Capitulo 08 - I temporada (I want you, now)
Então me lembrei de Charlie. Mordi o lábio e olhei pela janela. O volvo prateado de Edward chamava atenção em frente à minha casa.
– Bom... Será que você poderia parar o seu carro mais pra frente na rua? Se o meu pai chegar e o vir aà vai fazer muitas perguntas. – Eu disse olhando para ele.
– E ele não vai saber que estou aqui? – Edward perguntou.
– Não. Ele nunca entra no meu quarto sem bater e vai dormir cedo. Acho que não vai ter problema. – Eu disse.
– Então tudo bem. – Levantei-me e Edward fez o mesmo. – Já volto.
Ele me deu um selinho nos lábios e saiu.
Fui atĂ© a geladeira e vi que ainda havia alguma lasanha de ontem. Charlie poderia comĂŞ-la, entĂŁo eu nĂŁo precisava fazer o jantar. Peguei um saco de pipocas e coloquei no aparelho de micro-ondas. EntĂŁo fiz alguns sanduĂches de geleia com pasta de amendoim, para o caso de ficarmos com fome mais tarde.
Quando a pipoca saiu, Edward entrou na cozinha.
– Demorou. – Falei, tirando o saco com cuidado do aparelho e colocando o conteúdo em uma vasilha transparente.
– Estacionei na esquina, por precaução. – Ele disse, sorrindo maliciosamente. – Estou me sentindo um fora da lei.
– Ria enquanto pode, meu chapa. Se o Chefe descobrir você aqui, vai ser mesmo. – Eu falei divertida, enquanto pegava duas latinhas de coca na geladeira.
– O perigo é a melhor parte. – Ele riu. Acenei a cabeça negativamente, achando-o um bobo. Então pegamos tudo e levamos para cima. – Então esse é o seu quarto?!
Ele olhava para tudo com curiosidade. Tirei a jaqueta, coloquei a comida ao lado da cama, puxei a mesinha da TV e fechei a porta. Quando me voltei para a cama, Edward já estava esparramado lá, todo à vontade.
– Meio folgado, você. – Eu disse, pegando o case com os DVDs.
– Só um pouquinho. O que vamos assistir? – Ele perguntou, sentando-se para ver os filmes em minha mão.
– Pode escolher, se quiser. – Ofereci.
– Valeu. - Ele pegou o case e deu uma olhada.
– Coloca esse. – Ele disse, me dando Tropas Estelares.
– Eu adoro esse filme. – Falei, sorrindo.
– Viu? Minha mulher perfeita. – Ele disse, estalando um beijo nos meus lábios. Eu ri, indo colocar o DVD e dei start.
Então voltei para a cama e me acomodei ao lado dele. Edward pegou a pipoca e as cocas, abrindo as duas latinhas e me passando uma. Então colocou o braço ao redor dos meus ombros, me puxando para mais perto.
O filme começou e eu fiquei dando pipoca na boca de Edward ao mesmo tempo em que comia. Por um tempo estava tudo bem... Até que teve uma daquelas cenas, sabe...Daquelas...
EntĂŁo já sabe, nĂ©... Os dois atores começaram a se pegar lá. NĂŁo foi nada muito explĂcito, mas com Edward ao meu lado, o calor já estava grande. Ele nĂŁo deu sinal de desconforto, mas eu estava mais tensa do que nunca.
EntĂŁo olhei para Edward, que olhava para a TV calmamente, mas quando viu que eu o observava, olhou para mim.
– O quê? – Ele quis saber, sorrindo. Consegui apenas ficar olhando para a sua boca, até que me inclinei e o beijei. Ele pareceu um pouco confuso, até que colei ainda mais o meu corpo no seu. Senti-o tirar a latinha da minha mão e soube que ele havia largado a dele também, bem como a vasilha com a pipoca.
Então Edward nos girou e ficou por cima de mim, me apertando ainda mais. O peso de seu corpo sobre o meu era maravilhosamente excitante. Seus dedos passearam pelos lados do meu corpo, me fazendo estremecer. Levei uma de minhas mãos ao seu braço forte, apertando-o.
Quando começou a faltar ar, Edward levou seus lábios ao meu pescoço, beijando e mordiscando. Eu me sentia febril, fora de mim. Quando ele mordiscou o lóbulo de minha orelha, não tive como evitar um longo gemido de me escapar.
Edward ofegou, uma de suas mĂŁos deslizando para dentro de minha blusa. Arfei, cravando minhas unhas em costas. Quando seus dedos tocaram meu seio, sobre o sutiĂŁ, quase fui Ă loucura.
– Edward... – Gemi, sem conseguir me controlar.
– Hmm... – Ele disse apenas. Deslizei minha mão para dentro de sua camisa, sentindo seu abdome musculoso se contrair sob meus dedos. Edward começou a puxar minha blusa, mas parou por um instante. – Posso?
Fiz apenas que sim com a cabeça, erguendo os braços para ajudar. Edward me olhou por um instante, mordendo o lábio de forma extramente sexy. Puxei-o de volta pela camisa, colando minha boca na sua.
Edward meramente riu, apertando meu seio por cima do sutiĂŁ. Minha entrada se encontrava encharcada, pronta.
Eu estava louca, sem rumo, sem sentidos... Apenas seus toques conseguiam ultrapassar o torpor que tomara conta do meu cérebro devido ao seu membro duro, que se apertava contra a minha perna.
Mesmo no estado em que eu estava, tive que dizer algo.
– Edward... – Sussurrei, a voz falha. Puxei levemente os seus cabelos para fazê-lo olhar para mim. – Você lembra... Quando eu falei... Bom, você sabe que eu sou...
– Virgem. –Ele completou. Então sorriu, colando seus lábios nos meus rapidamente. – Eu sei. Mas não precisamos ir até o fim. Podemos fazer o que você quiser.
Acenei que sim com a cabeça. Então mordi o lábio, reunindo coragem.
– Eu quero... Fazer alguma coisa quanto a isso. – Minha voz era menos do que um murmúrio, quando levei minha mão até o seu sexo e apertei. Edward gemeu longamente, voltando a me beijar com sofreguidão. Puxei sua camisa pela cabeça, no que ele me ajudou.
Mas bem nessa hora ouvimos o carro de Charlie chegando Ă entrada. Paralisei, ouvindo.
– E agora? – Edward sussurrou, congelado na mesma posição.
– Ele não entra no meu quarto. – Eu repeti, sentando. Edward fez o mesmo. Ouvi Charlie abrir a porta da sala. – Espera aqui.
Catei a minha blusa e a vesti. Olhei-me no espelho, arrumando o cabelo. Estava muito corada, por isso respirei fundo várias vezes, tentando me acalmar. Então saà do quarto.
Desci as escadas, encontrando Charlie no corredor.
– Chegou tarde pai. – Falei tentando não parecer suspeita.
– É, muitos problemas para resolver. – Ele disse apenas. Nunca falava muito dos casos em que estava trabalhando. Dizia que não era ético. – Está fazendo o que?
– Estou vendo um filme, agora. Depois vou fazer o meu dever. Eu já jantei, tá. Estava com fome, mas ainda tem lasanha na geladeira. – Eu disse.
– NĂŁo estou com fome. Comi uns sanduĂches com os rapazes. Vou apenas tomar um banho e dormir. Estou muito cansado. – Ele falou, começando a subir as escadas. Segui-o de perto escadas acima. – Hmm, vocĂŞ deixou o filme passando.
– É, foi mesmo. Esqueci de dar pausa. – Eu falei, meio sem graça.
– Bom, boa noite Bells. – Charlie disse, me dando um beijo na testa e entrando no quarto.
– Boa noite.
Esperei a sua porta estar fechada, entĂŁo voltei para o meu quarto. Edward estava encostado nos travesseiros, a camisa sobre o colo.
– Esquecemos de dar pausa no filme. – Sussurrei. Então voltei bastante o filme, para abafar o barulho enquanto Charlie não pegasse no sono.
– Foi mesmo. Pelo menos é um filme longo. – Ele disse, rindo baixinho. Apaguei a luz do quarto e voltei a me deitar ao lado de Edward. Ele me abraçou, jogando a camisa de lado. – Onde estávamos?
Deslizei minha mão pelo seu peito e abdômen perfeitos, chegando até o cós de sua calça. Edward suspirou, me beijando enquanto eu tentava desabotoar a sua calça. Como minha mão tremia um pouco, não foi muito rápido, né?
Quando finalmente consegui, ele se deitou ao meu lado para que eu pudesse tirá-la. A visão de sua boxer branca preenchida com um volume enorme apenas serviu para me deixar mais molhada do que já estava. Inclinei-me e beijei o seu peito forte, me sentindo a pessoa mais sortuda do mundo.
– Vem aqui. – Edward falou, sentando-se e me puxando para perto. Ele puxou a barra da minha blusa para tirá-la outra vez. Então dirigiu seus dedos até a minha calça jeans.
Minha respiração acelerou consideravelmente, mas mesmo assim me deitei para ajudá-lo a tirar. Edward jogou a minha calça de lado e voltou para cima de mim, suas mãos fortes deslizando pela minha coxa, passando pela minha barriga até o meu seio, apertando-o.
Sua boca veio parar na minha, insaciável.
As mĂŁos de Edward vieram para as minhas costas e logo ele havia tirado o meu sutiĂŁ. Por um segundo ele ficou me olhando, antes de soltar um gemido baixinho e levar seus lábios atĂ© o meu seio. Sua lĂngua brincou com meu mamilo, para depois prendĂŞ-lo entre os dentes enquanto sua mĂŁo se ocupava com o outro.
Fiz um esforço sobrenatural para não gemer muito alto. Forcei a minha mão entre nossos corpos, chegando até o volume entre suas penas e acariciando. Edward gemeu, mordendo o lábio em seguida para abafar o barulho.
– Bella... – Ele sussurrou, enquanto eu o massageava por sobre a boxer. Edward infiltrou também sua mão entre nossos corpos, indo parar entre minhas pernas e acariciando a minha entrada ainda por cima da calcinha, fazendo uma nova onda de excitação me deixar ainda mais molhada. Gemi novamente, mordendo o seu pescoço para abafar o barulho.
Edward beijou o meu pescoço, descendo até o meu seio, e brincando um pouco com ele. Então afastou a minha mão de seu membro e desceu pelo meu corpo, beijando a minha barriga e chegando até a barra da minha calcinha, que ele tratou de retirar.
– Edward... – Sussurrei, envergonhada por tê-lo ali em baixo, olhando a minha intimidade com o lábio preso entre os dentes.
– Tão perfeita, minha Marie... – Ele resmungou, acariciando a minha intimidade com seus dedos. Meus olhos se apertaram quando um gemido brotou de mim sem que eu conseguisse refreá-lo.
E naquele momento eu senti a lĂngua de Edward acariciando a minha entrada, beijando e lambendo lentamente, me deixando fora de Ăłrbita.
Eu tinha certeza de que o quarto deveria estar a uns cinquenta graus de temperatura, por que todo aquele calor nĂŁo podia estar vindo de mim. Simplesmente nĂŁo podia.
Eu já nĂŁo conseguia pensar, apenas sentir. Edward usava a lĂngua e os dedos, hora acariciando a minha entrada, hora estimulando e apertando o meu clitĂłris. NĂŁo demorou atĂ© que meus mĂşsculos começassem a se contrair. A sensação de prazer que eu senti foi indescritĂvel, muito maior do que quando eu fazia isso sozinha, pensando nele.
Meu corpo relaxou sobre a cama e, por alguns segundos, eu não pude sentir mais nada. Quando aquele torpor passou, senti os beijos de Edward em meu rosto e pescoço. Virei-me para ele, que me beijou longamente.
– Como se sente? – Ele perguntou, interessado. Sorri fracamente.
– Melhor do que nunca. – Falei com a voz rouca. Pigarreei e girei na cama, ficando sobre ele. – Agora é a minha vez.
– Sou seu, minha linda. Mas não precisa fazer nada que não quiser. – Ele disse, me apertando em seus braços.
– Mas eu quero, apenas... – Senti meu rosto esquentar de forma alarmante. – Apenas me diga se não estiver bom. Eu não sei...
– ImpossĂvel. – Edward sorriu, acariciando meu rosto corado. Beijei-o longamente, reunindo coragem.
Sentei-me sobre o seu quadril, acariciando seu peito e abdômen perfeitos com dedos trêmulos. Então desci meus lábios até o seu estomago, beijando suavemente, lambendo até chegar à borda de sua boxer.
O volume ali era assustador. Deslizei-a para baixo, puxando por suas pernas. Então foquei minha visão em seu membro ereto. Mordi o lábio e toquei a cabecinha duvidosamente. Olhei para Edward e ele se encontrava de olhos fechados, os lábios apertados. Considerei aquilo um bom sinal e continuei, me abaixando para beijá-lo.
Envolvi a cabecinha em meus lábios, chupando de leve enquanto minha mĂŁo acariciava o seu comprimento. Edward gemeu, uma de suas mĂŁos acariciando o meu cabelo. Com isso, coloquei mais dele na boca, sugando com vontade. Desci minha mĂŁo atĂ© os seus testĂculos, acariciando-os.
– Hmm... – Fez Edward, sua mão se enrolando em meus cabelos.
Continuei o que estava fazendo, sugando e lambendo. Ouvir os gemidos de Edward simplesmente me deixava excitada novamente. Seu quadril se movia, tentando acompanhar os movimentos que eu fazia.
Dei uma Ăşltima lambida na cabecinha e, ao colocá-lo novamente na boca, Edward explodiu com um longo gemido, enchendo a minha boca com o seu lĂquido. Engoli tudo, sentindo a minha cabeça leve.
Continuei a acariciá-lo, deslumbrada, mas Edward me puxou para cima, me beijando vorazmente.
– Você gostou? – Sussurrei quando ele me puxou para me deitar em seu peito, me abraçando com força.
– O que você acha? – Ele devolveu a pergunta, me beijando mais uma vez. Deitei a cabeça em seu peito, pensando que não queria que ele fosse embora nunca. – Bella...
– O quê? – Apoiei meu queixo em seu peito forte, esperando.
– Teria problema se eu ficasse aqui hoje? – Ele quis saber. Sorri largamente.
– Se você não tivesse pedido, eu teria. – Respondi. Ele sorriu de volta, me beijando mais uma vez. - Mas não vai ter problemas com os seus pais?
– Como se eles fossem notar. – Ele revirou os olhos.
Mordi o lábio, na dúvida se perguntava ou não. Resolvi desembuchar logo.
– Como estão as coisas em casa?
– Do mesmo jeito. – Ele deu de ombros. – Eles brigam o tempo todo, os advogados entram e saem. Eu nem pergunto nada, prefiro nem saber. Mas não vamos falar disso agora. Estou tão feliz.
– Eu também. – Eu disse, suspirando profundamente. Acomodei-me mais uma vez em seu peito, os olhos começando a pesar.
– Hmm... Acho que podemos desligar o filme agora, não? – Edward perguntou divertido. Eu ri baixinho e peguei o controle, desligando tudo. Ele puxou a coberta sobre nós e me apertou com mais força, como que para que eu não fugisse.
Naquele silêncio, podia apenas ouvir as nossas respirações e o coração de Edward, que batia no mesmo ritmo que o meu. Então adormeci e, pela primeira vez em dois anos, não sonhei com Edward.
NĂŁo havia com o quĂŞ sonhar. Eu tinha tudo o que queria bem aqui.










