Meu peito carrega um furacão voraz de sentimentos.
Minha mente se molda para ocultar os escombros.
- Calejou

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Meu peito carrega um furacão voraz de sentimentos.
Minha mente se molda para ocultar os escombros.
- Calejou

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No fim, o meu amor te assusta. Talvez por não aceitar pouco de você, talvez por te instigar a ser você mesmo, por te tirar da tua zona de conforto, da tua margem de segurança, virar teus pensamentos, fazer arder teu peito com simples presença.
Talvez a gente aprenda que o amor é diferente do que a gente imaginava, morno e seguro.
É mais como descer um abismo numa bicicleta sem freios e de olhos vendados. Parece algo que nunca morre, onde os anos passam e só se enraiza mais fundo a cada dia que passa. Queima o peito. Vira os pensamentos. Anula o controle.
É estar perto e o mundo ficar mudo porque as palavras faltam, você esquece as horas. Relatório pras 21hrs, ops, já são 22 e você ainda nem sabe como voltar a pensar em outra coisa.
Você constrói teorias mentais enquanto deveria estar dormindo, só pra ver tudo desmoronar no dia seguinte com um olhar. Quando se está diante da verdade é inegável que você já esqueceu o que prometeu pra si mesmo na madrugada anterior.
Meu amor, dentro do teu peito, te assusta. Porque não para, não dá descanso, quer o que quer sem controle e tudo aquilo que foge do controle das tuas mãos te assusta. Tudo aquilo que você não pode conter é assustador. E a gente sabe, que você sempre vai embora quando não consegue ser corajoso, sempre pronto pra opção mais confortável e segura.
Me assusta também, sabe. Mas já entendi que o amor morre nas palavras, ele é ação. Eu escolho todo dia, continuar te amando por mais perigoso que seja. Escolho todo dia enfrentar esse sentimento e entendê-lo, por saber que é maior que eu. Eu escolho me consumir de amor enquanto puder ter isso no peito, até estar pronta pra aceitar a verdade de que você nunca vai estar pronto, porque nunca esteve disposto a escolher a nós.
Porque no fim, a razão do nunca sempre foram suas escolhas. E como a anos atrás, você me deu mais um hoje.
No fim meu amor cresce como um baobá, gigante, silencioso, num jardim secreto, sem acesso, apenas dentro de mim, até o confins do tempo, enquanto você segue em frente, como sempre fez.
Faz um feliz caminho. Feliz vida, de peito vazio.
- Calejou
Eu tenho mania de amor.
De acreditar que algo, no vento, conspira em favor do que se passa no meu coração. Mesmo que o que eu ouça no vento sejam só ecos, das ruínas vazias do meu peito.
- Calejou
Eu só queira você me fodendo até eu esquecer meu próprio corpo...
- Calejou.
Posso dizer com clareza, que nunca senti tanto sua falta como agora. Cada sorriso sem você, parece vazio.
- Calejou

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O amor não morre.
Acumulamos decepções, incertezas, tristezas e frustrações. Raiva. O amor não morre. Ele se desgasta. Nas conversas não terminadas, na sujeira varrida pra debaixo do tapete, quando se fecha os olhos pra as rachaduras que estão se formando. As promessas que duram uma semana, um mês ou três. No deixar de lado o que pro outro é importante. Na confiança de que relacionamentos sólidos são eternos. Na crença de que o coração do outro vai estar sempre aberto. No deixar que o outro tente sozinho, por dois, salvar um barco afundando. No perceber o naufrágio e não tomar partido. O amor vai desfiando como barbante em contato com superfície cortante. A vida é cortante, mas não é preciso fio de aço. Quando se deixa de enxergar a felicidade do outro como sua, o barbante já se partiu. Ainda assim, ele não morre. O amor, eu digo. Mesmo desgastado ele toma outra forma, outro tamanho, talvez reduzido, mesmo que você tenha esticado e já não caiba mais ali, mesmo que remar sozinho em frente seja o maior ato de amor que você pode oferecer.
- Calejou
Meu peito chama o teu.
Meu peito chama.
O teu, gasolina.
- Calejou.
Puta que pariu, que falta eu sinto em cada segundo longe de você.
- Calejou.