milena: Fala... –sussurro
Luan: Eu... Amo você. Desde aquele dia que cê me deu um chaqualhão no quintal de casa. Depois daquele dia, eu comecei a te olhar de um jeito diferente. E depois daqueles beijos, eu tive a total certeza. Eu amo você Milena. –me puxa pela nuca sem me deixar responder e me beija como nuca.
No começo eu assustei, com as palavras, e com a atitude dele. Mas eu estava gostando. Estava sim!
Esse beijo era diferente dos outros. Esse era com amor, desejo e carinho. Ele me encostou na parede e senti o clima esquentar. Não estava preparada. Não ainda.
Luan: Que foi? –me olha surpreso
Milena: É melhor não. –sorrio sem graça e saio de seus braços passando a mão no rosto, braços e cabelo e o olho
Luan: É algum problema comigo? Eu to cheirando mau? –se cheira
Milena: Não. –gargalho- Não é nada com você. Pode ficar tranqüilo. –sorrio- Sou eu mesma.
Luan: Cê ainda é né? –me lha sorrindo lindamente
Na hora eu fico vermelha. Se tivesse um buraco, eu me enfiaria nele.
Milena: É, eu sou. –falo sem graça
Luan: Não precisa ficar com vergonha. É natural isso uai.
Milena: Não na minha idade. –rio
Luan: Uai tem nada ver não. Porque tipo, cê só vai fazer com a pessoa que sentir confiança.
Milena: É eu sei. –sorrio e vamos pra sala
Nos sentamos e ficamos em silêncio.
Luan: Vamos comer chocolate? –me olha sorrindo
Milena: É a mesma coisa que falar pra um bêbado: Você quer cachaça? –falo rindo
Luna: Idiota. –ri e pega os chocolates
Milena: Mas antes. Vamos arrumar a bagunça da cozinha senhor Luan Rafael! –o olho sorrindo
Luan: Sério? –faz bico
Milena: Sério! Vamos vem. –o puxo pela mão
Luan: Desse jeito, eu não garanto que vou te ajudar a arrumar a bagunça hein’. –me abraça por trás e vamos assim até a cozinha me dando beijos na nuca
Milena: Luan é sério, para de safadagem homem. –rio
Luan: Ta eu parei. –sorri
Depois de arrumarmos a cozinha, fomos comer o nosso chocolate. Que delícia.
E é claro que o Luan, me beijava enquanto comíamos chocolate. E eu adorei.
Eu nunca senti isso por ninguém. E acho que eu amo o Luan como nunca amei ninguém. Acho não. Tenho certeza! Ele é a melhor coisa que já me aconteceu nessa vida.
Luan: Eu preciso ir.
Milena: Já? –o olho
Luan: Já. Amanhã eu volto. –sorri e me da um selinho
Milena: Ta bom. Vou esperar viu! –seguro em seu rosto e o beijo
Luan: Pode esperar. –sorri
Nos despedimos, com muitos beijos, e ele foi embora. Triste não?!
(...)
Coloquei meu pijama lilás, e deitei. Fiquei falando com o Luan pelo what’s, por um tempinho. Depois liguei pra minha mãe, e falei bastante com ela. Falei com a Cá que estava em casa, e ela brigou comigo por não ter dado tchau pra ela. Olha o drama da menina. Falei com o meu pai, e falei com o Drigo também. Quando desliguei, mandei uma mensagem pro Luan.
“Milena: Boa noite e dorme bem. Eu amo você! <3...
Capitulo 50
-- Quê? – ele perguntou incrédulo.
-- Você poderá ver as crianças quando quiser, só te peço para não aparecer aqui em casa com a Amanda e o seu filho. – afirmei, me levantando e secando as lágrimas.
-- Eu já te disse que eu não fiz nada disso! – ele bateu as mãos ao lado do corpo, como se estivesse cansado.
-- Também não se preocupe. – comecei, o olhando nos olhos e falando em tom baixo. – Sei que terá uma premiação importante daqui á quatro semanas, mas eu irei com você. Depois disso... – balancei a cabeça em negação e o percebi me olhando sofrido, desesperado.
Acabei me virando de costas e indo em direção á área externa, me jogando na grama da pequena colina do jardim. Por ali, eu chorei o que precisava e tudo o que mais causava medo pela situação.
Durante essa conversa com Luan percebi o quanto ele estava desesperado, e acima de tudo, o quanto ele tinha medo do final da nossa história. Talvez ele já estivesse em nosso quarto, recolhendo alguma de suas roupas, mas mesmo que levasse tudo que era seu, ainda continuaria algum resquício dele em qualquer cantinho da casa.
Alguns minutos depois, escutei as crianças entrarem pela casa alegres e com seus risos sinceros. Me sentei, sequei minha lágrimas e engoli o choro, mesmo sabendo que de nada isso adiantaria. Caminhando em direção á sala, me senti vazia mesmo antes da partida de Luan.
-- Onde você vai papai? – Breno logo perguntou ao ver uma mala de Luan na sala e o mesmo se agachar para ficar da altura dos pequenos.
Eu estava apoiada no batente de divisão da sala com a cozinha, olhando a cena que tanto partia o meu coração: a sua despedida.
-- Papai está indo viajar, mas volto rapidinho. – Luan disse, passando a mão pelo contorno do rosto de cada uma das crianças.
-- Mas você disse que ia brincar comigo. – Breno disse em um tom tão triste que eu tive que espremer meus lábios para não soltar as lágrimas presas.
-- É. E você acabou de chegar. – desta vez foi Nicole que falou e mesmo olhando de longe, pude notar os seus olhos lacrimejarem e ela fazer um beicinho para chorar.
-- Eu sei disso. – Luan confirmou com um fio de voz quase inaudível. – Mas eu vou voltar logo – ele forçou um sorriso e apertou a ponta do nariz de Nicole -, e também vou brincar bastante. – ele fez o mesmo com Breno. – Agora vamos dar um abraço de urso pra matar a saudade. – Luan pediu e acolheu as crianças cada um em lado.
Nesse momento, eu já chorava tanto que soluços podiam ser ouvidos. O abraço durou minutos que podiam ser considerados eternos. Eu continuava no mesmo lugar, incapaz de impedi-lo de ir, pois eu decidi isso.
Depois, ele se levantou e as crianças se sentaram no sofá, balançando as perninhas e com as expressões iguais: tristes e sem consolo com a partida do pai.
A última coisa que eu desejaria em toda a minha vida seria causar algum mal nas crianças por conta da ausência do pai, ou afastar o mesmo á ponto de fazer com que os pequenos começassem á odiar a presença paterna.
Luan se levantou e se virou, me encontrando com a face avermelhada pelo choro. Ele também não estava diferente. Por situações difíceis que passamos pelo nosso casamento, e pelo tanto que o conhecia, os olhos avermelhados e inchados indicavam um choro contido e forte, vindo direto do seu coração. Ele seguiu em minha direção e me abraçou forte, sem pedir permissão e sem dizer qualquer palavra. Eu não neguei aquele abraço. Era o homem que eu tanto amava, e pelo que parecia, um deslize causou o fim do nosso casamento. Ficamos assim, mas quando o choro e o abraço apertado começaram a me sufocar, ele me soltou.
-- As coisas vão se resolver. – ele sussurrou para que somente eu o ouvisse. – Te entendo com tudo isso, mas eu juro por tudo que construímos juntos que eu não te trai. – ele segurou forte a minha cabeça entre as suas mãos e logo depois selou seus lábios na minha testa. – Eu amo você. – afirmou, olhando em meus olhos e se virando logo depois.
Eu encostei minha cabeça no batente da porta, fechei meus olhos e suspirei fundo, querendo que se fosse um sonho ruim, deveria essa ser o momento de acordar. Não gostaria de ver a sua partida, mas pelos reflexos dos meus olhos, corpo e coração que tanto estavam acostumados com a sua presença, notei ele pegar sua mala, dar um último tchauzinho para os filhos e cruzar a porta, desaparecendo com toda a minha vida.
Os dois dias que se seguiram foram dedicados á explicar para Bruna o porquê da minha separação com Luan. Ela não se conformava e não entendia nada disso, nenhum dos motivos, pois realmente neste momento, não queria lhe contar toda a história. Ela afirmou que no fim de semana estaria por aqui para saber o que aconteceu, mas colocando a desculpa de que estava com saudades do sobrinho e iria visita-lo. Aceitei, querendo mesmo a sua presença irmã e amiga.
Logo no mesmo dia, a noticia correu para os pais de Luan e a minha mãe. A mesma esteve em casa no dia seguinte, me perguntando sobre tudo, mas logo parou quando sentiu minha respiração falhar e eu ser obrigada a deitar no seu colo e receber o seu carinho. Mais tarde, antes de irmos dormir, ela me deu conselhos que compreendi ao meu coração e percebia que sua maior vontade era que tudo se resolvesse e no fim, novamente Luan e eu juntos.
No segundo dia Dona Marizete me telefonou e eu expliquei superficialmente o que havia acontecido. Ela dissera que não ligara antes, pois realmente não sabia o que ocorrera e só então fez quando Luan lhe revelou toda a história. Ela também não deixou de mencionar o quanto o seu filho estava triste pelos cantos e não aceitava o fato de estarmos longe um do outro.
Também não revelei um outro fato á ninguém: eu sentia saudades de Luan desde o primeiro instante em que partiu, desde a primeira, a primeira janta, a primeira noite sem sua presença na cama.

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Capítulo 5O
Depois de um tempo Lucas chegou no quarto.
— Temos que ir. — ele falou.
— Ir pra onde? — perguntei.
— Para a cidade o próximo show. Hoje e amanhã os shows serão no Pará, sábado vai ser em Patrocínio. Nem acredito que vou matar a saudade dos meus pais.
— O que? Eu vou finalmente conhecer seus pais? — perguntei.
— Sim, minha mãe está louca para te conhecer.
Ajudei Lucas a colocar a mala dele em ordem e depois fomos até o meu quarto buscar a minha mala. Lucas quis dar uma de fortão e levou a minha mala e as deles para a recepção do hotel. Como sempre, chegamos lá e todos estavam a nossa espera. Fomos para o Pará de avião é claro, e andar de avião era uma tarefa bem complicada para mim, eu tinha um certo medo. Lucas riu de mim durante toda a viagem, afinal vez ou outra eu apertava com força as mãos dele numa tentativa fracassada de aliviar o medo que eu estava sentindo. Quando finalmente o avião pousou, senti um alívio inexplicável. Uma van estava a nossa espera e fomos para o hotel. Na porta do hotel haviam algumas fãs e Lucas as atendeu com um lindo sorriso estampado no rosto. Depois de as atender, Lucas e eu subimos para o quarto e dessa vez não iríamos ficar em quartos separados. Ficamos o resto da tarde sentados em volta da piscina do hotel, e Lucas ficou uma boa parte do tempo conversando com suas fãs pelo Twitter. Quando começou a anoitecer, subimos para o quarto. Estávamos deitados na cama e eu estava com a cabeça apoiada em seu peitoral.
— Domingo o show vai ser onde? — perguntei enquanto fazia carinho na barba do Lucas.
— O show de domingo foi cancelado. — ele respondeu.
— Tive uma ideia. — falei.
— Que ideia?
— Domingo nós vamos jantar na minha casa, seus pais e seu irmão também.
— Adorei a ideia, eu estava mesmo pensando em uma forma de apresentar nossos pais.
— Combinado então, vou ligar pra minha mãe. — falei levantando.
Fui para perto da janela e liguei para mamãe. Falei sobre a ideia que tive e ela adorou, disse que não via a hora de domingo a noite chegar. Conversamos mais algumas coisas e depois desligamos. Olhei para a cama e Lucas havia pegado no sono, então fiquei o observando dormir por alguns minutos. Depois entrei no chuveiro e tomei um banho. Quando sai do banheiro fui procurar a roupa que eu usaria no show da noite e depois de ter escolhido tudo, olhei no relógio e vi que estava na hora de Lucas começar a se arrumar. Deitei ao lado dele na cama e comecei a beijar todo seu rosto, Lucas foi despertando aos poucos e me surpreendeu com um beijo intenso.
— Vai se arrumar logo, daqui 40 minutos temos que estar na recepção do hotel. — falei quando paramos de nos beijar.
— Toma banho comigo? — Lucas perguntou.
— Já tomei banho amor.
Lucas ficou com cara de cachorro sem dono e entrou no banheiro. Depois de 20 minutos eu já estava com a maquiagem feita, só faltava colocar a roupa, mas Lucas ainda estava no banheiro.
— Lucas, anda logo! — falei.
— Já terminei — ouvi ele gritar de dentro do banheiro.
Lucas saiu do banheiro enrolado na toalha, se trocou, arrumou o cabelo e enquanto ele se arrumava eu me troquei. Finalmente estávamos prontos e descemos para a recepção do hotel, com 10 minutos de atraso. Ale reclamou um pouquinho do atraso, mas Lucas nem ligou. Fomos para o local do show e quando chegamos ficamos impressionados com a quantidade de pessoas que havia ali. O show da noite foi maravilhoso, algumas fãs levaram uma imensa faixa com uma linda frase o que fez Lucas se emocionar. Depois de Lucas ter finalmente acabado de atender as fãs no camarim, voltamos para o hotel. Eu estava exausta, essa rotina estava me deixando bastante cansada, então assim que chegamos no quarto, coloquei um pijama, deitei na cama e adormeci.
Capítulo 50
Ficamos mais alguns minutos lá e depois resolvemos voltar para casa. Chegamos no meu apartamento e como já estava de noite, fui procurar algo para preparar para comermos. Resolvi fazer uma lasanha, ou melhor, aquela lasanha bem caprichada. Dani e mamãe ficaram na cozinha me ajudando, e os homens ficaram na sala assistindo futebol. Lucas estava se dando super bem com meu pai e meu irmão e de certa forma, isso estava me deixando muito feliz. Lucas estava bastante próximo de Rafael, o que eu pensei que nunca fosse acontecer. Graças a Deus tudo está indo maravilhosamente bem na minha vida e eu espero que continue assim. Terminei de fazer a lasanha e os chamei para jantar. A mesa era pequena e não ia caber todos lá, então alguns ficaram na cozinha, outros ficaram na sala, mas antes de começarmos a comer, Yuri disfarçadamente me chamou em um canto.
– Maninha, arruma aquela amiga sua para mim. – Ele disse.
– Que amiga? A Dani?
– Essa mesmo.
– De jeito nenhum Yuri, pode sussegar. A Dani está com o Rafa e de maneira nenhuma vocês vão ficar.
– Mais eu não tenho ciúmes.
– Yuri. – Falei fazendo cara de brava e ele percebeu que eu estava falando sério.
– Nossa sua chata, não tem nada a ver. Se ela quiser deixar ele pra ficar comigo, você não pode fazer nada.
– O fato é que ela não vai deixar ele, ela o ama.
– Se o amasse não estaria trocando olhares comigo.
– Ah Yuri, isso não importa. O que importa é que ela está com o Rafa e eu não vou deixar ela fazer ele sofrer, entendeu?
– Não concordo, mas não vou discutir com você. – Yuri disse voltando para a sala.
Voltei para sala também, comecei a comer, mas meus pensamentos estavam distante. Comecei a pensar no que Yuri tinha dito e de certa forma fazia sentido. Se Dani realmente amasse o Rafa ela não teria olhos para outros garotos. Será que ela estava confundindo os sentimentos, da mesma forma que eu confundi meus sentimentos por Thiago no passado? E se Rafael começasse a gostar dela e depois ela o deixasse? Eu não poderia deixar com que Rafael se machucasse, eu tinha que tomar alguma providência, só não sabia qual.
Meu porto seguro – cap 50
Marizete: E então doutor? Como está meu filho?
Antes que o médico dissesse meu pai envolveu seus braços em mim para me dar forças. Não sei porque,mas ele sabia que uma hora ou outra eu iria cair.
Carlos: Eu não tenho boas noticias.
Bruna: Como assim não tem boas noticias?
Nesse momento Giulia entrou no quarto e todas as atenções foram voltadas a ela.
Giulia: Me desculpem.
Amarildo: O doutor tem noticias do Luan.
Giulia: Então doutor? Como ele está?
Carlos: Eu não tenho boas noticias.
Marizete: Diz logo doutor! Como esta meu filho?
Carlos: O estado de Luan está se agravando cada vez mais. Nós estamos fazendo tudo o que podemos mas ele não reage. Todos os tipos de procedimentos que fizemos com ele não dá resultado. Nós estamos tentando o possível,talvez por um milagre ele saia dessa.
Coloquei o rosto entre as mãos e me escondi no peito do meu pai.
Bruna: Mas que tipo de procedimentos?
Carlos: Vários exames, vários tipos de reanimações,mas nada faz efeito. Parece que falta alguma coisa.
Ouvi o soluço de dona Marizete e o consolo de seu Amarildo.
Giulia: Eu sei o que falta.
Todos olharam para ela mas eu continuei segurando meu choro e meu pai continuou me abraçando.
Giulia: Falta ela – disse apontando para mim – o que mais poderia faltar? – Giulia disse com a voz doce – Luna, é de você que ele precisa,sempre foi de você que ele precisou.
Olhei para Giulia sem entender. Todos me olhavam com espanto e dona Marizete,pela primeira vez nesses dois dias de hospital,me dirigiu a palavra.
Marizete: Luna, você sempre esteve com ele,pode dar certo.
Carlos: Em que vocês estão pensando?
Giulia: Luna,vocês dois sempre estiveram juntos. Nos momentos bons e ruins,nas festas e nas tragédias, sempre juntos. Talvez seja disso que ele sinta falta, de estar ao seu lado. Você é a melhor amiga dele,vocês tem uma conexão que ninguém no mundo é capaz de destruir.
Carlos: Gente,gente. Infelizmente a situação não é tão simples assim. O que ela poderia fazer?
Com poucas palavras Amarildo explicou como eu era com Luan e quando ele foi dar a resposta uma enfermeira entrou desesperada no quarto gritando:
Enfermeira: Doutor! Ele está tendo uma parada cardíaca!
Doutor Carlos nos olhou assustado e saiu correndo. Dona Marizete foi atrás:
Marizete: Meu filho! Não,meu filho não! Eu quero ver meu filho.
Doutor Carlos se virou para trás e disse:
Carlos: Segurem ela!
E saiu correndo rumo a UTI.
O tempo custou a passar,o relógio teimava em atrasar sua volta completa. Estávamos todos em silêncios,silêncios que nada podia quebrar a não ser o barulho dos soluços de Marizete. Meus pensamentos estavam ocupados por orações que eu fazia com muito fervor.
Depois de três horas sem noticias,doutor Carlos entra no quarto com uma expressão de cansaço e preocupação.
Todos nós nos levantamos e seu Amarildo perguntou:
Amarildo: E então doutor? Como está meu filho?
Carlos: Infelizmente seu estado piorou. Nós fizemos uma cirurgia cardíaca de ultima hora. As causas da parada ainda são desconhecidas,mas acredito que seja por causa dos sedativos que são muitos.
Bruna: Mas as chances deles aumentaram?
O olhar do doutor dizia que não. Dona Marizete desmoronou na cadeira sem nenhum tipo de reação. Doutor Carlos olhou pra mim com os olhar doce como o de um pai.
Carlos: Acho que chegou a sua vez.
Meu coração acelerou e então antes que eu fosse até a UTI pedi que deixassem eu falar com os fãs de Luan que estavam na porta do hospital desde a noite em que tudo aconteceu.
Desci até a portaria e quando as fãs me viram começaram a me bombardear de perguntas.
Fã: Como ele está?
Fã: Luna pelo amor de Deus da noticias pra gente!
Fã: Me leva pra ver ele Luna por favor – disse em meio as lágrimas.
Vi de longe um repórter perguntando pra uma fã.
Repórter: Quem é essa?
Fã: Melhor amiga do Luan.
E então,depois disso toda a imprensa que havia ali se amontoou em cima de mim. Os seguranças me ajudaram mas estava uma loucura. Muita gente começou a vir em cima de mim e então ameacei.
Luna: Se não ficarem quietos eu não vou falar nada e vou pra dentro!
Todos se organizaram e então a imprensa começou a perguntar:
Repórter 1: Como está o Luan Santana?
Repórter 2: É verdade que ele estava envolvido com tráfico de drogas.
Luna: Eu não vou responder a imprensa,não adianta fazerem perguntas. Eu vim aqui falar com os fãs do Luan! Eles sim estão preocupados!
Todos me olharam espantados e então eu continuei.
Luna: Eu sei o quanto vocês amam o Luan. Eu sei que vocês estão com ele pra tudo,pra tudo mesmo. Vocês mesmo sabem que eu sei de muita coisa. Vocês sempre foram sinceras em relação ao que sentem por ele então eu serei sinceras com vocês. O Luan não ta nada bem. Ele está correndo um grande risco de vida e eu vim aqui pra vocês orarem muito por ele,porque ele está precisando muito. Eu vim aqui também porque eu vou entrar no quarto dele agora e quero que vocês me passem toda a energia positiva que vocês tiverem para eu repassar a ele. Ele precisa de vocês mais do que nunca! E eu tenho certeza de que se orarmos juntos ele vai sair dessa e vocês vão poder cumprir a promessa do ‘’pra sempre com você.’’
Nos demos as mãos e então rezamos. Sai sem dar explicações a imprensa que insistia com perguntas.
Subi para o quarto triste, com o coração doendo.
Olhei para doutor Carlos que disse:
Carlos: Vamos?
Fiz que sim com a cabeça e nós subimos para a UTI. Ele me deu as recomendações e me mostrou onde era o quarto de Luan.
Parei em frente a porta. Era como se eu fosse entrar no pior lugar do mundo. E era o pior lugar do mundo.