Há dois dias, um dos canos do sistema hidráulico de um banheiro desativado no terraço da unidade mista acabou se rompendo; uma rachadura considerável, mas que não vazava mais do que um fio de água escorrendo sem pressa, jorrando devagar na estrutura oca do prédio. Com a chuva nessa quinta-feira, que apesar de breve, foi bem volumosa, já encharcava tudo no terraço, ninguém notou o cheiro a mais de mofo, nem o som diferente de água escorrendo onde não deveria. A água foi se infiltrando entre os tijolos, sob o piso do terraço, enchendo como uma piscina invisível. A terra do solado da horta ficou empapada, as raízes das plantas afogadas, mas a chuva constante acabou disfarçando tudo.
Então, às 20:30hs o peso venceu e num ruído abafado, parte do piso do terraço afundou em um ponto e consequentemente invadiu as paredes de todos os lofts do 3º andar da unidade mista . Por um instante ficou só um buraco até que a água encontrou saída, levando consigo terra, plantas, folhagens e o que mais tivesse naquela área do terraço. Em segundos, virou uma cascata suja escorrendo pelas paredes, invadindo corredores e escadas.
A lodo foi descendo do 3º andar e sujando os corredores, transformando-os em um lamaçal, no 2º andar acabou atingindo as áreas comuns e estragando alguns estofados que estavam no caminho e no térreo acabou empoçando e entrando em alguns lofts.
Nesse meio tempo a administração do complexo foi acionada e logo começaram a tomar as devidas providencias, começando com o desligamento do abastecimento de água ás 21:30hs em toda a unidade mista, assim como nas unidades femininas e masculinas, que são interligadas a mista, para iniciar os reparos hidráulicos no encanamento. Os moradores que tiveram os lofts atingidos foram temporariamente realocados em lofts vagos na unidade familiar. E uma empresa terceirizada foi contratada para fazer a reforma das unidades 306, 307, 308 e 309.









