eu vi o amor se perpetuar e morrer nas minhas células somáticas na mesma intensidade que os mísseis destruíram Hiroshima e Nagasaki. hélio era seu nome. um sorriso leve como o elemento indicado na tabela periódica mas com a intensidade de uma bomba. tuas sardas nas costas em formato de paz e o deboísmo universal que sempre odiei eram suas marcas mais expressivas. (admito que gostava da sua fé cega no amor e como você acreditava que ele poderia nos salvar das guerras). mas formam a prepotência e entusiasmo aqueles olhos marrons claros que me fizeram apaixonar.
hoje fazem dois anos que você se foi e eu to aqui debaixo daquela árvore que você me despertou amor pela primeira vez (num sol de 38 graus comum do verão no rio) e isso tudo me faz questionar como os deuses que você acreditava, permitiram que a luz dos seus olhos marrons claros cessassem e as guerras que matam milhões não?
mas eu nunca tive fé alguma e isso nunca coube a nenhum deus como ninguém mais coube na minha vida como você coube.
não me saciam retalhos de amor cotidianos

















