“ eu não sou ninguém! quem é você? você é – ninguém – também? então há um par de nós! ” i'm nobody! who are you? (260), emily dickinson.
presentes. sempre pediam por presentes quando decidia bater o pé para fora de amsterdã. quem havia criado essa cultura de souvenir e presentes, afinal? gustaaf gostaria de agradecer pelas dores de cabeça e sessões emocionais. é ainda pior quando precisa encontrar algo para sua irmã e toda a pompa da princesa exigente, embora mais o surpreendesse a sensibilidade do próprio pai quando achava que não havia sido lembrado - ou coisa assim.
como se um rei precisasse desse tipo de afirmação e demonstração.
naquela manhã, no entanto, o presente é para a tia e para madrasta. gustaaf gostaria de ter consigo uma das criadas, mas nenhuma das mulheres tinham pego o navio consigo. o resultado fora o mordomo que pareceu perder a cor quando gustaaf ponderou encarrega-lo de tal missão e um guarda que, íntimo suficiente, cordialmente negou-se. naturalmente, encontrava-se os três, então, caminhando pelas ruas à procura de alguma loja que gritasse: aqui encontrarás o que precisa sem medo de errar! infelizmente, após alguns passos incertos, gustaaf concluiu que lojas não falavam.
— é isto. iremos seguir o de sempre, não vejo outra ideia. — ele comenta. terminaria no de sempre: tecido para que ambas fizessem a veste que quisessem, mas com o material não encontrado nos países baixos. no meio da fala, caminhada e olhos de água ainda procurando uma vitrine, o encontrão foi forte, fazendo-o perder-se nas palavras. os olhos surpresos miram o corpo alheio com confusão, afinal, havia sido mesmo inesperado. — perdoe-me, andava distraído. estamos bem. . . senhor carrington? certo?! — tinha certeza que foram apresentados no primeiro baile.









