Belém, 1969-d.1970 / Acervo Jorge Bodanzky no IMS
24 imagens de Belém registradas pelo cineasta Jorge Bodanzky nos preparativos para as filmagens do filme 'Iracema, uma transa amazônica'. Não há um indicativo preciso da data das imagens, entretanto, as filmagens ocorreram entre 1969 e 1970***.
Aparecem nas imagens: av. Magalhães Barata, av. Portugal, bairro da Campina, Doca do Ver-o-Peso, Feira do Açaí, Forte do Castelo, Igreja da Sé, Mercado de Ferro, Porto do Sal, Praça Visconde do Rio Branco, Praça do Relógio, r. Pe. Champagnat, Theatro da Paz e Ver-o-Peso
*** (em 10/01/25) Diferentemente do que foi escrito, não se trata dos preparativos para o filme Iracema, o qual foi rodado em 1974. As imagens foram feitas por Bodanzky ao passar por Belém quando trabalhava como fotógrafo freelancer para a Revista Realidade em 1968, conforme depoimento para o site Vice:
"Em 1968 estava parada em um posto de gasolina na rodovia Belém-Brasília uma dupla de freelances da revista Realidade. Dividiam o espaço com eles alguns motoristas de caminhão e jovens prostitutas, negociando sexo e caronas. O repórter estava no posto apurando informações duma pauta que hoje já foge um pouco da memória do fotógrafo e cineasta Jorge Bodanzky – 'Me lembro que tinha algo a ver com dinheiro falso'. Naquele dia sua atenção estava fixada na interação entre os choferes e as jovens garotas. 'Achei aquilo interessante e pensei em contar a história da Transamazônica através desses dois personagens'. Apesar de nunca ter feito um filme antes, esse se tornaria o enredo de seu primeiro filme e um dos clássicos do cinema documental".
Há mais uma imagem de Belém que faz parte do acervo de Bodanzky - agora depositado no IMS - que não apareceu no banco de dados do Instituto (com a chave de busca 'Belém'), mas em uma das páginas do site da Revista ZUM:
Note-se que se trata do mesmo ponto de vista (observar taxímetro no canto direito) que aparece na primeira imagem da série, na Av. Magalhães Barata com tv. 9 de Janeiro.
Aqui foi tomada a imagem do início da rua Manoel Barata; ao fundo se vê a Igreja de Santana. O casario ladrilhado do lado esquerdo foi parcialmente demolido (para estacionamento), restando as últimas três janelas. Adiante se vê uma placa comercial onde se pode ler "SANSÃO". O Guia de Telefones de Belém de 1965 confirma que ali havia a Sapataria Sansão. Do lado esquerdo, a parte superior das duas casas ainda permanece idêntica à foto, o piso inferior de ambas foi modificado para comércio.














