O mabeco (Lycaon pictus) também conhecido como cão-selvagem-africano ou cão-caçador-africano é um canídeo típico da África que vive em zonas de savana e vegetação esparsa. A espécie já foi comum em toda a África subsaariana (exceto em áreas de floresta tropical ou densa e zonas desérticas). A sua distribuição geográfica atual limita-se ao sul da África especialmente em Namíbia, Zimbábue, Zâmbia, Botswana e sul da África Oriental na Tanzânia e norte de Moçambique.
É um animal altamente social, passando a maior parte de sua vida em alcateias controladas por um casal alfa, que detêm os direitos de reprodução. Essas alcateias possuem geralmente 7 a 15 indivíduos chegando a 40. Possuem hierarquias separadas entre os sexos e maior número de machos que fêmeas. O comportamento dentro da alcateia é geralmente pacífico e os confrontos geralmente imitam-se a disputa de fêmeas pela reprodução. Animais doentes ou feridos são protegidos e cuidados pelo grupo. As caças também são divididas entre todos os membros e os filhotes possuem privilégios e prioridade na alimentação.
O mabeco é um predador de médio porte, com cerca de 75 a 110 cm de comprimento e aproximadamente 18 a 36 kg de peso. A sua pelagem, muito característica com manchas de castanho, preto, branco e alaranjado, deu o nome científico à espécie: Lycaon pictus significa lobo pintado. A cabeça é em geral mais escura e a cauda termina num tufo branco. As orelhas são grandes e arredondadas e as pernas longas e finas terminam em patas fortes com quatro dedos, diferentemente de outros canídeos.
São animais altos e esguios, com grandes orelhas.
O mabeco é um predador canídeo de médio porte pesando aproximadamente entre 18e 36kg de peso com comprimento total entre 84,5 e 141 cm e a cauda entre 31 e 42 , baseado em alguns espécimes. Comparado com coiotes e lobos são esguios e altos, com orelhas bem grandes. Não há dimorfismo sexual considerável, embora machos sejam 3 – 7% maiores, baseado em dimensões do esqueleto. As orelhas são grandes, arredondadas e cobertas com pelos, sua mandíbula larga e potente e suas pernas longas e esguias Diferentemente de outros canídeos, suas patas dianteiras não possuem ergô (5º dedo vestigial), tendo quatro dedos. Todas as patas têm garras, e as almofadas entre o segundo e terceiro dedos são parcialmente fundidas.
Seu nome científico Lycaon pictus significa “lobo pintado”; o que reflete sua pelagem colorida com áreas pretas, amarelas, vermelhas, brancas, marrons, sendo cada indivíduo com um padrão diferente, como as zebras, por exemplo. Os cães selvagens no nordeste da África tendem a ser predominantemente pretos com pequenas manchas brancas e amarelas, enquanto os cães na África Austral são mais coloridos com uma mistura de marrom, preto e branco. Ele tipicamente tem uma mancha branca na ponta da cauda, uma cabeça marrom e amarela com uma “máscara” preta, orelhas negras e uma linha branca na crista sagital. O pelo geralmente é curto no corpo e membros e mais longo no pescoço, chegando a ter uma aparência felpuda.
Mabecos possuem uma pelagem bastante colorida, o que lhe deu seu nome científico Lycaon pictus (lobo pintado).
A pelagem é consideravelmente diferente da de chacais e raposas, com pelos próximos, ásperos e não densos. A composição também é completamente diferente, com o aspecto áspero e rígido, não exibindo pelos inferiores. Os pelos costumam cair a medida que envelhecem, especialmente na face deixando-a cinza com a pele à mostra. Alguns indivíduos velhos chegam a ficar sem pelos e indivíduos em cativeiro podem adquirir pelagem mais espessa em climas frios. A grande variação de cor pode ser uma forma de reconhecimento visual entre indivíduos, entre distâncias de 50 e 100 metros. Essa variação é mais proeminente no tronco e nas pernas. Na cabeça, há relativamente pouca variação com um focinho preto variando a marrom no queixo e testa, uma listra preta pela testa e parte de trás das orelhas pretas ou amarronzadas. Alguns animais possuem ainda uma marca de lágrima marrom abaixo dos olhos. O padrão da pelagem é assimétrico entre os lados do corpo.
Seu crânio é largo, com um amplo arco zigomático, que lhe permite uma poderosa mordida. O focinho é bastante curto, largo e profundo com uma potente dentição larga e muito afiada. Tem 42 dentes no total. Seus pré-molares são um dos maiores proporcionalmente a massa corporal em relação a outros carnívoros, o que lhes ajuda a consumir grande quantidade de ossos, assim como hienas. O último molar inferior é vestigial. Possuem também um forte cheiro de almíscar. Fêmeas geralmente possuem entre 12 e 16 mamas e são um pouco mais leves que os machos que são facilmente identificados por uma notável cavidade peniana.
Os mabecos são animais gregários não territoriais que vivem em matilhas de até 40 elementos, em média 7 a 15. Eles são animais bastante sociais, caçando grandes presas e cuidando dos filhotes em grupo. No passado, já foram registradas matilhas muito maiores: no século XIX na África do Sul alcateias com centenas foram observadas e outra foi estimada em 500 animais na década de 1920. A estrutura social do grupo é altamente definida, com um casal alfa no topo que controla as hierarquias separadas de machos e fêmeas. Em geral as matilhas têm maior proporção de machos, uma vez que as fêmeas emigram com mais facilidade para outros grupos familiares. Machos e fêmeas dispersam de sua matilha em grupos formados por irmãos do mesmo sexo. Aos 2 anos e meio de idade, todas as fêmeas já saíram do grupo natal enquanto metade dos machos permanece; a outra metade emigra. Esses grupos de irmãos encontram com outro do sexo oposto de uma alcateia diferente, formando uma nova alcateia.
Portanto, indivíduos do mesmo sexo em uma alcateia são parentes entre si e os filhotes são relacionados a todos os adultos. Algumas vezes, entretanto, um indivíduo não relacionado é encontrado devido a eventos aleatórios afetando adesão em subgrupos de alcateias em transição, especialmente adoção de filhotes em parentesco. Ocasionalmente, novas alcateias são formadas depois da divisão de uma alcateia grande, em que alguns dos fundadores originais de ambos os sexos emigram juntos em uma dispersão secundária. Os filhotes podem se juntar ao grupo de origem ou o secundário, independente de seus pais.
Eles possuem hábitos diurnos e ficam na sombra durante o calor do dia
Os cães-selvagens-africanos compartilham com os guepardos a peculiaridade entre os grandes predadores africanos de serem ativos durante o dia. À luz do dia, eles conseguem localizar a presa mais facilmente e mantê-la à vista enquanto persegue. Os cães não precisam da escuridão como outros predadores pois caçam sua presa através da perseguição, não realizando emboscadas. Durante o calor do dia, ficam embaixo da sombra e nas planícies abertas podem ter dificuldade em achar abrigo. Visando se proteger do sol e também das moscas, costumam rolar na lama ou tomar banhos de terra em tempos de seca. As alcateias de mabecos são notavelmente pacíficas, com pouco conflito evidente. Conflitos entre membros do grupo são muito raros e em geral limitados à hierarquia das fêmeas na época de reprodução. Às vezes, fêmeas brigam intensamente e a perdedora sai do grupo e morre. Os mabecos têm preocupações sociais únicas nos predadores africanos. Se um membro da matilha está doente ou a recuperar de ferimentos, é alimentado pelos restantes e protegido de eventuais ataques. Também compartilham carcaças até mesmo com indivíduos que não participaram da caçada e regurgitam comida para outros em cerimônias de cumprimento. Os mabecos não são territoriais e partilham o espaço com outras matilhas vizinhas. A área das matilhas fica entre 200 e 2000 km², mas quando há filhotes jovens na toca varia entre 50 e 200 km².
Mabeco ( O Cão Selvagem Africano) O mabeco (Lycaon pictus) também conhecido como cão-selvagem-africano ou cão-caçador-africano é um canídeo típico da África que vive em zonas de savana e vegetação esparsa.