A tragetória de Astrid em Staton sempre lhe pareceu como uma faca de dois gumes. Se por um lado havia conseguido estabilizar seu controle sobre seus poderes e focava apenas e aumentar o seus alcances, por outro, sentia como se fosse potencialmente o calcanhar de Aquiles dos seus amigos em todas missões que participou. Não é como se suas habilidades fossem ideais para confrontos bélicos, estava mais acostumada a utilizá-las em conjunto com a de outros mutantes ou como uma vantagem defensiva quando necessário. Em um dos seus raros momentos de preocupação sobre a sua situação em Staton, Astrid resolveu intensificar a rotina de treinos físicos. E a sua a cara não chegaria a arder nenhum um pouco se precisasse admitir que mandou mensagem pedindo a ajuda de Gore porque esperava que ele ensinasse coisas que o instituto não estava disposto a ensinar, justamente por estas coisas não se enquadrarem nos modelos ideais e justos de como se vencer uma luta. Mas Astrid realmente não queria morrer. Ser mártir não combinava com a sua personalidade por mais que ela desejasse ser uma heroína; então não é como se essa fosse a sua maior preocupação no momento. “Eu não sei porque você continua aceitando as coisas que eu peço de última hora...” Cumprimentou-o com um sorriso e desfez-se da jaqueta esportiva de nylon que usou no caminho até a ala de treinamentos. “Principalmente fora do horário de treinos físicos.”
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